segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mãe se acorrenta para salvar filho do fanatismo da IURD - Por Blog Apologética Cristã Bereanos


Mãe se acorrenta a pilar de igreja em Campo Grande e diz que filho está sendo enganado pela instituição.

Acorrentada em um dos portões da sede da Igreja Universal do Reino de Deus da Avenida Mato Grosso, uma mãe tenta convencer o filho de 17 anos a abandonar o "fanatismo".

Na tarde desta quinta-feira (13), S. F. M., 41 anos, protesta para que o adolescente deixe de ter o comportamento atual de descaso e julgamento para com a família que, segundo ela, passou a ter após ingressar na igreja.S. argumenta que o filho vem sofrendo influências de pastores e, inclusive, tem deixado de ir à escola devido à sua devoção exacerbada.


“Só saio daqui quando fizerem justiça”, diz.Populares acionaram o 1º Batalhão da Polícia Militar, porém acabaram sendo dispensados pelo pastor que responde pela igreja, que alegou não haver necessidade da presença da polícia ali.

A imprensa procurou a administração da instituição, mas ninguém quis se pronunciar.Conforme S., o filho está na igreja há dois anos e meio. Desde então, passou a até vender as roupas para doar o dinheiro à igreja.

O rapaz é líder de um grupo jovem da instituição. S. tem outros dois filhos. Todos moram juntos numa casa no Centro, mas o filho estuda em um bairro na região do Lagoa, segundo ela. Ele teria começado a se comportar de forma fanática há cerca de 2 anos e meio, quando entrou para a igreja.

Nesse período, o jovem teria vendido eletrodomésticos, roupas e calçados para poder pagar os dízimos que a instituição estaria pedindo.Em outra ocasião, o fiho chegou a pedir a chave de uma das classes de sua escola para poder "pregar" aos colegas.

Acabou sendo repreendido pela escola, conforme a mãe.S. conta que é ex-pensionista do pai que era militar. Por enquanto, está desempregada.Conforme ela mesma, em um momento “de desespero” em 18 de novembro, interrompeu um culto noturno na igreja para saber o que realmente estava acontecendo com o seu filho. Fez isso porque procurou diversos pastores e eles não a atendiam, afirma.

Admitiu que errou e, foi levada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e lá teria sido agredida por um homem que se identificou como delegado de Polícia, além de esperar várias horas para ser liberada. "Perguntava se estava presa e os policiais me diziam que eu estava detida, somente isso. Cheguei a ficar várias horas sem beber água também, só depois fui liberada". Meses depois, segundo ela, após ter o carro roubado e ir procurar a Delegacia para formular boletim de ocorrências, descobriu que estava fichada na Polícia.


Aparelho para medir possessão

S. afirma que o filho pode estar usando em outros adolescentes um aparelho denominado psicoscópio, que serviria para medição do grau de possessão em alguma pessoa. Ela conta que ouviu falar disso e que o filho, por ser um dos líderes do grupo de jovens, poderia ter acesso ao suposto equipamento. O equipamento teria sido dado pela igreja.

"Depois que conversei com outras pessoas, fiquei sabendo que a igreja estaria usando um aparelho chamado psicoscópio. E que esse aparelho era dado para cada líder da Força Jovem. O meu filho é líder da Força Jovem. Esse aparelho mostra se a pessoa está ou não possuída."

Além do aparelho, S. diz que o filho está usando um óleo ungido pela igreja e passando nas partes íntimas. O motivo, de acordo com ela, seria para deixar de ter desejos carnais.

"Para mim, isso é óleo de cozinha, mas, meu filho está usando. Se funciona ou não funciona, não sei, mas, meu filho está usando."Aparentemente, ela demonstra estar bem de saúde.

Ela também não aparenta ter problemas mentais.Ela permanece esperando o filho, que, segundo ela, deve ir à igreja no fim da tarde.

Colaboração : http://www.bereianos.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Devemos ou não Receber Sectários em nossas Casas?

"Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis" (2Jo 10)

De acordo com 2João 10, não devemos receber em nossas casas, ou até mesmo saudar, quaisquer pessoas que venham até nós e não compartilham da nossa fé em Cristo. Mas será que isso deve ser interpretado literalmente? Como isso se aplicaria a um sectário? Deveríamos realmente dispensá-los com esta hostilidade?

Não é provável que esse versículo proíba aos cristãos de receberem sectários em suas casas, quando a intenção for testemunhar-lhes acerca do evangelho de Cristo. Antes, mais propriamente, o texto parece se referir à proibição de conceder ao sectário consecutivas oportunidades de ensinar sua falsa doutrina e, mesmo assim, sob um "pano de fundo" diferente dos nossos dias.

O contexto para esta interpretação pode ser vislumbrado nos primórdios do cristianismo, numa época em que não existiam igrejas centralizadas e acessíveis nas quais todos os crentes pudessem congregar. Na realidade, o que existiam eram casas que funcionavam como pequenas igrejas que se espalhavam por toda a localidade em que o evangelho se estabelecia.

Examinando o Novo Testamento, vemos que, logo no início da igreja, os cristãos são vistos unidos "partindo o pão de casa em casa" (At 2.46. Cf. tb. 5.42) e ajuntando-se para orar na casa de Maria, a mãe de João Marcos (At 12.12). De fato, as igrejas primitivas freqüentemente se estabeleciam nas casas dos irmãos e este fator é primordial para entender o que o apóstolo João quis compartilhar quando escreveu sua segunda epístola. Veja alguns exemplos dessa ocorrência nas cartas de Paulo:

• "Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo" (Rm 16.5)

• "As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áqüila e Priscila, com a igreja que está em sua casa" (1Co 16.19)

• "Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa" (Cl 4.15).

O emprego de templos eclesiásticos específicos não apareceu antes do final do segundo século.

Assim, aparentemente, o apóstolo João está, na realidade, nos advertindo contra a aceitação de um falso mestre na igreja, concedendo-lhe o "púlpito" para ensinar. Olhando as coisas por este prisma, entendemos que a proibição visava a pureza doutrinária da igreja.

Estender tal hospitalidade a um falso mestre insinuaria que a igreja estaria aceitando ou aprovando seu ensino, o que certamente causaria grande confusão entre os fiéis. Isso deveria ser evitado, a qualquer custo.

Também é possível que João estivesse proibindo aos cristãos de hospedarem falsos mestres em seus lares. Diante desta hipótese, é salutar lembrar que, nos dias em que a igreja apostólica estava em formação, o ministério pastoral e evangelístico foi exercido principalmente por indivíduos que viajavam de local a local, de casa (igreja) em casa (igreja). Esses pastores itinerantes dependiam da hospitalidade das pessoas de uma congregação local. Por conseguinte, João estaria admoestando a igreja a não estender este tipo de hospitalidade aos falsos mestres. Logo, os cristãos não deveriam deixar que sectários ficassem em suas casas e as utilizassem como bases de suas operações para difundir seu falso evangelho.

Em qualquer destes casos, esse versículo não proíbe aos cristãos de permitir que um sectário entre em suas casas para propósitos evangelísticos. Da próxima vez que uma dupla de testemunhas-de-jeová ou mórmons bater na porta de sua casa, sinta-se livre para convidá-la para ouvir o seu testemunho. Mas esteja totalmente seguro em relação aos fundamentos da sua fé, "para que não sejamos [...] levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente" (Ef 4.14).

NOTA
Christian Apologetics and Research Ministrty
Adaptado por Elvis Brassaroto Aleixo

sábado, 1 de maio de 2010

EVANGELISMO NA ITÁLIA - Missionário conta da atuação obreira no norte da Itália

Em visita ao Brasil para participar do Conexão Missionária na Segunda Igreja Batista (SIB) de Barra do Piraí/RJ, realizado nos dias 9 e 10 de abril, o missionário Fábio Pegas, cujo campo é a cidade de Mântova, no norte da Itália, aproveitou para falar aos funcionários de Missões Mundiais durante o culto realizado na Sede, no Rio de Janeiro, no último dia 13.

Ele expôs o projeto de construção do templo da Igreja Batista de Mântova e apresentou um casal de irmãos italianos, que deu seu testemunho de uma nova vida com o Senhor Jesus.

Organizada pelo Pr. Manoel Florêncio em 2002, com 14 irmãos, a Igreja de Mântova tem hoje 220 membros. São pessoas de diversas nacionalidades, que formam um verdadeiro celeiro missionário. O objetivo do pastor Fábio é concluir a construção do templo e, assim, acomodar mais pessoas. Este será o maior templo do norte italiano, ocupando uma área total de 5 mil m², segundo o pastor.

