quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Fora da Igreja não há salvação ?


Muitos dizem que a sua igreja é a arca de Noé, ou seja, fora dela não há salvação. Pregam que devemos estar dentro da sua instituição se quisermos ser salvos, mas salvação não é prioridade de religião, vem de Jesus Cristo.


A bíblia nunca registrou que a igreja tem a salvação, mas que em Jesus há salvação.

Jesus foi dado por Deus para que crêssemos nele e tenhamos a vida eterna.

João 3 v. 16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Jesus é o caminho para chegar a Deus

João 14 V.6 - Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Não existe salvação em nenhum outro – Pedro após ser chamado para dar explicações sobre o que pregava para atrair muitas pessoas, ele disse:

Atos 4 v. 8 - Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e vós, anciãos,

9 - se nós hoje somos inquiridos acerca do benefício feito a um enfermo, e do modo como foi curado,

10 - seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós.

11 - Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular.

12 - E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

O Sangue de Jesus nos libertou de todo pecado.

Apocalipse 1 v. 5 - 5 - e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados,

Ser membro de uma igreja é muito bom, mas devemos procurar aquela que ensina a verdadeira palavra de Deus sem abusos espirituais.

Deus abençoe

sábado, 18 de setembro de 2010

Ex-pastor da Mundial diz que distorcia trechos da Bíblia - Por Redação OGalileo

Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados


A Igreja Mundial do Poder de Deus é tida como a igreja neopentecostal que mais cresce no Brasil. Tem mais de 2.300 templos e ocupa quase toda a programação da Rede 21, além de horários em outros canais. Quando foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, em 1998, o então motorista de caminhão Givanildo de Souza começava a trabalhar em Sorocaba, no interior de São Paulo. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. Para provar sua proximidade com Valdemiro, Givanildo exibe fotos de sua família com a de Valdemiro, todos em trajes de lazer.


A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder. A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação

Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”

A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia

Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (…) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria”.

Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.

Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta

Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água’. Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura

“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.”

Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente’. Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja

Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.


Fonte: Informações da Revista Época / Gospel Prime/Site O Galileu

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Crescimento inquietante - Por Revista Cristianismo Hoje

Alavancado por livros, filmes e ensinos que agradam ao público médio, kardecismo tem doutrinas incompatíveis com a fé cristã

Poucas coisas são tão capazes de trazer conforto a quem perdeu uma pessoa querida do que a possibilidade de encontrá-la novamente numa outra vida. Diversas expressões religiosas, inclusive o cristianismo, 
incluem em sua doutrina a crença veemente na existência da vida após a morte. Mas o espiritismo vai além. Seus praticantes dizem que é possível, aqui e agora, fazer contato direto com seres humanos que já se foram desta vida. Mais ainda – dizem os espíritas que as almas desencarnadas estão em outro plano, prontas e dispostas a auxiliar aqueles que vivem fisicamente em sua caminhada rumo à perfeição espiritual. Para isso, valem-se dos médiuns, pessoas que acreditam ter a capacidade de agir como intermediárias entre vivos e mortos. Afinal, para os espiritualistas, seguidores do conjunto de doutrinas organizado em meados do século 19 pelo pedagogo francês Hippolyte Leon Denizad Rivail, o Allan Kardec, a existência humana é uma sucessão de mortes e renascimentos, sendo que a cada nova vida o indivíduo tem a oportunidade de desenvolver-se.


Começa justamente aí o principal antagonismo 
entre os espiritualistas e os evangélicos, já que estes, com base em textos bíblicos como Hebreus 9.27 – “Ao homem está estabelecido morrer uma única vez, vindo depois disto o juízo de Deus” –, rechaçam peremptoriamente a possibilidade de reencarnação. Além desta, são muitas as divergências da Igreja Evangélica em relação ao espiritismo, como por exemplo quanto ao papel de Cristo. Se para os crentes ele é o Filho de Deus e Salvador do mundo, na opinião dos adeptos do kardecismo Jesus não vai além de um espírito iluminado, um homem que alcançou a perfeição graças ao amor e bondade que dedicou às pessoas. Mas o apelo forte que esse tipo de crença tem, sobretudo numa cultura religiosa sincrética como a brasileira, explica a popularidade do espiritismo em território nacional. O Brasil já é considerado o maior país espírita do mundo, com números que chegariam a 30 milhões de seguidores e simpatizantes. O último levantamento religioso oficial da população nacional, o Censo de 2000, encontrou pouco mais de 2,3 milhões de espiritualistas confessos, mas é sabido que muitas pessoas têm o kardecismo como uma espécie de segunda crença, à qual recorrem em momentos de aflição. Além disso, o espiritismo mesclou-se muito bem com credos de matriz africana como a umbanda e o candomblé, criando uma religiosidade popular que mistura a cosmovisão dos dois lados.

O sucesso estrondoso de Chico Xavier (Downtown/Sony Pictures), cinebiografia do mais celebrado médium brasileiro, que vem batendo recordes de público desde seu lançamento, é demonstração disso. Em dois meses, foram 3 milhões de espectadores, sinal de que a doutrina dos espíritos está em alta. De acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB) há no país cerca de 15 mil centros e casas de sessão das mais diversas linhas espiritualistas. Alguns locais, como o Centro Espírita Perseverança, considerado o maior da América Latina e localizado na capital paulista, recebe diariamente nada menos que 5 mil pessoas. Elas estão interessadas numa religião onde não existem amarras hierárquicas e na qual cada fiel é responsável pelo próprio crescimento espiritual, sobretudo através da prática da caridade, marca registrada do grupo. “Não há intermediação, nem velas ou imagens nos centros espíritas. O praticante precisa se prender a algo que é mais abstrato e pessoal”, explica a socióloga Célia da Graça Arribas. Outra característica do espiritismo é o estímulo ao estudo. “Não é qualquer pessoa que compreende esse sistema, por isso a importância do estudo constante”. Essa opinião é compartilhada pelo criador do Instituto de Cultura Espírita do Brasil (ICEB), Deolindo Amorim, que no prefácio do livro Espiritismo básico, de Pedro Franco Barbosa, afirma: “Não se pode estudar bem o espiritismo sem conhecimento seguro da doutrina”.

Célia investiga o crescimento do kardecismo no país e a formação dos primeiros grupos brasileiros que estudaram a doutrina. De acordo com sua tese de mestrado Afinal, espiritismo é religião? A doutrina espírita na formação da diversidade religiosa brasileira, a crença espírita chegou ao Brasil no início da década de 1860, com a primeira obra de Allan Kardec, O livro dos espíritos, lançado apenas três anos antes. A obra foi a primeira de uma série de cinco trabalhos, que formam a chamada “codificação espírita” (O livro dos médiuns, O Evangelho segundo o espiritismo, O céu e o inferno e A gênese). Todos, segundo a pesquisadora, despertaram grande interesse na elite nacional da época, formada por advogados, médicos, intelectuais, jornalistas e políticos, gente que mantinha muito contato com a produção intelectual da França, então o principal centro cultural do mundo.

Fé elitizada – Essa formação elitizada provavelmente tenha sido a responsável por manter a religião espírita focada principalmente na classe média. O perfil do espírita brasileiro é de pessoas com renda familiar alta, na casa dos R$ 5 mil mensais – bem acima, por exemplo, dos católicos (por volta de R$ 2 mil) e dos evangélicos (não mais que R$ 1,3 mil) –, média de escolaridade de 10 a 15 anos e forte hábito da leitura. A ênfase no estudo explica o desenvolvimento acelerado das editoras do segmento espiritualista em um país como o Brasil, em que somente 10% da população lê com assiduidade. Segundo um levantamento baseado em dados de 2006 da Câmara Brasileira do Livro (CBL), esse nicho de mercado editorial possuía 205 editoras, 4,3 mil títulos, cerca de 1 mil autores e editou nada menos que 6,5 milhões de livros. Isso significou um faturamento de quase R$ 100 milhões naquele ano. De lá para cá, a coisa só cresceu. Basta visitar uma livraria para se testar a popularidade dos temas espíritas. Uma das mais celebradas autoras ligadas ao segmento, Zibia Gasparetto, sempre tem um dos seus livros na lista de mais vendidos.

Mas é Francisco Cândido Xavier, ou simplesmente Chico, que neste ano completaria um século de vida (ele morreu em 2002), o campeão inconteste das letras espíritas. Ele lançou 450 livros supostamente psicografados por espíritos, que venderam mais de 18 
milhões de exemplares. Apenas uma de suas obras, Nosso lar, que teria sido ditada pelo espírito conhecido como André Luiz, é um best-seller que já superou a marca de 1,6 milhão de volumes distribuídos. Não é a toa que o livro ganha ainda este ano uma versão cinematográfica, com previsão de estreia para setembro. A julgar pelo sucesso de Chico Xavier, vem aí um novo campeão de bilheteria.

A popularidade de Chico vem de uma série de fatores. Primeiro, por sua origem humilde: filho de pobres, ele estudou apenas até a antiga quarta série do ensino primário. Por isso, seus escritos são extremamente acessíveis a qualquer um, ao contrário das obras filosóficas de Kardec. Chico lançava livros romanceados, em que os princípios da doutrina espiritualista são apresentadas de maneira bem mastigada. Além disso, seu caráter desprendido – ele doou toda a renda de seus livros a obras de caridade, montou centros assistenciais e vivia de maneira modesta – e sua compleição física frágil ajudaram a moldar em torno de sua figura um ar de santidade, 
venerado abertamente por seus seguidores. O centro que fundou, na cidade de Uberaba (MG), é uma espécie de santuário à sua memória. Diariamente, devotos de vários pontos do país dirigem-se até lá em busca de uma prece, um passe ou simplesmente para rezar diante do busto de Chico. Muitos chegam a atirar cartas endereçadas ao médium falecido por cima do muro de sua casa, transformada em museu. “Ele veio para popularizar o espiritismo. Sua missão na terra foi de exemplificar o amor e decodificar a doutrina”, destaca a vice-presidente da União das Sociedades Espíritas de São Paulo (USE-SP), Júlia Nezu.

Para a mídia, a imagem de Chico Xavier é estratégica. Um personagem real, que nasceu e viveu no país, capaz de reunir pessoas de vários credos e ainda lhes dar esperança, é um alavancador de audiência. Não é a toa que novelas que exploram tema mediúnico são recorrentes na televisão, principalmente na rede Globo. O assunto passou a ser tratado mais diretamente a partir de A viagem (1994). Outros folhetins, como Alma gêmea, exibida entre 2005 e 2006, exploraram abertamente o interesse do público pelo espiritismo. Atualmente em exibição no horário das 18h, Escrito nas estrelas conta a história de um rapaz que morre num acidente de carro e continua se comunicando com os vivos. Para Júlia, o sucesso dos temas espíritas reflete uma busca dos tempos modernos. “As pessoas estão cansadas do materialismo e têm procurado uma resposta transcendental. O espiritismo traz essa resposta, embora não sejamos os donos da verdade”, afirma.

“Estratégia proselitista” – É a caridade, contudo, a bandeira mais levantada pelos seguidores do espiritismo. Fazer o bem ao próximo é fundamental para os devotos, que veem na solidariedade o caminho para a perfeição – crença bem expressa no slogan “Fora da caridade, não há salvação”. “O espiritismo atrai porque mexe com os sentimentos e emoções das pessoas. Afinal, qual a mãe que não gostaria de falar novamente com um filho morto?”, diz o ex-espírita Manoel Castillo. “E há muitas pessoas fazendo o bem nos centros espíritas”, elogia. Ele fala com a experiência de quem foi seguidor ativo do kardecismo durante mais de uma década, junto com a mulher, Graça. Evangélicos, eles hoje frequentam a Igreja Cristo é Vida, na Vila Formosa, em São Paulo. “Acontece que as pessoas são enganadas. A história que se conta por lá é muito bonita, mas a verdade é que os chamados ‘espiritos do bem’ são demônios”.

O testemunho do casal é semelhante ao de tantas pessoas que fizeram este tipo de migração religiosa. O envolvimento inicial com a fé espírita começou com uma alegada mediunidade. Graça conta que chegou a ter contato com o que considerava espíritos de luz e até previu a morte da filha adotiva, mesmo quando a menina não tinha nenhum sintoma de enfermidade. Fundador do Ministério Rhema e autor do livro Espiritismo – Conhecendo os cultos afro, o pastor Milton Vieira da Silva diz que o principal problema da doutrina espírita é a redução do papel de Jesus, que descaracteriza o conjunto de crenças espiritualistas como cristãs. “Eles veem Cristo como um dos melhores profetas, um mestre iluminado por excelência e o melhor homem que já existiu – menos como Senhor e Salvador da alma humana.”

O jornalista e missionário Jamierson Oliveira, ligado à Igreja Batista Betel, considera que as obras sociais e assistenciais são uma vitrine de justiça e o cartão de visita não só do espiritismo, mas de outros grupos religiosos. “É uma estratégia de proselitismo, mas é preciso registrar que também os evangélicos e protestantes realizam grandes obras em favor do próximo”. Ele cita como exemplo igrejas e organizações não-governamentais de caráter cristão, como Exército de Salvação, Visão Mundial e Compassion. Editor da Bíblia Apologética de Estudos, voltada à defesa da fé, e de diversos artigos e trabalhos na área de seitas e heresias, Jamierson concorda que o preparo teológico é fundamental para rechaçar os ensinos do espiritismo. “Como Igreja de Cristo, não temos que nos intimidar pela militância das seitas, mas nos despertarmos por alguns bons exemplo delas”, destaca. “Afinal de contas, fomos chamados para salgar a terra, além de iluminar o mundo. João disse que se amamos a Deus, a quem não vemos, devemos revelar isso em ação em favor do nosso próximo, que vemos e convivemos.”

Pesquisador de religiões e seitas há mais de 50 anos, o pastor Natanael Rinaldi, palestrante do Instituto de Estudos Cristãos (ICP), começou a estudar o espiritismo de Allan Kardec na mesma ocasião em que passou a se dedicar à apologética. Foi nesse percurso que avaliou não somente a doutrina espírita, mas também sua origem. Para ele, o caráter abrangente do espiritismo é apenas uma maneira sutil de se envolver nos meios religiosos com a finalidade de ter mais fácil aceitação, como se fosse também uma religião cristã. “O que não é verdade”, afirma o apologista. “Qualquer movimento religioso que alegue ser cristão deve ter seus ensinos confrontados com a Palavra de Deus para se verificar a veracidade dos mesmos”, sentencia. “Já os autores kardecistas dizem que sua base é o ensino dos espíritos. O espírita é um tipo de religioso eclético”. Mesmo assim, ele acha que alguns grupos religiosos são mais suscetíveis à doutrinação espírita. “Os católicos que simplesmente adotam a religião dos pais, mas desconhecem totalmente seus dogmas básicos, são presas fáceis”.

Rinaldi alerta que também muitos evangélicos estão na mesma situação: “Há crentes que ignoram as doutrinas bíblicas centrais. Não leem as Escrituras, não participam de estudos bíblicos, não têm como responder acerca da razão de sua fé”. Quanto às sessões mediúnicas, em que os adeptos acreditam ter contato com pessoas que já morreram, o pastor lembra que o apóstolo Paulo advertiu a igreja de Corinto sobre a possibilidade de o próprio diabo e seus anjos transfigurarem-se em anjos de luz: “Não são as pessoas falecidas que se manifestam, mas sim, espíritos mentirosos que tomam seus lugares nas invocações. E o pai da mentira é o diabo.”

sábado, 28 de agosto de 2010

A Igreja Católica também tem dizimo!

Algumas pessoas ainda acham que só a igreja evangélica tem a prática no dizimo, mas a igreja católica também tem praticado o momento do dizimo com outro nome.

No Brasil, a CNBB implantou o dizimo quando as taxas ou sistema de pagamentos de taxas pelos serviços prestados pela igreja foiconsiderado inadequado.  Devido a falta de contribuição, a Igreja Católica Apostólica Romana cobra o dizimo do seus fiéis para suprir as suas necessidades.

O Papa Bento XVI extinguiu o termo "dízimos" do quinto Mandamento da Igreja, conforme Compêndio do Catecismo da Igreja Católica por ele promulgado em 28 de junho de 2005 e republicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O Quinto Mandamento agora é assim: "Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

VOZ DA VERDADE - UNICISMO Parte FINAL - Por Paulo Cristiano CACP

4 – A Quem Foi Paga a Nossa Redenção

A quem Cristo pagou o resgate? Se for negada a doutrina ortodoxa da Trindade (negando-se uma distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme quer o modalismo), Cristo teria de pagar o resgate ou à raça humana ou a Satanás.

Posto que a humanidade está morta em transgressões e em pecados (Ef 2.1), nenhum ser humano teria o direito de exigir que o Cristo lhe pagasse resgate. Sobraria, portanto, Satanás. Nós, porém, nada devemos a Satanás. E a idéia de Satanás exigir resgate pela humanidade é blasfêmia, por causa das implicações. Ao contrário: o resgate foi pago ao Deus Trino e Uno para satisfazer as plenas reivindicações da justiça divina contra o pecador caído: E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (Ef 5.2) .

Embora mereçamos o castigo decorrente da justiça de Deus (Rm 6.23), somos justificados pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, somente: E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (1 Co 6.11).

Fica claro que a doutrina essencial da expiação vicária, na qual Cristo carregou nossos pecados na sua morte, depende do conceito trinitariano. O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz (“Teologia Sistemática”, Stanley M. Horton. CPAD, 1999, p. 180).

5 - Argumentos de fácil refutação

Basicamente os textos bíblicos utilizados pelos grupos que defendem a idéia de que Jesus Cristo é o Pai e o Espírito Santo ao mesmo tempo, são:

1 - Eu e o Pai somos um (Jo 10.30).

2 - Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?

3 -Quem me - vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9)

4 - E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22).

5 - Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).