Para o Pr. Fábio Pegas a construção de um templo é essencial diante do fato de os italianos estarem acostumados às catedrais suntuosas. “Normalmente o italiano não dá credibilidade às igrejas organizadas em galpões. Ele valoriza muito a organização do espaço físico”, diz Pegas.

Enquanto a construção do templo não é concluída, os italianos também podem ouvir a Palavra de Deus, em sua própria língua, acompanhando os cultos online da igreja de Mântova. Basta acessar www.cebam.org. As reuniões são transmitidas ao vivo e a programação é bem interativa, pois os internautas podem deixar suas mensagens ao longo da programação.

A Web TV tem se revelado uma ferramenta poderosa naquele país europeu, tradicionalmente católico, mas que nos últimos anos tem abraçado o ocultismo, de acordo com recentes pesquisas. A luta em Mântova é ainda maior, pois no norte da Itália o satanismo já é uma prática comum.

Fonte: JMM e www.creio.com.br

terça-feira, 20 de abril de 2010

Misticismo de Brasília cria doutrina de pirâmides, espíritos e roupas coloridas

Rodrigo Bertolotto
Enviado especial do UOL Notícias- Em Brasília










O ser supremo é o índio Seta Branca, que lidera a corrente indiana do espaço, um regimento de espíritos de luz. A Terra foi colonizada há 32 mil anos por seres imortais do planeta Capela, que se miscigenaram com os terráqueos e criaram várias civilizações ao longo da história.


Esse não é o enredo de Avatar 2. São as revelações feitas por Neiva Chávez Zelaya, uma viúva caminhoneira que se dizia reencarnação de Cleópatra e Nefertiti. A médium fundou nos primeiros anos do Distrito Federal o Vale do Amanhecer, doutrina que mistura espiritualismo, cristianismo, crenças africanas e referências aos maias, espartanos e ciganos, além dos moais da ilha de Páscoa.

“Se você não acredita, por que está aqui?” A pergunta dirigida à reportagem do UOL Notícias não é intimidadora. Transmite a mais pura surpresa em meio aos altares suntuosos, à meia-luz reinante no templo e ao forte cheiro de incenso feito da resina da almesca. “Sou jornalista, vou escrever uma matéria”, tento me explicar para Joaquim Antonio, mestre da doutrina brasiliense.

“Ah, você é um ateu à toa”, sentencia o médium. O internauta que não acredita neste texto, por exemplo, pode clicar no botão abaixo chamado “comunicar erro”. Não há dispositivo semelhante quando se fala de fé – ainda mais nessa igreja que é a face mais conhecida do misticismo que cerca Brasília. Sendo assim, o jeito é entrar na lógica deles.

O sobrenatural e o simbólico estão na cidade desde antes de sua fundação. No marketing para transferir a capital para o Planalto Central foi muito utilizada a história de um sonho do religioso italiano Dom Bosco no século 19 que teria antevisto entre os paralelos 15 e 20 surgir a terra prometida ao lado de um lago que verteria “leite e mel”. Só faltou relatar que em outro trecho o santo falava que a visão era na Bolívia.

A capital surgia do cruzamento de dois eixos, uma cruz urbanística, mas também cristã. Em Brasília, a utopia modernista desenvolvimentista ganhou o reforço teológico. Os monumentos no cerrado pareciam miragens. O traço de Oscar Niemeyer carregava em futurismos – não por nada, o russo Yuri Gagarin, o primeiro homem a ficar em órbita, disse se sentir em outro planeta ao aportar no DF.

Há uma contabilidade de 2.500 locais místicos na capital e seu entorno. Um dos mais chamativos é a Cidade Eclética, cravada desde 1956 em Santo Antonio do Descoberto (cidade goiana próxima ao DF) e fundada por um aviador médium.

O sincretismo é a tônica principal. E no Vale do Amanhecer ele está em toda parte. A cruz cristã, a judaica estrela de Davi e a lua crescente muçulmana estão juntas com imagens de entidades do candomblé, conceitos espíritas e pirâmides egípcias.

Mas o que chama primeiro a atenção são as vestimentas e a arquitetura do refúgio que virou um bairro hoje com 15 mil habitantes no caminho entre Brasília e Planaltina. Os homens, chamados de “jaguares”, usam capas que mais parecem saídas de um filme de vampiro. A cor, contudo, é o marrom dos franciscanos. A roupa é tão cheia de símbolos que lembra a indumentária dos cangaceiros.

Já as “ninfas”, como são chamadas as mulheres, portam batas multicoloridas, onde o amarelo significa sabedoria e o lilás simboliza a cura. Por vezes, elas carregam lanças e ornamentam a cabeça com uma grinalda com tantas cores como o arco-íris.

“Estou aqui há 35 anos e precisaria de mais 35 para entender tudo o que tia Neiva ensinou”, afirma Domingos Pereira, que recepciona quem chega ao templo nas proximidades de cidade-satélite Planaltina. O local é ocupado na maior parte pela “mesa evangélica”. Nela, os médiuns estalam os dedos, dão passe nos “irmãos sofredores” e proferem a cada instante a frase:

“Obatalá, entrego neste instante mais uma ovelha para seu redil.”

“Somos medianeiros entre o céu e a terra. Manipulamos energia para salvar os desastrosos, os vingativos, os impregnados de ódio, os que têm um cascão de espíritos da escuridão sobre eles. Esse novo serviço é um desenvolvimento que não tem pressa. Ele vem com o merecimento de quem segue a lei do auxílio e os três pilares: tolerância, humildade e amor”, afirma Pereira.

Diante da imagem de um índio sentado que ergue uma lança com as duas mãos, ele explica: “É nosso pai: Seta Branca. Ele rege o planeta terrestre.” Pereira faz o mesmo diante do retrato de uma senhora de traços severos e maquiagem pesada. “É nossa mãe: tia Neiva. Ela nasceu em Propriá, no Sergipe, e criou aqui isso tudo que o senhor está vendo”, se maravilha. Ela morreu aos 60 anos em 1985, deixando uma legião de seguidores e um dos filhos na liderança da crença, com dezenas de templos pelo país.

O pintor de paredes Joaquim Antonio aparece como segundo guia nos corredores escuros do templo e me conta seu currículo espiritual: “Já tive 19 encarnações. Na última, fui um senhor de engenho que só fez maldade. Voltei para resgatar meus débitos e pagar as dívidas. Esta é uma encarnação expiatória neste planeta de transição que é Terra.”

Logo, Joaquim começa a filosofar e tirar conclusões. “Hoje, existe o celular, mas antes nos comunicávamos por telepatia. Hoje, tem avião, mas antes havia teletransporte. A matéria é uma prisão. Quanto mais tecnologia mais o homem se parece com uma minhoca dentro da terra”, busca me convencer.

Mas seus argumentos caem por terra após apresentar suas teorias históricas. “Os mortos na Segunda Guerra Mundial [1939-1945] tinham que sofrer. Eles estavam pagando o que fizeram em outras encarnações. Os atingidos no último terremoto do Haiti também. Fazem muita coisa ruim por lá.”
Ele fica diante de um altar com imagens dos faraós Tutancâmon e Akenaton. “As pirâmides não foram feitas pelos egípcios. Foi outra civilização, anterior e superior”, dispara Joaquim.

No Vale do Amanhecer existe um exemplar das pirâmides, frequentado por fileiras ordeiras de adeptos. Mas há outros casos como uma sede da CEB (Companhia de Energia de Brasília), a unidade local da LBV (Legião da Boa Vontade), além de casas piramidais no requintado Lago Sul, cujo desenho não é uma referência à pirâmide social do país.

É tanta pirâmide que dá para entender de onde saiu a lenda urbana de que os EUA estavam desconfiados que havia uma usina nuclear no DF, mas depois descobriram que a energia vinha das pirâmides candangas. Quem quiser que acredite.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Profanação no templo - da Redação ICP

O profano (iniciante) aproxima-se lentamente com os olhos vendados. Ao entrar na loja, o irmão “experto” toca-lhe o peito com a ponta de uma espada. Então, segue o seguinte interrogatório.

O Venerável pergunta:– Vês alguma coisa, senhor?

A resposta do profano é imediata:– Não, senhor.

O Venerável prossegue:– Sentes alguma impressão?

Profano:– O contato de um objeto aguçado sobre o peito.


Venerável:– A arma cuja ponta sentes simboliza o remorso que há de perseguir-vos se fordes traidor à associação a que desejais pertencer. O estado de cegueira em que vos achais é o símbolo do mortal que não conhece a estrada da virtude que ides principiar a percorrer. O que quereis de nós, senhor?