1. Eu e o Pai somos um (Jo 10.30).

Resposta Apologética:O artigo “Um” no grego, nesse versículo, está no neutro, hen, e não no masculino, heis, e mostra assim duas pessoas numa só Deidade. Além disso, o verbo está no plural “somos” e não no singular “sou”, não pode, portanto, Pai e Filho serem a mesma pessoa.

Jesus não está dizendo que é a mesma pessoa do Pai, mas que Ele e o Pai, são duas pessoas distintas, em unidade divina. Portanto, João 10.30 deve ser entendido como uma declaração de Jesus da sua unicidade de natureza essencial com Deus, isto é, que Ele é essencialmente igual a Deus

2. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9).

Resposta Apologética: Encontramos aqui uma reiteração da mesma substância da declaração do versículo 7 deste capítulo: Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Ver o Pai não consiste em meramente contemplar a sua presença corporal, mas em conhecê-lo. Fica subentendido que não ver o Pai, na pessoa de Jesus, é o mesmo que não conhecê-lo.

O Filho é o único expositor do Pai aos homens (Mt 11.27; Jo 12.44-45; Cl 1.15; Hb 1.3; 1 Tm 6.16).

O versículo seguinte destrói completamente os argumentos modalistas: “As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”.

Por ventura se eu orasse: “Senhor, permita que as pessoas te vejam em mim”, iria você pensar que eu e Deus somos a mesma pessoa? Claro que não!.

Jesus tampouco estava tentando incutir em Filipe que Ele e o Pai eram a mesma pessoa, mas que tão somente Deus poderia ser visto mais facilmente em Jesus pelas obras realizadas através Dele.3. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22).

Resposta Apologética:O Senhor Jesus faz aqui uma doação preliminar do Espírito Santo, que era o símbolo da promessa e a garantia de que seria concretizada a vinda do Espírito Santo, quando o Senhor Jesus fosse glorificado (Jo 7.39).

Essa vinda, em seu total poder, não poderia anteceder de forma alguma a ascensão de Jesus e a sua glorificação (Jo 16.7). Porém o Senhor Jesus quis mostrar que essa pessoa divina viria (Jo 14.16-26), por isso concedeu aos seus discípulos algo simbólico do poder que haveriam de receber mais tarde em plena medida (Atos 2).

1. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).Resposta Apologética:Neste versículo, a expressão Senhor se refere a Cristo, identificando o Espírito Santo com a mesma natureza e divindade de Jesus, e não que Ele seja a mesma pessoa. Basta observar que no versículo seguinte, o apóstolo separa as pessoas: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2 Co 3.18).

Algumas Provas Bíblicas de Que Jesus Não é o Pai:

Em todo o tempo em que Jesus esteve na terra, o Pai esteve no céu: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16). Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus (Mt 5.48).

Jesus disse que confessaria os homens que O confessassem, diante do Pai: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32-33).

O Senhor Jesus Cristo está hoje à destra do Pai: E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus (At 7.54-56).

Deus Pai é Pai de Jesus e não Jesus é Pai de si mesmo: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor, Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3). Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor (2 Jo 3).

Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si próprio: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou (Lc 23.46).

Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai: Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas (Jo 10.15).

Algumas Provas Bíblicas de Que o Espírito Santo Não É Jesus

O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente do Pai e do Filho: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16). Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26).

O Filho pode ser blasfemado e o pecador culpado disso encontra perdão. Mas, se o Espírito Santo for blasfemado, essa pessoa não encontra perdão. Isto prova haver duas Pessoas: Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro (Mt 12.31-32).

O Espírito Santo não veio falar de si mesmo ou glorificar a si mesmo, mas sim para glorificar a Jesus: Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13-14).

A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde se assentou à destra de Deus Pai: E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.39). De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis (At 2.33).

Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era espírito. Portanto, Ele não podia ser nem o Pai (Jo 4.24) nem o Espírito Santo (Jo 14.16-17-26; 15.26;16.7-15), pois esses são seres espirituais: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho (Lc 24.39).

Distinção muito clara é feita entre as três Pessoas da Trindade: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizandoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém (2 Co 13.14).

Considerações finais

As igrejas evangélicas unicistas são antitrinitaristas. No entanto, devemos apontar que seu antitrinitarismo não é igual à posição adotada pelos unitaristas (Testemunhas de Jeová). Pois os unicistas não nutrem idéias preconceituosas contra a divindade de Jesus, como é o caso do unitarismo. Ironicamente os unicistas são antitrinitaristas pelo fato de acharem que a divindade é exclusivamente a pessoa de Jesus, não compreende a unidade composta de Deus.

Outra observação que devemos fazer é que os antitrinitaristas, na maioria das vezes, rejeitam a doutrina bíblica da Trindade, por não compreenderem a pluralidade de pessoas na deidade, já que para eles é impossível conceber a pluralidade de pessoas com o monoteísmo de Deuteronômio 6.4. Assim, acreditam eles que a doutrina da Trindade não passa de um triteísmo mascarado, logo politeísmo, contrário ao monoteísmo.

Entendemos a dedicação e os muitos esforços humanos dos unicistas, em especial seu raciocínio para descrever e explicar Aquele que é essencialmente inexplicável ou como dizem os trinitarianos: A doutrina da Trindade é mistério – Verdadeiramente tu és o Deus misterioso, o Deus de Israel, o Salvador (Is 45.17 – Versão Atualizada).

Finalmente, o autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.

Dados colhidos do site oficial do Conjunto Voz da Verdade http://www.vozdaverdade.com.br, do ministério Voz da Verdade.

Paulo Cristiano é professor de religiões e vice-presidente do CACP

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Programa Voz da Verdade na Rede TV não será mais exibido


O programa Voz da Verdade, que era exibido na Rede TV, não será mais transmitido a partir deste sábado.

O cancelamento teria acontecido por iniciativa do próprio ministério do pastor Carlos Moysés, que não concordou em mudar de horário na grade de programação da emissora por considerá-lo ruim. Segundo o assistente administrativo Paulo Martinez, do Voz da Verdade, a Rede TV decidiu colocar um programa de esporte no lugar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

VOZ DA VERDADE - UNICISMO Parte III - Por Paulo Cristiano CACP

Pode deus ser mais de uma pessoa?
Observemos a confissão de fé judaica que reza: “Shema,Israel:Adonai Elohenu Adonai Echad”Embora o texto áureo do monoteísmo: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor (Dt 6.4), diga que Jeová é “único” ou “um”, esta unidade, entretanto, não é absoluta.
A palavra único no original “echad” está no construto, revelando uma unidade composta. Semelhantemente, a palavra (echad) aparece com a mesma idéia de pluralidade em Gênesis 2.24 onde diz que Adão e Eva ...serão ambos uma só carne (cf. 11.1-6; Ez. 37.17I Co. 6.16-17). Ninguém jamais pensou em fabricar uma imagem de Adão com duas máscaras!
A IVV deveria saber que a palavra com idéia de unidade absoluta é yachid, usada em Gênesis 22.2 onde diz “Toma agora o teu filho o teu único filho...” e também Provérbios 4:3 Jeremias 6;26, e não yachad usada no texto em lide.

Ainda levando em consideração o fato de os judeus em seus confrontos com os cristãos não saberem responder a estes sobre a Trindade, resolveram em seu “Princípios de Fé” trocar a palavra “echad” por “yachid”, mostrando uma flagrante contradição com o texto hebraico original. (As Seitas Perante a Bíblia – pág. 59-61, César Vidal Manzanares, ed. São Paulo – 1994)

Junta-se a este testemunho uma citação de Zoar, um dos clássicos da literatura judaica:

“Escuta, ó Israel: Yavé nosso Deus, Yavé é uno. Porque haverá de mencionar o nome de Deus nesse versículo? O primeiro Javé é o pai de cima, o segundo é a descendência de Jessé, o messias que virá da família de Jessé passando por David. O terceiro é o caminho que está debaixo, isto é, o Espírito Santo que nos mostra o caminho, e estes três são um”. (ibdem )

ELOHIMA palavra hebraica Elohim que se encontra em Gn 1:1, 16,26 e em muitos outros é a forma plural de Eloah. Muitos têm alegado que essa palavra expressa apenas um plural majestático, mas não há um consenso entre os estudiosos e mesmo entre os rabinos judaicos, pois eles não entendendo perfeitamente essa palavra e tentando preservar o monoteísmo judaico, deram o nome de plural de majestade, entretanto um dos maiores rabinos de Israel, Shimeon Ben Joachi pronunciou a respeito dessa palavra o seguinte:

“ Observai o mistério da palavra Eloim;encerra três graus,três partes;cada uma destas partes é distinta,e é uma por si mesma, e não obstante são inseparáveis uma da outra; estão unidas juntamente e formam um só todo ” (“Como Responder às Testemunhas de Jeová” Vol. I, Esequias Soares da Silva, editora Candeia)


IV –Natureza x Personalidade
Que uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda natureza com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um pastor que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado dessas palavras. Tal circunstância leva confusão aos grupos evangélicos de todo o Brasil, onde o Conjunto Voz da Verdade é muito apreciado.Qual a diferença entre natureza e personalidade?