Profano:– Ser recebido maçom.

Venerável:– E esse desejo é filho de vosso coração, sem nenhum constrangimento ou sugestão?

Profano:– Sim, senhor.


Venerável:– Previno-vos, senhor, que a nossa ordem exigirá de vós um compromisso solene e terrível... Se vos tornardes maçom, encontrareis em nossos símbolos a terrível realidade do dever.

Depois de submetido a muitas indagações, o profano é conduzido ao altar dos juramentos e ajoelha-se com o joelho esquerdo, pondo a mão direita sobre a constituição e a Bíblia, que devem ter em cima a espada.

À mão esquerda, o profano segura o compasso, apoiando-o no lado esquerdo do peito. Daí, todos se levantam e ouvem o seguinte juramento:


“Eu, (nome), juro e prometo, de minha livre e espontânea vontade, pela minha honra e pala minha fé, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios que sempre ocultarei e nunca revelarei qualquer uma das artes secretas, partes ou pontos dos mistérios ocultos da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo irmão ou em loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Juro também ajudar e defender meus irmãos em tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como Potência Maçônica regular e legal no Brasil o Grande Oriente do Brasil, ao qual prestarei obediência. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus, e desonrado para com todos os homens. Amém”.


Em seguida, o neófito é conduzido para uma sala contígua ao templo, onde já se encontram colocadas duas urnas com espírito de vinho aceso. Deitado no chão, sobre um pano preto, deve estar um irmão (maçon), como se estivesse morto, amortalhado com a capa do 1º Experto. Todos os irmãos estarão de pé, sem insígnias, e armados de espada que apontam o neófito. Este é então desvendado pelo Venerável e encontra-se subitamente num ambiente lúgubre, com inúmeras espadas voltadas para ele. E ouve as graves admoestações do Venerável:

“Este clarão pálido e lúgubre é o emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que preparamos aos covardes que perjuram. Essas espadas, contra vós dirigidas, estão nas mãos de inimigos irrecon-ciliáveis, prontos a embainhá-las no vosso peito se fordes tão infeliz que violeis vosso juramento”.1

Como bem se expressa o Dr. Boaventura Kloppenburg, temos de ponderar que não estamos lendo alguma peça teatral, nem um documento antigo de sombrias épocas de sangue e vingança, mas o ritual prescrito para iniciação no primeiro grau da maçonaria.

Daí a pergunta que não quer calar: “Pode o cristão submeter-se a um ritual e juramento imbuídos de aspectos explicitamente condenáveis pela Palavra de Deus? Como imaginar até mesmo um pastor diante desse sacramento de iniciação maçônico? Como congregar, sob o mesmo teto, evangélicos, espíritas, muçulmanos, umbandistas, católicos, budistas, entre outros grupos religiosos, em nome de uma entidade divina conhecida pelo título de ‘Grande Arquiteto do Universo’? Será que tais pessoas estão de fato adorando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó? Ou seja, o Deus da Bíblia?”.

Dá para imaginar, por exemplo, um cristão indo a um templo hindu para participar de uma cerimônia? Tal cristão poderia presumir que, seguindo os rituais hindus, estaria adorando a Jesus, ainda que participando de uma oração grupal a Vishnu?


Suponhamos, ainda, que os hindus concordem em mudar o nome Vishnu para Grande Arquiteto do Universo. Ainda que façam isso, certos elementos dos rituais da adoração pagã, como, por exemplo, andar ou dançar em círculos, hão de permanecer. Com a substituição do nome “divino”, seria então aceitável ao cristão participar de uma cerimônia de adoração hindu? E se porventura os hindus permitissem ao cristão participar da liturgia, dos rituais e fazer as orações hindus em nome de Jesus, tal adoração tornar-se-ia cristã?

Escrevendo aos irmãos de Corinto, o apóstolo Paulo disse o seguinte:“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1Co 10.20-22).

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).


Para abonar essa contestação, devemos antes conhecer alguns segredos dessa entidade tão secreta. Primeiramente, analisaremos vários trechos de livros e manuais da maçonaria, embora muitas obras de sua autoria ainda permaneçam na obscuridade para os de fora. Como referência, tomaremos os livros atuais (nacionais e internacionais), escritos por maçons do mais alto grau, que descrevem o que ocorre dentro das lojas. Ainda que algum maçom negue a autoridade absoluta desse ou daquele autor maçônico, não poderá, no entanto, negar que tais escritos representam a prática e o ensino da maçonaria brasileira e mundial. A análise que faremos será à luz da Bíblia, a única regra de fé e prática dos cristãos evangélicos (2Tm 3.16,17).

O presente artigo nada mais é do que uma reflexão para saber se existe a possibilidade de uma pessoa poder conciliar ou não o cristianismo e a maçonaria. E também para saber se, ao abraçar as duas, ela está participando de duas religiões ou de uma só.


Se porventura o leitor já tiver sua própria posição a respeito do assunto, que o Senhor Deus o ajude a analisar as informações aqui descritas detalhadamente e, sobretudo, a buscar o conhecimento da vontade de Deus, por meio da orientação do Espírito Santo e da própria Bíblia. Somente assim, querido leitor, você terá condições de reavaliar sua posição e defini-la à luz da Palavra de Deus (Ef 5.17).


Um pouco sobre a maçonaria

Segundo afirmações dos próprios maçons, a maçonaria não é uma sociedade secreta. “Isso é calúnia dos adversários”, apregoam. Dizem, ainda, em alto e bom som, que a maçonaria é discreta, não secreta.
Na Constituição do Grande Oriente do Brasil, art. 17, onde se especifica os deveres das lojas, sob a letra p vem a seguinte norma: “nada expor, imprimir ou publicar sobre assunto maçônico, sem expressa autorização superior da autoridade a que estiver subordinada, salvo Constituições, Regulamentos Gerais, Regimentos Particulares, Rituais, Leis, Decretos e outras publicações já aprovadas pelos Poderes competentes. Toda e qualquer publicação atentatória dos princípios estabelecidos nesta Constituição ou da unidade da Ordem sujeitará os seus autores às penalidades da Lei”.

É rigorosamente proibido aos profanos (não-maçons) tomar parte nas sessões comuns das lojas, como está relatado no art.19, parágrafo único, da Constituição: “As oficinas, sob nenhum pretexto, poderão admitir em seus trabalhos maçons irregulares; deverão identificar os visitantes pela palavra semestral”.

Com essas declarações de documentos oficiais autênticos, chegamos à conclusão de que a maçonaria é uma sociedade verdadeiramente secreta, no sentido próprio da palavra.

Qual a relação entre o cristianismo e a maçonaria?Para ser aceito na maçonaria, o profano tem de observar alguns deveres preestabelecidos:

1. “Reconhecer como irmãos todos os maçons regulares e prestar-lhes, e também às suas viúvas, ascendentes ou descendentes necessitados, todo auxílio que puder;

2. Freqüentar assiduamente os trabalhos das oficinas; aceitar e desempenhar, com probidade e zelo, todas as funções e encargos maçônicos que lhe forem confiados, além de esforçar-se pelo bem da Ordem em geral, da pátria e da humanidade;


3. Satisfazer com pontualidade as contribuições pecuniárias que, ordinária ou extraordinariamente, lhe forem legalmente atribuídas;


4. Nada imprimir nem publicar sobre assunto maçônico, ou que envolva o nome da instituição, sem expressa autorização do Grão Mestre, salvo quando em defesa da Ordem ou de qualquer maçom injustamente atacado;


5. Ajudar e proteger seus irmãos em quaisquer circunstâncias e, com risco da própria vida, defendê-los contra as injustiças dos homens;


6. Manter sempre, tanto na vida maçônica como no mundo profano, conduta digna e honesta, praticando o bem e a tolerância, respeitando escrupulosamente os ditames da honra, da probidade e da solidariedade humana, subordinando-se com-preenssivamente às disposições legais e aos poderes maçônicos constituídos;


7. Amar os seus irmãos, mantendo bem alta a flama da solidariedade que deve unir os maçons em toda a superfície da terra”.2

Entre os deveres aqui enumerados, temos de acrescentar o que consta no art.1, parágrafo 1, letra g desta mesma Constituição onde se encontra o “requisito essencial” para os profanos, candidatos à iniciação, sem o qual não serão aceitos: “não professar ideologias contrárias aos princípios maçônicos e democráticos”. Se ele infringir essas normas, o art. 32, nº 13, confere ao Grão Mestre Geral, ou ao seu substituto legal, a atribuição de “suspender, com motivos fundamentados, para que sejam eliminados pelos Poderes competentes os maçons que professarem ideologias ou doutrinas contrárias aos princípios da Ordem e da Democracia”.