Natureza: é a essência ou condição própria de um ser. O Pai é uma pessoa espiritual e sua natureza é absolutamente divina. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pe 1.3).

Personalidade: é individualidade consciente. Personalidade indica um ser que tem inteligência, vontade própria e sensibilidade, tal é a Persona Deitatis. O Pai é uma pessoa espiritual, com vontade própria (1 Co 12.11), inteligência (1 Co 2.10); e sensibilidade (Ef 4.30), assim também é o Filho e o Espírito Santo.

1 – Pai – Personalidade ou Natureza Divina?
A Voz da Verdade Declara: Quando falamos Pai é a divindade e quando falamos Jesus é o Filho?Sim,quando Filipe perguntou a Jesus mostra-nos o Pai,é o que nos basta.Jesus falou:HÁ TANTO TEMPO ESTOU CONVOSCO E NÃO ME TENDES CONHECIDO,AS OBRAS QUE EU FAÇO NÃO FAÇO POR MIM MESMO MAS O" PAI QUE ESTÁ EM MIM "É QUEM AS FAZ.


Resposta Apologética:Em nenhum momento a Bíblia aponta esta sutil diferença criada pelos unicistas da IVV. Aliás, quando são pressionados a responderem para quem Jesus orava, saem pela tangente com a resposta de que a carne estava orando ao espírito, o que é absolutamente irracional do ponto de vista bíblico. A Bíblia nunca faz confusão quanto a identidade e natureza do Pai e do Filho.
O nome Jesus não tem anda a ver com a natureza de Filho. Raciocinemos: Se o nome de Deus Pai é Jesus, então por que o próprio Jesus disse que teria um novo nome. Demais disso diz ainda que escreveria o nome do seu Deus na nova Jerusalém. Então Deus e Jesus tem nomes diferentes, conseqüentemente duas pessoas distintas.


2 – Filho – Personalidade ou Natureza Humana?
A Natureza de Jesus Vista pela IVV
É lógico a parte humana chamava-se "FILHO" “O anjo disse a Maria: ...o ente santo que há de nascer “SERÁ “chamado FILHO DE DEUS. Será chamado , não era Filho antes. O ministério de "Filho"veio com o seu nascimento aqui na Terra.” (site oficial)


Resposta Apologética:Como é possível que pessoas tão despreparadas venham argumentar sobre aquilo que desconhecem?
O nome Jesus foi dado quando o Filho de Deus se fez carne. E dará à luz um filho e chamará o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21) Jesus é o nome humano do Filho de Deus dado pelo anjo Gabriel a Maria: E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus (Lc 1.31).

Para eles, o Filho, como pessoa espiritual, nunca existiu. Jesus, como Filho de Deus, passou a existir só depois do seu nascimento em Belém de Judá, pois Filho é apenas a natureza humana de Jesus.

Esse ensinamento é tão grave, tão herético que em 1 João 2.22 lemos: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.


3 – Espírito Santo – Pessoa Própria ou O Pai?“
Deus que é Espírito,foi chamado de Pai e veio ao mundo como homem morrer pelos nossos pecados. Foi revelado seu nome aos homens: JESUS.” “Não existem 2 Espíritos,ou seja o Espírito do Pai que é Deus e o Espírito Santo. A Bíblia é bem clara UM SÓ ESPÍRITO.É este Espírito Santo que está atuando no nosso meio,hoje. (site oficial)


Resposta Apologética:A Bíblia mostra a personalidade do Espírito Santo e não que o Espírito Santo é o Pai. Sua personalidade é demonstrada pelos atributos de pessoa que possui: a) inteligência (1 Co 2.10); vontade própria (1 Co 12.11) e sensibilidade ou emoção (Ef 4.30). Pode-se afirmar que uma pessoa é alguém que, quando fala, diz: EU; quando alguém se dirige a ela, diz: TU; e quando se fala dela se diz: ELA. Isso se vê do Espírito Santo em:

E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro[allos] Consolador (o Espírito Santo), para que fique convosco para sempre. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai (Ele) enviará em meu nome (Eu), esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará (Ele) lembrar de tudo quanto (eu, Jesus) vos tenho dito (Jo 14.16-26).

E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu vos enviei (At 10.19-20).
Além disso, o Espírito Santo exerce atividades pessoais, tais como:
A) Ele ensina e faz lembrar os crentes (Jo 14.26);
B) Ele testifica de Cristo (Jo 15.26);
C) Ele guia em toda a verdade (Jo 16.13);
D) Ele glorifica a Jesus (Jo 16.14);
E) Ele intercede pelos santos (Rm 8.26).
Deixe os eu comentário - o que você está achando do estudo ser colocado em partes ?

domingo, 1 de agosto de 2010

VOZ DA VERDADE - UNICISMO Parte II - Por Paulo Cristiano CACP

5 - Uso de Palavras Não-bíblicas

Freqüentemente os unicistas desafiam para provar que se mostre na Bíblia a palavra Trindade, alegando que essa palavra não se encontra na Bíblia.

Resposta Apologética:Primeiramente, a argumentação de que a palavra Trindade não é encontrada na Bíblia é algo de pouca monta, já que a doutrina da Trindade é evidente através das Escrituras Sagradas.

Não devemos supor, que pelo fato de o nome do senhor Carlos Moysés não estar escrito em sua casa, que não deve morar lá nenhum Carlos Moysés. Mas é justamente isso que fazem os unicistas da IVV.

A esse respeito declarou Myer Pearlman: É verdade que a palavra Trindade não aparece no Novo Testamento; é uma expressão teológica, que surgiu no segundo século para descrever a divindade. Mas o planeta Júpiter existiu antes de receber este nome; e a doutrina da Trindade encontrava-se na Bíblia antes que fosse tecnicamente chamada Trindade (“Conhecendo as Doutrinas da Bíblia.” Myer Pearlmen. Ed. Vida,1977, p. 51).

Essa analogia de Myer Pearlmen é suficiente para refutarmos a argumentação de que a palavra Trindade não aparece na Bíblia, já que o fato da palavra não aparecer na Bíblia não significa que essa doutrina não seja bíblica.

Em segundo lugar, é importante lembrar que os unicistas também utilizam palavras que não se encontram na Bíblia. Palavras como manifestações, modos do Pai, Filho e Espírito Santo, não se encontram na Bíblia. Seus livros estão cheios de expressões como Paternidade de Cristo, o Deus homem etc. Inclusive a expressão A Voz da Verdade não se encontra na Bíblia.

6 – O Significado de Pai e Filho na Divindade

Os unicistas afirmam que se a doutrina da Trindade for aceita isto conduz a uma absurda conclusão de Jesus ter dois pais divinos, pois a Bíblia afirma que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.35) e ainda foi chamado Filho de Deus. Como poderia Jesus ser chamado Filho de Deus e ao mesmo tempo ser gerado pelo Espírito Santo?...se o Pai fosse uma pessoa distinta e o Espírito Santo outra pessoa,quem seria o Pai do homem Jesus? (site oficial)

Como poderia, perguntam, a segunda pessoa da Trindade ser gerada pela terceira Pessoa da Trindade?

Resposta Apologética:

Esse argumento é igual ao usado pelos mórmons quando falam da Trindade. No entanto, os mórmons admitem uma mãe celestial e que o Pai celestial desceu do céu com um corpo de carne e ossos e gerou de Maria a Jesus, retornando ao céu. Quando a Bíblia fala sobre o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1.2-3) e Jesus como Filho de Deus não está expressando que Deus foi literalmente o progenitor de Jesus, ou de Jesus como sendo de literal progênie de Deus Pai. Tal conceito leva a admitir que Deus tem características sexuais humanas. Essa admissão é encontrada em mitologias pagãs, mas completamente estranha à revelação bíblica.

Quando nós, com base nas Escrituras, chamamos a Deus de Pai e Jesus de o Filho estamos falando simbolicamente e não literalmente. Estamos dizendo que o relacionamento amoroso que existe entre Deus Pai e Jesus é semelhante ao amor de um pai para com o seu filho, mas sem as características que existem no relacionamento entre pai e filho, fisicamente falando.

Quando entendemos isso, não vemos problemas em afirmar que aquele que criou o corpo humano de Jesus foi o Espírito Santo (Jo 1.14), muito embora o Pai e o Espírito Santo sejam pessoas distintas na divindade.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Voz da Verdade e Calypso Juntos em Show! UNICISMO Parte I

Este estudo vai aos poucos devido ser um estudo extenso.

A Voz da Verdade é uma seita unicista, agora, eles cantam com Calypso....





A igreja Voz da Verdade tem sua banda com o mesmo nome. Para eles, Jesus se manifestou por um tempo como o Pai, como o Filho e se manifesta como Espírito Santo.

Um amigo apologista – Paulo Cristiano CACP – traz um estudo sobre a igreja Voz da Verdade. Acompanhe os pontos principais deste estudo - Ele esta na integra no site CACP.

Desenvolvimento Histórico da Heresia Unicista
No segundo século da era cristã, a Igreja saiu ilesa contra o gnosticismo (doutrina que negava o Jesus homem). Diziam que Ele teve um corpo docético – fantasma – e por isso não sofreu.