Assim, como o cristão maçom pode compartilhar suas ideologias cristãs aos companheiros de loja? No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontramos a seguinte definição para cristianismo:


“A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá”.3

Como podemos ver nessa de-claração, a maçonaria não adota o cristianismo e, conseqüentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus.
Negar a crença no Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.) é impedimento absoluto para a iniciação na maçonaria4, entretanto, é indiferente a crença em Jesus Cristo ou em Buda. Ainda que em seus rituais os maçons falem em Deus ou do Ser Supremo, ignoram a Santíssima Trindade, não mencionando uma vez sequer o santo nome de Jesus. Na verdade, os maçons jamais se dirigem a Deus mediante a Cristo. Diante disso, o verdadeiro cristão não pode aprovar semelhante abstração do cristianismo e muito menos conviver com esse tipo de coisa.

As características distintas dos deuses das diferentes religiões são outra evidência de que eles não são a mesma pessoa. Por exemplo: Brahma, o deus hindu, engloba em si o bem e o mal; Alá, o deus do islamismo, dificilmente perdoa; mas Yahweh, o Deus dos cristãos, é um Deus zeloso (Êx 34.14).


Algumas religiões são politeístas, ou seja, têm vários deuses (como a dos egípcios e a dos gregos). Outras são monoteístas (como o judaísmo e o cristianismo). Os hindus acreditam na reencarnação, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal.
Os cristãos crêem na ressurreição: à volta do espírito no mesmo corpo. Determinadas religiões acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de Deus. Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações. Outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Diante disso, será que o ser humano pode adorar a deuses tão diferentes (e isso simultaneamente) como se fossem um só?

O sistema maçônico, especialmente o Rito Escocês Antigo e Aceito, pode ser chamado de “deísta”, ou seja, considera a existência de um deus impessoal, destituído de atributos morais e intelectuais, confundindo-se com a natureza5. Os deístas limitam a participação de Deus à criação, como se Ele tivesse deixado o mundo para ser governado pelas leis naturais.6 Esse sistema difere do “teísmo” cristão, no qual Deus é um Deus pessoal e interfere permanentemente no destino da humanidade.


Para entendermos melhor o deísmo maçônico, vejamos a declaração de Rizzardo da Camino: “Cada religião expressa Deus, com nome diferente, como os israelitas que o denominam de ‘Jeová’; isso não importa, o que vale é sabermos que esse Grande Arquiteto do Universo é Deus”.7

Os cristãos, no entanto, não concordam com essas palavras. Não é a mesma coisa adorar o Deus verdadeiro e um bezerro de ouro, como os israelistas fizeram no deserto (Êx 32.1-10; Ne 9.6-31).
O Deus da Bíblia é pessoal e único. Ele se preocupa com as pessoas e não abandonou a humanidade. Parece lógico seguir a todos os deuses, porque assim, no final, aquele que for o deus verdadeiro vai se manifestar em prol de seus seguidores. Mas o Deus das Escrituras não aceita ser comparado e muito menos igualado a outros deuses, simplesmente porque não existem outros deuses (Sl 115. 2-9).
O nosso Senhor não aceita concorrência e estabelece que sejamos fiéis ao seu nome: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6). “... guarda-te para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O Senhor teu Deus temerás, a Ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti” (Dt 6.12-14).

O indiferentismo perante Cristo é impossível: “Quem não é comigo é contra mim” (Mt 12.30), disse Jesus. Mas o verdadeiro maçom, em virtude dos “princípios estabelecidos” pela maçonaria, não pode estar com Cristo seguindo todos os seus ensinamentos e obedecer a todos os mandamentos maçons. Não é possível ser maçom verdadeiro e regular e, ao mesmo tempo, cristão autêntico e convicto.

A maçonaria é uma religião?
O primeiro e principal dever de cada loja maçônica, de acordo com a determinação do art.17, letra a, da Constituição do Grande Oriente do Brasil, é este: “observar cuidadosamente tudo quanto diz respeito ao espírito e à forma da instituição, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição, as leis e as decisões dos Altos Corpos da Ordem”.

Antes de qualquer coisa, vamos analisar o que é religião. No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, temos a seguinte definição: “culto prestado a uma divindade...”.
Essa definição encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico, autor de mais de quarenta livros: “O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo”8.
Com isso fica provado que o que acontece dentro da loja maçônica nada mais é do que um culto de adoração a uma divindade, ao Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.).


Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H. Claudy: “As lojas da maçonaria são construídas para Deus. Simbolicamente, ‘construir para Deus’ significa edificar algo em honra, adoração e reverência a Ele. Mal o neófito entra no Portão Ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus”.9
Vejamos ainda o que diz o importante autor maçônico Henry Wilson Coil, em sua Enciclopédia Maçônica: “A ma-çonaria certamente exige a crença na existência de um Ser Supremo, a quem o homem tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar o indivíduo à comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?... É exatamente isso que a Loja faz”.10


Como a maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina. Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.


Diante de tudo o que vimos, como fica então? Podemos chamar a loja de templo, mas não de igreja? De fraternidade, mas não de religião? As invocações lá realizadas não são adorações?
As liturgias não são cultos? A iniciação não é um tipo de batismo?

Será que as pessoas que insistem em negar a religiosidade da maçonaria não estão com as mentes fechadas? Ou será que escondem que a maçonaria é uma religião para que possam infiltrar-se nas igrejas? Uma coisa é certa: o cristão maçom pode negar que freqüenta duas religiões ao mesmo tempo, mas a sua declaração não muda os fatos.


Os praticantes da maçonariaSabemos que a maçonaria aceita qualquer pessoa, independente de seu credo religioso. A loja recebe muçulmanos, espíritas, budistas, entre outros, como membros. E também satanistas, magos e bruxos, inclusive nos mais altos graus. Nomes como Aleister Crowley, Albert Pike, Lynn F. Perkins (fundador da Nova Era), Jorge Adoum (Mago Jefa), Charles W. Leadbeater e o mágico Manly P. Hall11 constam de sua lista de participantes.

William Schnoebelen conta que era bruxo quando foi admitido na maçonaria. Para ele, o G.A.D.U. era o próprio Lúcifer (o diabo). Com o tempo, ele descobriu outros satanistas que também faziam parte do grupo12. Parece difícil conciliar cristãos e satanistas sob o mesmo teto, mas isso realmente acontece na maçonaria. Albert Pike, um dos grandes líderes maçons, escreveu que Lúcifer é deus e “portador da luz” e que a maçonaria deve seguir a doutrina luciferiana:


“A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus. Pois a lei eterna é que não há branco sem o preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses: as trevas são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que é imponente... Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal”.13

No hebraico, o termo Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”. É sinônimo de Yahweh (transcrito como “Senhor” na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido “Deus”, ou seja, o nosso Deus). Albert Pike diz, absurdamente, que o nosso Deus é o deus das trevas, que odeia os homens! Que contraste com a revelação bíblica, que afirma: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr 31.3). E ainda: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).


A maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o cristianismo, porque é impossível conciliar cristianismo e satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus do mal. Será que o cristão pode submeter-se a isso: adorar o Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.), que na maçonaria pode ser o próprio diabo?

O valor da BíbliaNa Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: “A opinião maçônica prevalecente é a de que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. Até hoje, nenhuma autoridade tem mantido que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela”14.
Para a maçonaria, a Bíblia é “uma das três grandes luzes emblemáticas”, sendo colocada no mesmo patamar dos seus símbolos (esquadro e compasso).
Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não é mais importante do que os símbolos maçônicos. Além disso, segundo a doutrina maçônica, ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país. Nos países islâmicos, por exemplo, usa-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc.
Alguns maçons dizem que a Bíblia é um “livro sagrado” para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.


Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: “Nenhuma loja entre nós deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um símbolo... Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum... Qualquer outro livro com o mesmo significado serviria...”.15
Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: “Os judeus, os chineses, os turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não vemos nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria Maçonaria”.16

Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília da loja17, a opinião dos cristãos é diferente, pois, de acordo com o apóstolo Pedro, “... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21).


A Bíblia é a revelação de Deus aos homens!


Uma questão de escolhaSer religioso não significa apenas freqüentar um local para prestar culto. É muito mais que isso. Ser religioso é seguir fielmente a doutrina que professa. Se a pessoa crê em Cristo, deve ser de Cristo. Se acredita no Alcorão, deve ser islâmica. Não importa se o caminho que escolheu é certo ou errado. Deve ser firme, convicta. Lembremo-nos do que Cristo disse em Mateus 12.30: “Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.