Perguntas que surgiram:Se Jesus é Deus absoluto como fica o monoteísmo judaico—cristão?

Se o Logos é subordinado ao Pai, isso não compromete a divindade de Jesus?Para tentar responder a estas questões surgiram algumas tendências heréticas, tais como:

Monarquianismo – expressão derivada da exclamação: “Monarchiam tenemus. “conservamos a monarquia” ( Tertuliano, Adv. Praxeam 3). Apresentava duas correntes: os dinâmicos e os modais.

Dinâmicos – diziam que Deus deu força e poder (dynamis ) a Jesus, adotando-o como Filho. Negando assim a divindade absoluta de Jesus, e também a Trindade – era o prenúncio do arianismo, que negava a eternidade de Jesus.

Modais – ensinavam que as três Pessoas da divindade se manifestavam por vários modos, daí o nome modalista. Desenvolveram a idéia de que o Pai nasceu e o Pai sofreu, sendo eles jocosamente classificados por Cipriano de patripassionistas..
História do unicismo moderno
Essa doutrina surgiu em uma reunião pentecostal das igrejas Assembléias de Deus realizada em abril de 1913, em Arroyo Seco, nos arredores de Los Angeles, na Califórnia, numa cerimônia de batismo. O preletor, R. E. McAlister, disse que os apóstolos batizavam em nome do Senhor Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e quando as pessoas ouviram isso ficaram atônitas.

McAlister foi notificado que seu ensino possuía elementos heréticos. Ele tentou esclarecer sua prédica, mas ela já havia produzido efeito. Um de seus ouvintes era John Sheppe que após aquela mensagem, passou uma noite em oração, refletindo a mensagem de McAlister e concluiu que Deus havia revelado o batismo verdadeiro que seria somente em nome de Jesus. Também Franck J. Ewart, australiano, adotou essa doutrina e em 15 de abril de 1914 levantou uma tenda em Belvedere, ainda nos arredores de Los Angeles, e passou a pregar sobre a fórmula batismal de Atos 2.38. Comparando com Mt 28.19, chegou à conclusão de que o nome de Deus seria então somente o nome Jesus.

É verdade que o batismo somente no nome de Jesus era praticado por pastores pentecostais como Howard Goss e Andrew Urshan, mas foi somente com Franck J. Ewart que o batismo em nome de Jesus desenvolveu teor teológico próprio. Assim, em 15 de abril de 1914, Franck J. Ewart e Glenn Cook se batizaram mutuamente com a nova fórmula. Esse movimento começou então a crescer em cima dessa polêmica e ficou conhecido por vários nomes como: Nova Questão, movimento Somente Jesus, o Nome de Jesus, Apostólico, ou Pentecostalismo Unicista.

A essência da doutrina unicista é a centralização no nome de Jesus. Os teólogos unicistas entendem que a expressão em nome, de Mateus 28.19 referindo ao Pai, Filho e Espírito Santo são apenas nomes singulares de Jesus. Assim, o que parecia ser apenas uma polêmica referente à fórmula batismal resultou na negação da doutrina da Trindade. Os unicistas não aceitam a pluralidade de pessoas na unidade Divina, qualquer referência à idéia de Trindade eles interpretam como sendo várias manifestações de Deus ou de Jesus. Logo não são contra a Trindade pelo fato de não crer que Jesus seja Deus, mas ironicamente pelo fato de crer que Deus é só Jesus.
Principais grupos unicistas modernos:
-Igreja Evangélica Voz da Verdade (IEVV).
-Igreja Só Jesus;-Igreja Local (Witness Lee).
-Adeptos do Nome Yehoshua e Suas Variantes.
-Tabernáculo da Fé.
-A Voz da Pedra Angular (Willian Soto Santiago).
-Ministério Internacional Creciendo en Gracia.
-Igreja Cristo Vive (do apostolo Miguel Ângelo).
-Pentecostal Novo Nascimento em Cristo e outras...
O que o ministério voz da verdade prega e crê :
O Ministério Voz da Verdade crê que existe UM SÓ DEUS,e não TRÊS DEUSES. Um só Deus ,se manifestando de várias formas: como PAI,criador do mundo,como FILHO,veio resgatar o homem do pecado e como ESPÍRITO SANTO está atuando hoje em nossas vidas.(site oficial).
Análise das Crenças Unicistas da Igreja Voz da Verdade
Para nós, trinitaristas, Jesus é uma pessoa muito amada a quem tributamos honra, glória e louvor (Ap 5.11-13). Nestes versículos bíblicos, Jesus, o Cordeiro, recebe com Deus, o Pai, adoração de todos os anjos do céu.

Demais disso, não cremos tampouco em três deuses, isto se chama triteísmo. Este falso conceito de Deus divide a substância divina conseqüentemente em três Seres separados. Por outro lado, a crença ortodoxa na Trindade nunca admite isso, pois as escrituras falam de um só Deus e não três.

Inquestionavelmente, aceitamos que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, com apoio de Cl 2.9, que diz: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Duas naturezas – a divina ...e o Verbo era Deus (Jo 1.1); e a humana ...e o Verbo se fez carne (Jo 1.14) em uma só pessoa.

Paralelamente, afirmamos com 1 João 5.20, que Jesus é o verdadeiro Deus: E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (destaque nosso).
Mas a IVV não crê assim, como lemos na sua declaração de fé citada: colocam o Pai e o Filho como personificações e não como personalidades distintas na Trindade.
Bíblia – um livro cristocêntrico
Que a Bíblia fala de uma pessoa central e que a Bíblia é um livro cristocêntrico, não há dúvidas. Que há um só Deus e que o primeiro mandamento proíbe a existência de outros deuses, nenhum cristão genuíno nega Não terás outros deuses diante de mim (Dt 5.7).

No entanto, Deus é uma palavra polissêmica que se emprega para o Pai (Ef 1.3), para o Filho (1 Jo 5.20) e para o Espírito Santo (At 5.3-4). Tanto é que Deus em Gn 1.1 se aplica à Trindade, pluralidade em unidade. No princípio criou Deus (Elohim) o céu e a terra.
A palavra Elohim aparece cerca de 2.500 vezes nas Escrituras hebraicas. Isso é repetido em Gn 1.26 quando o verbo façamos e o pronome nossa aparecem no plural indicando uma pluralidade na unidade. Pluralidade de pessoas e unidade de natureza.

Que outra maneira haveria de explicar-se o emprego dessa palavra senão para indicar a pluralidade de pessoas nesse único Deus?

Acresce de importância quando se sabe que existe uma palavra Eloah para referir-se a Deus de modo singular. O uso de Elohim, com referência à Trindade, se torna mais acentuado pelo fato de que a palavra se usa algumas vezes em concordância com verbos e pronomes no plural, enfatizando-se a forma plural da palavra.


Alguns exemplos:
Gênesis 1.26: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...Nota: O uso do verbo façamos e do pronome nossa é revelador do sentido de que Elohim serve para indicar a pluralidade de pessoas. Sabemos que o nome Elohim por si só não prova a unidade composta, no entanto o contexto apóia a unidade composta de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.7).
Gênesis 3.22: Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.Nota: O uso do pronome plural nós indica pluralidade de pessoas.
Gênesis 11.7: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Nota: Enquanto o substantivo Deus está no singular, os verbos desçamos e confundamos flexionam-se na primeira pessoa do plural indicando pluralidade de pessoas na unidade.De modo algum podemos dizer que há uma só pessoa na divindade, os fatos quando claramente analisados não comportam tal idéia.
Uma pergunta a Igreja Voz da Verdade: Vocês não crêem na Trindade?
Resposta: “Não cremos neste conceito de TRINDADE onde apresentam 3 pessoas distintas,separadas,pois neste conceito Jesus fica menor e sabemos que Jesus não é o filho eterno.” “Este conceito de trindade coloca Jesus em segundo lugar,tirando a glória Dele.”(site oficial)
Resposta Apologética:Se estas palavras partissem de uma Testemunha de Jeová entenderíamos a falta de critério usado na abordagem da questão, mas partindo do site de um conjunto que se diz comungar com as igrejas evangélicas, isto é tanto inadmissível como perigoso.A doutrina da Trindade já existia muito antes de aparecer a Igreja Católica.
O termo foi cunhado já no início do II século em sua forma grega, primeiramente por Teófilo; e em sua forma latina, por Tertuliano.
O Concílio de Nicéia em 325 a.D. reconheceu a deidade absoluta de Jesus, contestando a doutrina de Ário, que ensinava ser Jesus uma criatura de Deus.É preciso ainda diferenciar tecnicamente entre Trindade Ontológica e Trindade Econômica para não cairmos no mesmo erro da citação acima de que Este conceito de trindade coloca Jesus em segundo lugar,tirando a glória Dele.Por Trindade Ontológica queremos dizer que a divindade co-existiu por toda a eternidade tendo a mesma substância, poder e glória iguais.
Já a Trindade Econômica é como esse mesmo Deus Triúno se manifestou na história do mundo, em específico na salvação do homem.
Há como uma divisão de tarefas para cada membro da Trindade: primeiro o Pai planejou, segundo o Filho executou esse plano de redenção deixando a última parte ao Espírito Santo, o qual aplica a regeneração e a santificação desta obra no coração do salvo. Daí a seqüência: 1º - Pai, 2º - Filho e 3º - Espírito Santo.
Erra barbaramente quem pensa que esta seqüência prova algum tipo de desigualdade entre os membros da Trindade. É puramente uma questão funcional e não de natureza.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um dos fundadores do Hamas converte-se ao Cristianismo


PEm 1987, o xeque palestino Hassan Yousef foi um dos sete fundadores do Hamas, grupo extremista islâmico que atua na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os radicais da organização já comandaram 350 atentados contra israelenses provocando mais de 500 mortes. Seu filho, Mosab Hassan Yousef, 32 anos, é o autor do livro Filho do Hamas (Sextante), que chegou às livrarias brasileiras na semana passada. Na obra, revela como colaborou para o serviço secreto israelense, o Shin Bet, e explica por que converteu-se ao cristianismo. Yousef conversou com o repórter Duda Teixeira, pelo telefone, de Nova York.

Seu pai é um imã. Ele pregava o Islamismo nas mesquitas e ajudou a fundar o Hamas. O que o levou a converter-se ao Cristianismo?

Depois de ser preso pelos soldados israelenses por porte de armas, em 1996, fui levado à prisão em Megiddo, Israel. Dentro do prédio, os detentos eram divididos segundo a filiação. Havia a ala do Hamas, que era a maior, a do Fatah, a da Jihad Islâmica e outras. Eu fiquei na do Hamas. Do interior das celas, testemunhei o que os integrantes do grupo faziam com seus próprios colegas. Quando os líderes do Hamas suspeitavam que um dos nossos estivesse dando informações aos israelenses, eles o torturavam. Havia interrogatórios diários. Isso fez com que eu repensasse alguns conceitos. Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco. Saí da prisão um pouco desnorteado. Mais tarde, comecei a estudar a Bíblia com amigos. O livro falava em “amar os seus inimigos”, o que fez todo sentido para mim.


Quem eram os torturadores? Como eles procediam?

Eram os homens que integram o braço de segurança do Hamas. Quando iam punir alguém, esvaziavam uma cela e ligavam a televisão em volume bem alto para que os outros não ouvissem os gritos de desespero. Na falta de uma televisão ou rádio, começavam a rezar bem alto. Então, colocavam agulhas embaixo das unhas dos suspeitos. Derretiam embalagens plásticas e as colocavam sob a pele das pessoas. Queimavam cabelos e pelos. Eram sessões de aproximadamente meia hora. Às vezes, impediam o interrogado de dormir por vários dias. Entre 1993 e 1996, dezesseis pessoas foram mortas pelo Hamas em prisões israelenses. Sob tortura, as vítimas confessavam as coisas mais absurdas. Como eu digitava rápido, fui chamado para redigir muitos desses depoimentos. Era loucura. Depois, entregavam as confissões para os familiares. Caso o detento fosse solto, seus parentes e amigos passavam a evitá-lo. A vida social dele acabava.

O Hamas continua usando as mesmas práticas?

Provavelmente, mas não na mesma intensidade como no passado. Meu pai esteve detido em Megiddo e coibiu muito as torturas. Ele mudou o jeito de pensar daqueles homens. Mas o Hamas continua praticando-as. Quando pensam que alguém colabora com Israel, torturam e matam. É isso o que está acontecendo na Faixa de Gaza agora. Ao contrário do que diz o Hamas, Israel não é o principal inimigo dos palestinos, e sim os próprios palestinos.Um dos principais desafios do mundo hoje é conseguir que o Hamas participe das negociações de paz.



Existe a possibilidade de o grupo sentar-se com os rivais do Fatah e com o governo de Israel para conversar?



Os líderes do Hamas até podem dizer que buscam uma solução e dizer que abrem mão de Jerusalém como capital. Mas eles não manterão a palavra simplesmente porque o Deus deles não permite isso. É um bloqueio religioso. O Hamas não reconhece Israel. Ponto. O Corão diz que os israelenses são macacos e porcos. Toda vez que algum representante do grupo obtem algum progresso, esbarram no muro da ideologia ou no da religião.

Agora que você se converteu ao cristianismo, como enxerga as diferenças entre o Corão e a Bíblia?

Não é justo comparar os dois livros. O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas.


A Bíblia, por outro lado, tem Jesus Cristo, que foi perseguido, torturado, e mesmo assim continuou amando as pessoas e seus opressores. Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O deus da Bíblia é o do amor. Muitas coisas que fiz durante o meu trabalho com o Shin Bet foram inspiradas pelos ensinamentos de Jesus Cristo. Tenho um amor incondicional por ele. Cristo é o meu herói.

Mas a Bíblia também foi usada para justificar torturas e mortes durante a Inquisição, por exemplo. Ok… Mas essas coisas foram feitas por pessoas que não entenderam a principal mensagem da Bíblia. Não compreenderam as falas de Jesus Cristo, que é o nosso maior exemplo.


O amor incondicional de Jesus não é um capítulo separado do livro, mas sua principal mensagem.

Você não teme promover o ódio entre religiões e se tornar um fundamentalista cristão?

Eu sei quais são as minhas responsabilidades. Não quero promover uma rixa entre religiões. Eu amo os muçulmanos. Falo com eles com carinho. Mas preciso ajudar a consertar a religião deles. Ser forte e dizer a verdade, mesmo que isso possa causar confrontações. No mais, não há o risco de eu incitar uma guerra religiosa porque isso já acontece no Oriente Médio. Não seria algo novo.


Fonte: Veja.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cristãos afegãos exilados na Índia pedem oração


AFEGANISTÃO (6º) - Vijay Kumar Singh, da editora India Bible Publishers e da Delhi Bible Fellowship, lançou um apelo de oração e apoio aos cristãos da Índia e de todo o mundo em favor dos ex-muçulmanos que foram condenados à morte no dia 31 de maio.


Falando com a AsiaNews, Singh afirmou: “Precisamos da ajuda dos cristãos em todo o mundo para impedir que o governo afegão prenda os cristãos e os condene à execução pública”.


Os afegãos consideram seu país 100% muçulmano. Um canal de TV local, a Noorin TV, recentemente exibiu um documentário mostrando fotos e vídeos de “Cristãos secretos afegãos”, que revelou nomes e mostrou os rostos dos supostos cristãos.Isso foi o suficiente para iniciar conflitos e protestos em todo o país, pedindo ações determinadas para reafirmar a constituição afegã, baseada na sharia, prender os culpados e executar qualquer um que renegar sua religião e se converter a outra.Informações internas no Afeganistão relatam muitas prisões nos últimos dias, supostas torturas dos prisioneiros em uma tentativa de conhecer os nomes de outros cristãos afegãos.


Em uma carta, Obaid S. Christ, membro de um pequeno grupo de cerca de 150 cristãos afegãos refugiados na Índia, escreve que os cristãos afegãos que estão vivendo atualmente no exílio “foram forçados a fugir de seu país para poder salvar sua vida e suas famílias, por causa das ordens de execução emitidas pelo governo afegão para aqueles que decidirem seguir o cristianismo”.


Por Missão Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Movimento G12 - Por Dr. Paulo Romeiro

Uma das características de grande parte da Igreja Evangélica Brasileira é a sua avidez por novidades. Vários segmentos evangélicos não se contentam mais com a antiga doutrina pregada pelos apóstolos e pais da Igreja — mais tarde defendida pelos Reformadores — e vivem numa busca constante de novidades e modismos doutrinários.

Nos últimos anos, vimos vários ensinos e práticas controvertidos invadirem os púlpitos e infestarem a mídia evangélica, tais como: quebra de "maldições hereditárias", "cura interior", "confissão positiva", "espíritos territoriais", "mapeamento espiritual", cultos de "libertação", "galacionismo" (a tentativa de levar a Igreja à práticas e ensinos do Velho Testamento, como a guarda do Sábado e das festas de Israel), dentre muitos outros.

Uma das últimas novidades a invadir o arraial evangélico brasileiro chegou da Colômbia. Denominado G 12 (Grupo 12), esse é um movimento que propõe o crescimento das igrejas através de células, com reuniões nas casas. O principal protagonista do G 12 é César Castellanos Domínguez, líder da Missão Carismática Internacional, com sede em Bogotá.

Entre 1989 e 1990, sua esposa Cláudia (com quem se casou em 1976) envolveu-se com a política, sendo candidata à presidência daquele país, ficando em quinto lugar no número de votos. Mais tarde, ela conseguiu eleger-se senadora. O casal tem quatro filhas: Joana, Lorena, Manuela e Sara Ximena.

Castellanos conta que depois de sua experiência com Cristo e de trabalhar como evangelista nas ruas de Bogotá, teve a oportunidade de pastorear pequenas igrejas, durante nove anos de ministério. A última delas só tinha 30 membros quando ali chegou, alcançando dentro de um ano, o número de 120 membros. Insatisfeito com os resultados conseguidos nessa igreja, ele renunciou ao pastorado.