Muitos maçons se dizem religiosos porque são líderes em suas Igrejas e ajudam os pobres. Publicamente louvam a Deus, mas no ambiente maçônico ajoelham-se diante do pentagrama e adoram os símbolos dos deuses do Egito e do pecado.


É uma pena que, apesar da controvérsia sobre o assunto, muitos cristãos ainda insistam em ser maçons, demonstrando que não são capazes de abdicar de seus interesses pessoais ou de uma série de interesses em prol da obra do Senhor Jesus. Ao invés de buscarem a união na Igreja, insistem em ser causa de divisão (Ef 4.3).
Muitos demonstram e chegam a declarar abertamente que, se for preciso escolherem entre a loja e a Igreja, preferem permanecer na loja. É mesmo o fim dos tempos. Quantos estão apostatando da fé. Suas mentes estão cauterizadas (1Tm 4.1,2; Hb 3.12-19; 2Tm 4.3,4).


A verdade é que os maçons têm a maçonaria como uma religião, isto é, defendem-na como uma religião, freqüentam-na como uma religião. Muitos chegam a dizer que encontraram nessa entidade “paz” e “comunhão” que não encontraram na Igreja!18 Mas será que o mundo pode oferecer paz semelhante à que Cristo dá? O que Jesus diz em João 14.27?

A Palavra de Deus afirma que aquele que não concorda com as sãs palavras de Cristo é causador de questões e contendas (1Tm 6.3-5). Se a maçonaria se torna, cada vez mais, motivo de confusão e controvérsia entre os irmãos cristãos, por que insistir nessa dissensão?
“Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz” (1Co 14.33). Dissensões e facções são obras da carne (Gl 5.19-21). O cristão que abraça a maçonaria escandaliza outros irmãos e coloca dúvidas nos recém-convertidos, que se confundem com opiniões divergentes dentro da Igreja.

O cristão maçom não leva apenas problemas para a Igreja, mas também para a sua casa. Ao chegar da loja, não pode contar nada do que aconteceu lá. É uma situação difícil para o lar cristão: o marido escondendo coisas da mulher. A esposa é aquela para quem ele jurou fidelidade e lealdade. É a sua companheira até que a morte os separe que não pode saber o que ele está fazendo fora de casa. Além da esposa, os filhos e outros familiares passam a viver em um ambiente de mistério e segredos. E isso não agrada o nosso Deus, que quer que sejamos sinceros e falemos sempre a verdade.

Os enigmas de Sansão trouxeram sérios problemas para a sua vida familiar (Jz 14.10-14). Não podemos nos esquecer disso!


GRAUS DO RITO ESCOCÊSLOJA OU GRAUS SIMBÓLICOS
1. Aprediz
2. Companheiro
3. Mestre



GRAUS CAPITULARES
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6 Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçon
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz


GRAUS FILOSÓFICOS
19. Grande pontífice
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh



GRAUS SUPERIORES
31. Inspetor Inquisidor
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano Inspetor Geral



SÍMBOLOS DA MAÇONARIA
ESQUADRO: Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e a outra vertical, o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.


COMPASSO: Traça círculos e, abrindo e fechando, delimita espaços. Representa o senso da medida das coisas. Significa a medida das coisas.

NÍVEL
Representa a igualdade. Todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.


PRUMO: Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.


CINZEL : Sugere o trabalho inteligente.Instrumento manejado pelo aprendiz com a mão esquerda. Como o cinzel é uma ferramenta que exige uma participação de outra (o malho), representa a inteligência humana, que isolada nada constrói.


PENTAGRAMA: Representação de um homem de pé com as pernas abertas e os braços esticados: indica o ser humano e a sua necessidade de ascensão.

COLUNAS: São três colunas no templo maçônico.Uma significa o lado masculino, a força; a outra o feminino, a beleza; a terceira, a sabedoria.

SOLÉ : a fonte da vida, a positividade da existência do homem.

AVENTAL: Usado por todos os maçons durante as sessões, o avental representa a pureza, a inocência.

ESPADA: É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde à consciência e à presença divina na construção do templo.

DELTA LUMINOS: ORepresenta a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. É um triângulo com um olho no centro.



Notas:
1 A Maçonaria no Brasil – Orientação para os católicos. Ed. Vozes,
2 Constituição do Grande Oriente do Brasil. 5ª Ed. 1958, p. 12.
3 Camino, Rizzardo da. “Dicionário Filosófico de Maçonaria”. Ed. Madras, p. 47.
4 Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. São Paulo: Editora Madras, 1996, p.137.
5 Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p.313; Cabral, J. “Religiões, seitas e heresias”. 8ª. Ed. Rio de Janeiro: Editora Universal, 1993, p.27.
6 Horrell, J. Scott. “Maçonaria e fé cristã”. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1995, p.35.
7 Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. Ed. Madras, p. 137.
8 Camino, Rizzardo da. “Breviário maçônico”. 2a.Ed. São Paulo: Editora Madras, 1997, p.194.
9 Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A.), Macoy Publishing, 1971, p. 29.
10 Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 512.
11 Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry - Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p. 207; Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 306; Adoum, Jorge. “Do mestre secreto e seus mistérios - esta é a maçonaria”. São Paulo: Editora Pensamento, 1997, p. 24.
12 Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry - Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p.42.
13 A.C. de LaRive. La femme et l‘ enfant dans la Franc, Maçonneirie Universele, Paris, 1889, p.588.
14 Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 520.
15 Oliver Day Street. Simbolism of the tree degrees, Masonic Service Association, Washington, 1924, p.44-45.
16 Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 133.
17 Mackey, Albert. Mackeys Revised Encyclopedia of Freemasonry. Richmond (U.S.A): Macoy Publishing, 1966, p. 133. Vol. 1..seseicho-no-ie seendo uma religi simbolo rasileiros e catolicismo romano.m o antigo, assim sendo 18 Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A), Macoy Publishing, 1971, p.124.

quinta-feira, 25 de março de 2010

DEVOTOS DO MUCO DA LESMA GIGANTE

Cada louco com sua mania!

Um líder religioso obrigou alguns seguidores de uma religião africana nos EUA a tomar o muco de uma lesma gigante!

A policia federal dos EUA foi a casa de Charles L. Stewart depois de denuncias desta selvageria com a “lesma” porque dependendo da quantidade de muco que ela deveria produzir, pra mim já é abuso sexual animal!

Não é possível que uma pessoa em sã consciência admita praticar tal ato!

Esta criatura (não a lesma) Stewart acredita que o muco da lesma cura! Ele disse a imprensa que não tinha má fé e que sua religião usa a lesma nas suas cerimônias e rituais de cura.

O problema é que lesma gigante come até lixo, as pessoas que participaram deste ritual passaram mal e perderam peso.

Se alguém indicar este tratamento para perder peso, já deixo bem claro: Prefiro ficar gordo!


QUE LOUCURA....

Fonte: Notícia no G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1527814-5602,00.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

Santo Daime - Práticas e rituais - Por Pr. Natanael Rinaldi - Matéria do CACP

Por Pr. Natanael Rinaldi
São bem oportunas as palavras bíblicas de Romanos 1.22: "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos", quando nos propomos a falar sobre o grupo religioso SANTO DAIME.

Dizemos isso porque, nesse grupo religioso, aparentemente desconhecido, existem celebridades da TV que já se pronunciaram publicamente como membros dele. E não é só isso. Até o famoso pastor Neemias Marien já fez parte de reuniões religiosas onde o chá foi bebido.

Conta ele: "Concentrado no culto, cantei, com o mais vivo entusiasmo, todas as canções de louvor, mas sempre muito atento às mínimas ocorrências envolvendo os circunstantes. Vi nocauteada a resistência de muitos que se entregavam relaxados nos colchonetes e poltronas espalhados pela sala. Vi outros se transfigurarem, em êxtase, os olhos vítreos esbugalhados. Um jovem tomou-me a mão, como um náufrago perdido no mar e, literalmente, urrava como leão. Muitos vomitavam, enquanto outros corriam ao banheiro. Um outro virou uma estátua vibrante, o tempo todo em obediência a seus chakras, segundo disse. Então, após o segundo cálice, comecei a sentir as mãos frouxas e uma ligeira cãibra nas pernas, dando-me a impressão de desmaio, embora em momento algum me sentisse tenso. Procurei cantar com mais entusiasmo, mas logo percebi ser melhor procurar o sofá, no qual o meu corpo caiu pesado. Foi nesse instante que, relaxado, rendi-me ao DAIME, sem alucinações, mas com a consciência da purificação espiritual centrada em Jesus."(...) "Creio que, também, pelo Santo Daime, pode-se contemplar a luz divina e alcançar a purificação do espírito e a cura interior."(JESUS, A Luz da Nova Era, pp.120/21).