Em fevereiro de 1983, enquanto passava férias numa praia colombiana, diz ter tido uma experiência com Deus, que o chamava para pastorear. No mês seguinte, iniciou na sala de sua casa a Missão Carismática Internacional, com apenas oito pessoas.

Traçou depois um alvo para atingir o número de 200 membros.
O líder colombiano confessa que foi grandemente influenciado por David (Paul) Yonggi Cho, da Coréia, que já vinha adotando por várias décadas o sistema de crescimento de igreja em células (também chamado de grupos familiares).

Atualmente são muitos milhares que formam a família da igreja na Colômbia. Para o final de 1997, a meta de Castellanos era ter 30 mil células e 100 mil grupos. No ano 2000, seu alvo é ter um milhão de membros. Já pensou?


Já existem no Brasil várias pessoas e ministérios que abraçaram a visão de César Castellanos. Os que mais se destacam são Valnice Milhomens, muito conhecida pelos seus programas de TV, e Renê Terra Nova, líder da Primeira Igreja Batista da Restauração, em Manaus. A exemplo de Valnice, Renê já pertenceu também à Convenção Batista Brasileira.
Valnice explica sua ligação com a Colômbia: "Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio, pelo que o abraçamos inteiramente, colocando-nos sob sua cobertura espiritual dentro dessa visão revolucionária, fundada na Palavra de Deus. Tendo sido ungida como um de seus doze internacionais, estamos, como igreja, comprometidos em viver essa visão".1
POR QUE G 12?

César Castellanos explica porquê:
"Pedi a direção do Senhor, e Ele prometeu dar-me a capacidade de preparar a liderança em menos tempo. Pouco depois abriu um véu em minha mente, dando-me entendimento em algumas áreas das Escrituras, e perguntou-me: 'Quantas pessoas Jesus treinou?' Começou desta maneira a mostrar-me o revolucionário modelo da multiplicação através dos doze. Jesus não escolheu onze nem treze, mas sim doze.2

Outros exemplos bíblicos são citados, como as 12 pedras no peitoral do sacerdote (Êx 28.29); também com 12 pessoas Jesus alimentou as multidões. Para reforçar o argumento de Castellanos, Valnice acrescenta:

Podemos notar que o número doze, nas Escrituras, é o número de autoridade e governo... O dia tem 24 horas, que são dois tempos de doze. Cada ano tem doze meses. O relógio não pode ser de 11 ou de 13 horas. Deve ser de doze horas, para que possamos administrar o tempo. Não foi um capricho de Jesus escolher doze homens. Ele sabia que estava ali a plenitude do ministério. Os fundamentos requeriam doze apóstolos.3


Penso que não há necessidade de se criar uma aura mística ao redor do número doze, pois há outros números na Bíblia que também despertam a atenção.
Pense, por exemplo, no número três. Três é o número da Trindade. Três foram os presentes que os magos do Oriente ofertaram a Jesus. Três foram os principais patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó. Três foi o número dos discípulos mais íntimos de Jesus: Pedro, Tiago e João.

O número sete também é bastante sugestivo. Em sete dias Deus fez o mundo. Durante sete dias, o povo de Israel marchou em volta da cidade de Jericó, até conquistá-la. Instruído por Eliseu, Naamã mergulhou sete vezes no rio Jordão para ser curado de lepra.
Sete foi o número dos diáconos escolhidos pelos apóstolos (Atos 6.5). Sete foram também as igrejas do Apocalipse. Agora, pense no número 40. Por 40 o povo de Israel peregrinou no deserto. Moisés esteve no monte durante 40 dias, jejuando e orando na presença de Deus. Jesus jejuou 40 dias no deserto, por ocasião de sua tentação.
COMO FUNCIONA O G 12
A igreja se divide em pequenos grupos denominados células. As pessoas são evangelizadas através das células, das reuniões na igreja ou de eventos evangelísticos. Depois de evangelizadas, começa o processo de consolidação.
O novo adepto responderá um questionário chamado mapeamento espiritual, com uma grande variedade de perguntas sobre o passado da pessoa e de seus familiares.
Algumas perguntas são bastante constrangedoras. Tal questionário vai dar ao líder da célula ou ao discipulador uma visão da jornada espiritual do novo discípulo. Em seguida, ele será levado a participar da célula, passando a construir novos relacionamentos.

Após esse processo inicial, a pessoa é estimulada (e muito) a passar pelos seguintes estágios:

1. Pré Encontro: Constituído de quatro palestras preparatórias para o encontro de três dias. Nessa fase, o discípulo recebe orientações sobre a Igreja, o senhorio de Cristo, mordomia e batismo.

2.Encontro: Um retiro espiritual de três dias, onde a pessoa receberá ministração nas áreas de arrependimento, perdão, quebra de maldições, libertação, cura interior, batismo no Espírito Santo e a visão da igreja. Cerca de 100 pessoas (jovens, mulheres, homens e crianças) são separadas um ou dois meses após a sua entrega na igreja e são levadas a um lugar distante do contexto familiar para serem ministradas. Para César Castellanos, o encontro equivale a todo um ano de assistência fiel à igreja.4

3. Pós Encontro: Quatro palestras para consolidação das vitórias alcançadas no Encontro.

4.Escola de Líderes: Formação em três estágios de três meses cada, para se tornar líder de célula e de grupo de doze.

5. Envio: Quando alguém começa uma célula de evangelismo a partir de três pessoas, tornando-se líder de célula. Depois de sua célula consolidada, ele começa a formação do seu grupo de doze para discipulado, tornando-se líder de doze. Consolidado seu grupo de 12, ele estimula a cada um a formar seu grupo de doze. Surge então o líder de 144, e assim por diante.
PRÁTICAS QUE PREOCUPAM
Não há nada de errado em dividir a igreja em células ou grupos familiares para reuniões nos lares ou outros locais. Muitas igrejas ao redor do mundo têm feito isso e até com bons resultados.

Dependendo da região ou da cultura onde se aplica o processo, pode ser uma boa idéia ou não. Creio que um dos fatores que muito contribuiu para o crescimento da Assembléia de Deus no Brasil foi o culto doméstico.
Lembro-me de que quando me converti na Assembléia de Deus de São José dos Campos, SP, em 1971, o culto doméstico era uma parte importante da programação da igreja. Eu mesmo participei intensamente de tais programações.
As reuniões nos lares eram usadas para a evangelização dos perdidos e para a edificação dos crentes. Não havia aberrações doutrinárias.

Um dos problemas em relação ao G 12 é a inserção de práticas, conceitos e ensinos nada bíblicos, tais como quebra de maldições hereditárias, cura interior, mapeamento espiritual, escrever os pecados em pedaços de papel e queimá-los na fogueira, revelações extrabíblicas e outros.
No meu livro Evangélicos em Crise (Editora Mundo Cristão), tratei, de forma abrangente, de algumas dessas aberrações.

Outra coisa intrigante é a proibição taxativa de se relatar o que se passa nos encontros. Conversei com várias pessoas que participaram e elas me falaram que a única coisa que poderiam dizer do encontro é: "o encontro é tremendo".
Observe uma das normas do Encontro: "Não se pode mencionar muitas coisas sobre o Encontro, porque o mesmo trás consigo muitas surpresas e todos os seus participantes comprometem-se a não revelar absolutamente nada do que receberam lá".5

Acho isso realmente muito estranho. Ora, quando alguém recebe bênçãos de Deus, quando Deus faz uma grande obra numa pessoa ou no meio de um povo, o mais natural e bíblico é dar testemunho, é contar o que Deus fez.
Tal proibição não tem base bíblica. Ao contrário. Observe a declaração de Jesus diante do sumo sacerdote: "Respondeu-lhe Jesus: Eu falei abertamente ao mundo; sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada disse em segredo" (João18.20).

Paulo escreveu a Timóteo: "E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros" (2 Timóteo 2.2).
Portanto, não há por que ficar escondendo informações dos demais. Isso mais parece "maçonaria evangélica".

O G 12 assume também uma postura exclusivista. Ele é apresentado como a única tábua de salvação para a igreja, o último movimento de Deus na terra, a única solução para a salvação das almas. É apresentado ainda como a restauração da Igreja segundo o seu modelo original no livro de Atos dos Apóstolos.
David Kornfield, da Sepal, declarou: Notamos que Deus está produzindo um novo mover do Seu Espírito no seio da Igreja brasileira, à medida que nos aproximamos de um novo milênio. Esse mover do Espírito é tão grande que algumas pessoas o entendem como uma Segunda Reforma. A primeira reforma, deflagrada por Martinho Lutero, tinha a ver com a justificação pela fé e com a salvação individual. A Segunda Reforma celebra e desenvolve a alegria de sermos salvos a nível coletivo; salvos para, reciprocamente, vivenciarmos a alegria da vida em Cristo.6
César Castellanos confirma tal exclusivismo ao declarar:
"A frutificação neste milênio será tão incalculável, que a colheita só poderá ser alcançada por aquelas igrejas que tenham entrado na visão celular. Não há alternativa: a igreja celular é a igreja do século XXI".7
Nem certos movimentos e líderes de Deus no passado escapam dos ataques do G 12.