Pode haver maior apostasia do que essa, de se ler um pastor afirmar que "contemplou a luz divina" e alcançou a "purificação do espírito e cura interior" depois que tomou o chá ???

A luz divina, como sabemos pela Bíblia, é Jesus Cristo: "Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo" (Jo 1.9).

Purificação do espírito se faz pelo sangue de Jesus e não por tomar-se um chá - "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (Jo 1.29). E cura interior alcançamos quando atendemos ao convite de Jesus, em Mt 11.28,29: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."

EFEITOS DO CHÁ

A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). É conhecida como ayahuasca ou, abreviadamente, OASCA. É ingerida para proporcionar vidências, comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc. É uma porta aberta para os estados alterados de consciência. Produz um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não há tempo de ir ao banheiro comum.

O NOME DAIME

Dizem que vem do verbo dar, no imperativo. "'Daime' paz, 'Daime' saúde, 'Daime' felicidade!" - é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de três culturas (a branca, a negra e a indígena).

O livro sagrado que adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime, encontrando-se neles suas crenças básicas.

A principal característica do Santo Daime é o canto. São conhecidos também como "Povo de Juramidam", expressão composta de Jura (pai) e Midam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas. Juramidam representa a segunda volta de Jesus à terra, sendo assim o povo de Juramidam o povo de Jesus Cristo.

Impossível para um leitor da Bíblia ler sobre um tipo de culto envolvido com práticas mediúnicas, idolatria e feitiçaria, admitir que seja "povo de Jesus".

O próprio Jesus declara ser a luz do mundo e que aquele que o segue não andará em trevas (Jo 8.12). Em nenhuma passagem bíblica se encontra qualquer ensino de Cristo que se assemelhe a um ensino que envolva espiritismo, feitiçaria e idolatria.


O FUNDADOR

O fundador, Raimundo Irineu Serra, nasceu em 1892, no Maranhão, e faleceu em 1971. Aos 20 anos de idade, integrou um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração de látex.


Na floresta amazônica Irineu e seus companheiros foram misturando a sua cultura com a dos índios e aprenderam a preparar a bebida, que lhe provocava "visões".

Numa dessas "visões" apareceu-lhe uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da floresta. Ela falou-lhe: "Quem é que tu acha que eu sou? Ele olhou e disse: Para mim a senhora é uma Deusa Universal. Tu tem coragem de me chamar de Satanás, isso ou aquilo outro? Não, a senhora é uma Deusa Universal. Tu achas que o que tu está vendo agora, alguém já viu? O mestre Irineu refletiu e achou que alguém já podia ter visto, tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o resto. A senhora então disse: O que você está vendo agora ninguém jamais viu, só tu. E eu vou te entregar esse mundo para tu governar. Agora tu vai se preparar, porque eu não vou te entregar agora. Vai ter uma preparação para ver se você tem merecer verdadeiramente: você vai passar oito dias comendo só macaxeira (mandioca) cozida, com água e mais nada."

Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a realização do ritual. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos.


Nas reuniões evocam Jesus Cristo e os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B. G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.


HISTÓRIA
Em 1945, Mestre Irineu fundou o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal, que chegou a congregar 500 membros efetivos. Um discípulo de Irineu, o seringueiro padrinho Sebastião, fundou outra comunidade, a Colônia Cinco Mil, também no Estado do Acre, que no foro civil foi registrada como entidade filantrópica, tendo o nome de CEFLURIS (Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra).

Depois da morte do fundador em 1971, o padrinho Sebastião o substituiu na direção da entidade, vindo a falecer em 1990. O filho de Sebastião, o padrinho Alfredo Gregório de Melo, está na liderança do movimento Santo Daime que, atualmente, conta por volta de 30 núcleos e para mais de cinco mil adeptos.


FESTIVIDADES
Quase na totalidade seguem as festividades dos dias santos do catolicismo, juntando mais uma festa extra na data do nascimento do fundador (15 de dezembro).

O ano religioso tem começo aos 6 de janeiro, em homenagem aos "Três Reis do Oriente", seguindo-se as datas de 20 de janeiro (São Sebastião), sexta-feira santa, 24 de junho (São João Batista), 2 de novembro (Finados), 8 de dezembro (Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos trabalhos).
DOUTRINAS E REFUTAÇÕES - RITUAL
Dentro do ritual encontramos práticas religiosas ligadas à idolatria, à feitiçaria e às cerimônias católicas.
Idolatria:O Estatuto da CEFLURIS declara, entre outros pormenores, os seguintes itens, esclarecendo que a entidade é "fundamentada no Ritual do Ecletismo Evolutivo, ou seja, de várias correntes religiosas que se interpenetram, tendo como ponto de partida o Cristianismo." (p. 41 da revista PERGUNTE E RESPONDEMOS, setembro/90).
Comentário: O Santo Daime é formado por várias correntes religiosas como catolicismo, cultos afro-brasileiros e indígenas. Ora, o ecletismo religioso é uma abominação aos olhos de Deus. Apontamos como exemplo o povo israelita no deserto, acampado junto ao Monte Sinai. Enquanto Moisés estava no Monte Sinai, o povo embaixo resolveu prestar um culto a Deus, criando um ídolo na forma de um bezerro de ouro.
Depois de pronto instituíram uma festividade e a justificaram com os seguintes dizeres: "Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e Arão apregoou, e disse: Amanhã será festa ao Senhor." (Êx 32.4,5).

Como Deus encarou uma festividade eclética entre ele e o bezerro de ouro? Disse Deus a Moisés, lá no Monte Sinai: "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido. E depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito." (v. 7,8).

As práticas ligadas à idolatria foram mais tarde condenadas pelos profetas: "Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às ../imagens de escultura." (Is 42.8). "Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus." (Is 43.12).


Feitiçaria: Sabemos que os cultos afro-brasileiros tributam louvores a entidades também conhecidas como orixás, que pensam ser os intermediários entre o deus Olurum e os homens.

Ora, sabemos que tais entidades espirituais, embora sejam chamados "santos", na verdade são espíritos demoníacos que povoam os ares como afirma Paulo em Ef 6.12: "Porque não temos que lutar contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais."

Afirmamos: o que consta do estatuto nada tem a ver com o cristianismo. Quando há genuína conversão a Deus, há o abandono dos ídolos e de todo o ecletismo. Jesus foi enfático dizendo: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro." (Mt 6.24).

Ritual da bebida:O cipó é cortado em pedaços de 20 cm de comprimento.
A partir das 2 horas da madrugada, realiza-se a "bateção": turmas de 12 homens revezam-se de duas em duas horas no trabalho de esmagar os pedaços de jagube sobre troncos de árvores fixos no solo, utilizando marretas de cumaru, pau tirco ou bálsamo, sendo que o ritmo é acompanhado por hinos adequados. A bateção significa purificação em si e serve para o sujeito se disciplinar.


O cozimento do cipó macerado e das folhas, se dá na proporção de duas medidas de cipó para uma das folhas de chacrona e é uma das etapas mais delicadas do ritual.
Não se deve conversar com a pessoa encarregada, pois ela controla o ponto de fervura da bebida, que é indicado por uma entidade do Santo Daime presente no plano astral, a qual se manifesta no momento em que se completa o cozimento para que a panela seja retirada da fornalha. Todos são avisados desse procedimento através de uma campainha acionada pelo encarregado.


Essa entidade, que desce e se manifesta no momento em que é completado o cozimento, é uma das manifestações malignas, embora possa ser chamada por nomes indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Bvarum, Marum Papai Paxá, B. G. , Rei Titango, rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.


Cerimônias católicas:Durante o ritual rezam missa em favor dos falecidos e cantam-se dez hinos sem instrumentos musicais, sem bailados. Reza-se um terço, ficando o Salve Rainha para o término da sessão. Essa prática é ligada à Igreja Católica.

Não se deve celebrar missas aos mortos, porque elas são inúteis. Jesus afirmou que se alguém morrer sem crer nele como único e suficiente Salvador nunca poderá ir para onde ele foi. Jesus foi para o céu de onde virá para buscar o seu povo (Jo 8.21,24; Jo 14.2,3). O ritual do Santo Daime é ritual pagão, impróprio e condenado pela Bíblia em Dt 18.9-12.


APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Relata o Mestre Irineu que recebeu uma visão de uma senhora divina que ele pensou ser uma deusa Universal, identificando-a até como se fosse Satanás. Entretanto, posteriormente, na própria "visão", foi esclarecido de que se tratava de Nossa Senhora da Conceição.

Para os que têm a Bíblia e a consideram como autoridade maior no campo religioso, devem ter presente as palavras de Paulo - em Gl 1.8,9 - que afirmam: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vô-lo dissemos, agora de novo também vô-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."
Ora, se esse grupo religioso tem como "princípio básico e fundamental o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo" como reza o item 2 do Estatuto, deveria saber que o evangelho que Jesus pregou incluía o arrependimento e fé na sua pessoa (Mc 1.15), pois sem arrependimento ninguém poderia salvar-se (Lc 13.3); e que afirmava a necessidade da sua morte, sepultamento e ressurreição como meio de salvação.(Mt 16.21-23; 20.28).

Jesus nada ensinou sobre ecletismo, mas foi incisivo ao afirmar que existem "duas portas" e "dois caminhos" que levam a dois fins distintos. "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que o encontram" (Mt 7.13,14).


UM CULTO ABSURDO
É tão absurdo esse culto do Santo Daime que se declara: "Há quem vomite e quem seja cometido de desarranjos intestinais, ou as duas coisas juntas. E com que objetivo? Ocorrendo a ânsia de vômitos e a diarréia depois que se toma o chá é que a pessoa está passando por uma espécie de 'limpeza espiritual'. Ou seja, de alguma maneira está se livrando de tudo aquilo que a impede de estar em comunhão com Deus" É esse um culto racional?
Paulo recomenda que apresentemos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm 12.2).


Bibliografia das obras consultadas:
1. MELO, Fernando dos Reis de. Religião & Religiões - Perguntas que muita gente faz. Editora Santuário.
2. BETTENCOURT, Estevão Tavares. Crenças, Religiões, Igrejas & Seitas: quem são?
3. MARIEN, Pr. Nehemias. Jesus à Luz da Nova Era. Editora Record.
4. Revista "Pergunte & Respondemos", nº 340, setembro de 1990, pp.38/48.

O pastor Natanael Rinaldi, 80 anos, é sem dúvida um dos maiores apologistas cristãos brasileiros
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Suspeito de matar Glauco queria provar ser Jesus, dizem parentes


O universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito de assassinato contra o cartunista Glauco, queria ajuda para provar à mãe que é Jesus. A versão foi contada nesta sexta-feira pela enteada do cartunista, segundo o cunhado de Glauco, Douglas Pinheiro, que a acompanhou durante depoimento em Osasco.

Segundo Pinheiro o suspeito rendeu a família e queria levar todos para sua casa para que eles o ajudassem a convencer a mãe de que é Jesus. Glauco resistiu à ideia de levar todos e se prontificou a ir sozinho, mas ainda assim foi atingido por quatro tiros.

Primo de Glauco e um dos fundadores da Igreja Céu de Maria, Orlando Cardoso de Oliveira, disse que o suspeito rendeu a enteada do cartunista e a fez bater na porta da casa de Glauco.

Segundo ele, Glauco saiu da casa e teve uma arma apontada para a cabeça. Foi quando o suspeito pediu que ele o acompanhasse até a casa dele.
“Ele escolheu o Glauco talvez pelo fato de ele ser um líder e carismático”, disse Oliveira. Quando Glauco já estava entrando no carro, o filho Raoni chegou, de acordo com o parente. O suspeito, então, ameaçou se matar e chegou a apontar a arma para a própria cabeça.


“Ele [o suspeito] estava afastado há seis meses da igreja. E não usava nenhum remédio psiquiátrico. Quem toma medicamento, não pode ingerir o daime.” Segundo Oliveira, em 2009, 11 mil pessoas passaram pela igreja fundada por ele e por Glauco.

O delegado Archimedes Cassão Veras Junior, do Setor de Investigações Gerais de Osasco, afirmou que a polícia já conversou com familiares do suspeito do assassinato do cartunista Glauco e do filho dele, Raoni.
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De acordo com o delegado, a família afirmou não saber onde o jovem de 24 anos está. Archimedes disse que, pela descrição da família, o rapaz tem perfil "problemático", pois não arrumava emprego e já teve passagem por porte de drogas, possivelmente maconha.

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Archimedes disse que o autor do homicídio foi identificado pelas testemunhas como o jovem. "O autor do homicídio é esse indivíduo", disse o delegado. A polícia investiga ainda a possibilidade de envolvimento de outras pessoas, segundo o delegado. "Uma ou duas", disse. Os familiares do suspeito disseram que não sabiam que ele tinha ido à casa de Glauco. A polícia acredita que ele tenha ido conversar porque era frequentador da casa e costumava pedir conselhos ao cartunista.

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Os corpos do cartunista Glauco e do filho dele, o universitário Raoni, serão enterrados neste sábado (13), no Cemitério Gethsêmani Anhanguera, em Osasco, na Grande São Paulo.

Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Osasco por volta das 13h30 desta sexta-feira e seguiram para a Igreja Céu de Maria, do Santo Daime, que fica ao lado da casa do cartunista, próximo do local do crime, onde serão velados.

Segundo o Cemitério Gethsêmani Anhanguera, os corpos serão velados na igreja até as 9h de sábado. Ao chegarem no cemitério, haverá mais duas horas de velório. O sepultamento deverá ocorrer entre 11h e 12h de sábado.

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terça-feira, 2 de março de 2010

Pedro e o Poder Papal

Não vou estender o assunto por muito tempo, mas apenas fazer uma reflexão rápida se Pedro poderia ser o primeiro papa.

O Concílio Vaticano I, com a participação de 740 bispos de toda a igreja definiu o poder papal, esta definição deu a Igreja Católica apostólica Romana um poder sobre a sociedade no âmbito político e religioso por muito tempo. Até hoje a igreja romana participa de algumas decisões no poder político de alguns países.

O concílio da ao papa o que chamamos de infabilidade papal, o Papa possui a ajuda do Espírito Santo para nunca ensinar nada que contrarie os Evangelhos.

Mas para conseguir tal poder é necessário tentar achar nas escrituras bases sólidas para o papado, então, a ICAR (que vou chamar de Igreja Católica Apostólica Romana ) começa sua tradição papal da seguinte forma – Anunciando Pedro como o primeiro papa.

A tradição Católica afirma que Pedro foi papa durante 25 anos em Roma. O problema disso é não encontrar provas sólidas para esta afirmação.

Diante dos fatos registrados pelas escrituras sagradas, Pedro fez parte da história da igreja como todos os outros apóstolos.

Nós evangélicos temos a certeza de que Pedro teve a sua participação na história da igreja, mas ele não é, e nunca foi, a edificação da igreja.

A posição doutrinária da ICAR no catecismo da Igreja Católica, edição Típica Vaticana, n. 552, na página 156 – afirma que Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a Rocha Inabalável da Igreja.

Pedro após a Confissão foi “esta rocha inabalável?”.Na mesma passagem que a doutrina ICAR se baseia, Pedro demonstrou a sua fragilidade espiritual e é repreendido por Jesus:

Mateus 16 v. 22 – 23 - E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.
Pedro era um homem comum que carecia do amor e da Graça de Jesus, nós evangélicos reconhecemos sua importância, mas não o idolatramos. Ele foi passível de erro como outro ser humano.

Ele demonstrou as fraquezas humanas das quais todos nós temos:
A) Prometeu não escandalizar Jesus e não cumpriu negando-o 3 vezes (Mateus 26v. 33-35), a sua negação não foi em seguida, da 1° para a 3 demorou uma hora.

Lucas 22v. 59 – 60 - E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este verdadeiramente estava com ele, pois também é Galileu. E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo.
B) Quando foi chamado para orar com o mestre, ele foi pego dormindo vencido pelo cansaço. –
Mateus 26v. 40-44 - Pedro não foi à crucificação com medo de ser peso e crucificado, depois da morte do mestre voltou a seu emprego anterior a sua chamada apostólica.

Todos estes relatos demonstram a fragilidade humana e que nenhum homem pode ser a pedra da qual a igreja está edificada.


A igreja necessita estar edificada na rocha e não em um pedregulho.
Se a igreja estivesse fundamentada em qualquer ícone religioso humano, ela já estaria exterminada da face da Terra.


TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA...

Esta passagem deve ser analisada dentro do contexto, sem tirar nenhum pretexto para montar uma suposta doutrina.

Pedro no Grego quer dizer “Petros”, que quer dizer “pedrinha”. Isto demonstra que Jesus estava dizendo que Pedro era um fragmento.

Se Pedro fosse a Pedra, Jesus teria dito, “Tu és Pedra” ou “Pedro, a partir de agora você será Pedra...”. Ou “ Pedro tu és Pedra e sobre ti edificarei a minha igreja.”

Mas o mestre disse: Tu és Pedro!”. Jesus usou duas palavras das quais ficam claras – Pedro e Pedra, se fossem a mesma coisa, ele teria usado somente uma!

Olhando para o contexto geral sobre o fundamento da igreja, as Escrituras Sagradas nos dá diversas passagens que nos orienta que a Pedra é Jesus e não Pedro.

O Apóstolo Paulo declara que Cristo é o Fundamento da Igreja:

I Corintios 3v. 11 Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
O próprio Pedro reconhece e declara que Jesus é a Pedra principal, acompanhe as passagens bíblicas:

Atos 4v. 11-12 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
I Pedro 2v. 6-7 Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. E assim para vòs, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina...

Paulo declara com mais clareza quem é a Pedra de esquina:Efésios 2v. 20 – 22 – Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.


Jesus também afirmou que Ele mesmo era a Pedra
Mateus 21v. 42 Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?
A passagem que Jesus usou está baseada na profecia messiânica:

Salmos 118v. 22-24A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. Da parte do Senhor se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos. Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.
Jesus é a Pedra na qual a igreja está alicerçada e não Pedro.

A indicação “sobre esta Pedra” está ligada na revelação que Pedro teve naquele momento, revelação que Cristo é o Filho do Deus vivo.

Jesus – Filho do Deus Vivo – é a pedra da qual a igreja está edificada!

PEDRO ERA O REPRESENTANTE DOS DEMAIS APÓSTOLOS?


O catecismo da ICAR. N. 553, pág 156, edição Típica Vaticana Loyola, reza que “Pedro é uma autoridade específica por Jesus ter dito “ Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligardes na terra será desligado no céu ( Mt 16v. 19), então a autoridade de ligar e desligar significa autoridade para absolver pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à igreja pelo ministério dos apóstolos e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino.”
Se Jesus o catecismo diz que Jesus confiou explicitamente a Pedro as chaves do Reino, ele afirma por tabela que não explicitamente Jesus deu as mesmas chaves para os outros apóstolos, então, ele não é o único.

As Escrituras Sagradas não afirma que Jesus dá poderes especiais a Pedro em relação aos outros apóstolos.

Pedro foi o pregador do dia dos Pentecostes, mas isto não é referência para ser considerado o superior, pois temos outras referências que desqualificam esta posição do catolicismo.

A mesma autoridade que Pedro recebe de ligar e desligar os outros apóstolos também receberam.
Mateus 18 v. 18-19 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
Paulo deixa claro que o seu ministério não era inferior a de nenhum dos apóstolos :

II Corintios 12v. 11Fui néscio em gloriar-me; vós me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós, visto que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos, ainda que nada sou. Outro detalhe é que o livro que relata os atos apostólicos tem mais referências ao Apóstolo Paulo do que de Pedro, (Livros de Atos separa para Paulo cap.13-28).

Se Pedro fosse o representante supremo dos apóstolos os seus atos seriam mais importantes e teriam sido relatados com mais freqüência.

No concílio de Jerusalém, a palavra que decidiu o problema não foi de Pedro e quem presidiu o concilio foi Tiago presidiu (Atos 15), se Pedro fosse o representante majoritário dos apóstolos, Pedro teria presidido e dado a última palavra no Concílio!

QUAL É A CHAVE QUE LIGA E DESLIGA?

A chave relatada por Jesus é a pregação do Evangelho que promove o agir do Espírito Santo na vida do ser humano, e este agir traz arrependimento pelos pecados.

João 16.7-8Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.
Todo o pregador do Evangelho tem as chaves nas mãos, não foi só Pedro que recebeu estas chaves.

Quando a Palavra de Deus é ministrada, ela se torna a chave que liga ou desliga o ouvinte do céu, pois após a cada mensagem existe um convite para aceitar Jesus e o ouvinte pode aceitar ou não.

O PAPA TEM O PODER DE PERDOAR OS PECADOS?

Nenhum homem pode perdoar pecados, só Jesus Cristo.

O papa, O PASTOR, O APÓSTOLO EVANGÉLICO, o bispo, o pai de santo e ninguém pode perdoar as iniqüidades do homem.

O pecado só pode ser perdoado pelo sangue de Jesus Cristo. Não existe nenhum tipo de penitência ou números de orações que perdoam pecados. As escrituras falam sobre isso da seguinte forma:


Atos 5v. 31 - Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
Romanos 4v. 24 -Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.
Apocalipse 1v. 5- E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
O perdão dos pecados não é a missão humana, mas divina.

Não existem penitências que perdoam pecados. A ICAR tem ensinado que a repetição das orações, indulgências e confissões ao padre faz com que a pessoa tenha os pecados perdoados, isto não é verdade. Só Jesus Cristo pode perdoar os nossos pecados.
Mateus 9 v. 2 – 7 - E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados. E eis que alguns dos escribas diziam entre si: Ele blasfema. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? Pois, qual é mais fácil? Dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.E, levantando-se, foi para sua casa.


Como é que o homem pode ter os seus pecados perdoados?

A bíblia nunca ensinou que devemos confessar os nossos pecados para qualquer líder religioso para perdoar os seus pecados.
Romanos 10v.9 -10 A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação
PEDRO PASTOREOU A IGREJA DE ROMA?


A declaração católica é que o Papa é o sucessor de Pedro que foi fundador igreja de Roma, mas nós não encontramos nenhuma provas bíblicas que Pedro pastoreou esta igreja.

Os católicos dizem que o seu pontificado foi de 25 anos em Roma.Será que esta informação é verdade?

· 1- Pedro não pode ter sido Papa pelo período de 25 anos, pois ele foi morto no reinado de Nero, que se deu em 67 ou 68 d.C.
Se pegarmos a data do reinado de Nero e subtrairmos o suposto pontificado de Pedro (67– 25 = 42 ou 68 – 25 = 43) vamos chegar à conclusão de que nesta época de 42 ou 43 d.C. não tinha sido realizado o Concílio de Jerusalém (Atos 15) que Pedro participou.

O concílio foi realizado por volta de 48 a 49 d.C.

2 – O apóstolo Paulo escreveu para a igreja de Roma, epístolas aos Romanos, e no final ele separou um capítulo inteiro para mandar as suas saudações para os diversos irmãos daquela cidade, mas não houve nenhuma saudação para Pedro!
Se Pedro fosse o pastor da igreja de Roma ou o fundador, Paulo deveria endereçar carta a Pedro ou pelo menos mandar alguma saudação para o apóstolo.
3- O apóstolo Paulo foi para Roma em 62 d.C. e muitos irmãos foram visitá-los, mas não existe nenhuma menção de Pedro.
4- O apóstolo Paulo escreveu 4 cartas de Roma – Filemom, Efésios, Filipenses e Colossenses no período de 62 a 68 d.C., em nenhum momento Paulo declara coisa alguma sobre Pedro.
5- Jesus disse a Paulo que ele deveria dar o seu testemunho em Roma
Atos 23v.10 - 11“E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza. E na noite seguinte, apresentando- lhe o Senhor, disse: Paulo tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma.”
Se Pedro estava em Roma em 60 d.C.(o mesmo período da aparição) e ele foi o contemplado com poderes especiais e um lugar de destaque entre os apóstolos, não seria dele esta incumbência?

Jesus não teria aparecido a Pedro ao invés de Paulo? As provas que temos afirmam que Pedro não foi o pastor da igreja de Roma e o papa não é o sucessor de Pedro. Muito menos que Pedro foi um papa.


CONCLUSÃO

Após ter os detalhes apurados e refutados através das Sagradas Escrituras, a nossa posição é que Pedro foi um homem importante que participou da história da igreja, mas ele não deve ser adorado ou colocado acima dos outros apóstolos.

O poder de purificar o pecador não está nas mãos do Papa e sim de Jesus Cristo e que Pedro nunca esteve pastoreando a igreja de Roma, assim sendo, o papa não é o sucessor de Pedro.

A igreja não está edificada em um homem, mas na pedra principal - Jesus Cristo, as chaves que foram dada aos apóstolos é o privilégio de pregar a Palavra de Deus abrindo assim o caminho do arrependimento.

Espero que você tenha sido abençoado com esta matéria e que o Espírito Santo possa ter trabalhado em seu coração.