Valnice Milhomens denomina a Igreja da época do imperador romano, Constantino, de "igreja política", dizendo que Constantino relegou oficialmente o vinho novo aos odres velhos das catedrais.
Sobre a Igreja Reformada, ela diz que Lutero reformou o vinho (teologia), mas o derramou novamente nos odres velhos.

Para ela, o movimento de avivamento procurou reavivar o vinho dentro dos odres velhos.
Os pentecostais e os carismáticos derramaram o vinho do Espírito Santo dentro dos odres velhos. Quanto a Igreja em Células, sua opinião é de que Deus está recriando modelos de comunidade de odres novos que preservem o vinho novo em odres novos.8

Não é a primeira vez que um surge um grupo ou movimento religioso dizendo ser a única e última solução de Deus para o mundo. Não vou mencionar aqui as diversas seitas que já fizeram isso. Mesmo dentro do mundo evangélico, já surgiram vários grupos agindo da mesma forma.
Lembro-me de quando morei nos Estados Unidos, estava em voga o Shepherding Movement (Movimento do Pastoreio), que ensinava um forma de discipulado onde cada novo membro no grupo tinha um líder espiritual, um discipulador, a quem prestava contas de tudo em sua vida.

As críticas contra as igrejas eram bem hostis e o movimento também se considerava a última solução de Deus para o mundo. Mais tarde, muitos de seus líderes reconheceram que estavam errados e pediram perdão, publicamente, pelos danos provocados a muita gente.

Lembro-me de que aqui no Brasil, na década de 80, surgiu um movimento promovido por várias comunidades denominado Novo Nascimento. Sua ênfase era de que a pessoa, uma vez convertida, não pecaria mais. E de novo, os testemunhos apresentados nesses movimentos eram muito parecidos com os de hoje do G 12: "Eu fui membro (ou pastor) de tal igreja, por tantos anos e não era salvo. Só depois que fiz o G 12 (ou os Encontros) é que recebi a vida eterna".
Ora, isso é negar um trabalho da graça já realizado anteriormente na vida da pessoa.
VENTOS DE DOUTRINA
O G 12 tem sido grandemente influenciado por vários líderes da Confissão Positiva (Teologia da Prosperidade) – entre eles, Kenneth Hagin.
Um dos exemplos é o emprego do termo rhema. Na língua grega, há dois termos para o vocábulo "palavra": logos e rhema. Como os pregadores da Confissão Positiva, vários líderes do G 12 (entre os quais César Castellanos e Valnice Milhomens) fazem um alarde sobre uma suposta diferença entre esses dois termos.
Rhema, dizem eles, é a palavra que os crentes usam para decretar ou declarar. É o "abracadabra". Já logos, é a palavra de revelação, mística, direta, que Deus fala aos iniciados.
O termo pode referir-se também à Bíblia.

Há alguns anos, conversei com Dr. Russell Shedd sobre esse assunto e ele me disse que o apóstolo Pedro não fez distinção entre esses dois termos quando escreveu 1 Pedro 1.23-25.
Por favor, veja a seguir:
v. 23: pois fostes regenerados. Não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra (logos) de Deus, a qual vive e é permanente.
v. 24: Pois toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor;
v. 25: a palavra (rhema) do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra (rhema) que vos foi evangelizada.

O G 12 deixa muito a desejar no que se refere ao discernimento doutrinário, pois tem sido grandemente influenciado pelos ensinos anômalos de Peter Wagner e de outros na área de batalha espiritual.
Peter Wagner é professor da Escola de Missões do Seminário Fuller na Califórnia, Estados Unidos. Entretanto, seus escritos sobre guerra espiritual, como também os de Rebeca Brown, são inaceitáveis à luz da Bíblia.

O G 12 não será o último vento de doutrina a invadir o arraial evangélico. Seus líderes atuais já abraçaram outros modismos no passado, e certamente abraçarão outros que virão.
Por esta razão, deixamos aqui um alerta ao povo de Deus:
Todo líder, igreja ou ministério que se abre para um vento de doutrina, um modismo doutrinário, ou uma aberração teológica, estará sempre aberto para a próxima onda, quando aquela já arrefeceu. Que Deus nos ajude a permanecermos constantes, firmes na Rocha!
NOTAS
1 Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, Palavra da Fé Produções, São Paulo 1999, p. 12.
2 Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, Palavra da Fé Produções, São Paulo, 1999, p. 78.
3 Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, p. 107.
4 Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, p. 91.
5 Apostila de Igrejas em Células, p. 55.
6 Apostila de Igrejas em Células, p. 123.
7 Castellanos, César, Sonha e Ganharás o Mundo, p. 143
8 Milhomens, Valnice, Plano Estratégico para Redenção da Nação, p. 60.
*Pastor Pr. Romeiro é presidente da ICT- Igreja Cristã da Trindade Presidente da Agir- Agência de Informações Religiosas

segunda-feira, 31 de maio de 2010

PADRE LARGA A BATINA "CULTO A IMAGEM É IDOLATRIA"

A comunidade católica da cidade de Sousa foi surpreendida com a notícia, divulgada pela imprensa falada e escrita, dando conta de que um padre da Igreja Católica Apostólica Romana teria "largado a batina" para se tornar evangélico.

Trata-se do agora ex-padre Lourival Luiz de Sousa, religioso residente no Núcleo II, ordenado na Igreja Católica como Padre desde o dia 18 de Junho de 2000, o qual ao longo dos últimos 10 anos exercei o sacerdócio como pároco nas cidades de Aguiar(PB), Igaraci(PB), Diamante(PB), Boa Ventura(PB), Curral Velho(PB) e Belém do Brejo do Cruz(PB), além de visitas em igrejas de outras cidades sertanejas, e ainda, auxiliar nas paróquias dos municipios de Sousa e de Cajazeiras.

Justificando a decisão, consta que o ex-padre Lourival Luiz de Sousa estudando a Palavra de Deus - a Bíblia Sagrada - começou a ter uma nova visão religiosa quando ainda exercia o sacerdócio na cidade de Diamante(PB), no ano de 2003, época em que estava ensinando uma doutrina que, segundo ele, contrariava a Bíblia Sagrada e, naquela cidade, começou a ensinar às pessoas que a Bíblia reprova a adoração às imagens de escultura(Sabedoria 15.15-18 - livro apócrifo; Êxodo 20.4,5; Isaías 45.20; Deuteronômio 4.15-19) e que o único Salvador é Jesus Cristo(João 4.23; Atos 4.12; I Timóteo 2.5) e nãos as tradições das igrejas.

O ex-padre Lourival Luiz prosseguiu pregando que a Bíblia é o caminho para conduzir as pessoas a fazerem a vontade de Deus e se aproximarem de Deus(Tiago 4.8), devendo servi-lo de toda alma e de todo o coração(Marcos 12.30-33) e não apenas com obras de caridade, visto que a salvação é obtida pela graça de Deus, por meio da fé, sendo um dom de Deus e não vem das obras(caridades e coisas semelhantes) para que ninguém se glorie(Efésios 2.8,9).

Após, as reiteradas leituras da Bíblia, de forma integral, o ex-padre Lourival passou a sentir forte desejo de ser evangélico e congregar numa igreja onde se adorasse a Deus verdadeiramente, onde os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade(João 4.23). Baseado em João 8.32(E conhecereis a verdade e a verdade - Jesus - vos libertará) e em João 8.36(Se, pois, o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres).

Há mais de um ano que o ex-padre era ouvinte cativo do Programa A Bíblia no Ar, programa radiofônico da AD-Sousa, levado ao ar pela Rádio Progresso de Sousa - AM 610, das 21h00m as 22h00m, de segunda a sexta-feira, e, no domingo, das 13h00m as 14h00m. O que chamava a atenção dele é que em tais programas nunca se falava contra a Igreja Católica, apenas se pregava a Palavra de Deus, e o genuíno e verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e, aos poucos ele foi entendendo que Deus o queria na Assembleia de Deus, congregando com os irmãos da AD-Sousa.

Na última quarta-feira(28Abril2010), o ex-padre compareceu à Igreja Católica do Núcleo II, localizada no distrito de São Gonçalo, pertencente ao município de Sousa(PB), onde ele celebrava missas, para se despedir das pessoas e dizer revelar em público que não mais seria celebraria missas, nem seria mais sacerdote, pois estaria "assumindo Jesus como único salvador e governador de sua vida".

Na quarta-feira(28Abril2010), às 19h00m, ao chegar na Igreja Católica, que estava lotada de fiéis, ele pediu para abrirem a Bíblia em I Timóteo 2.5, onde diz que "há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" e disse: "Na Primeira Carta de Timóteo, capítulo 2 e versículo 5, está escrito que só há um Mediador entre Deus e os homens - Jesus Cristo, e a partir de hoje eu tomei a decisão de não mais ser católico e nem sacerdote e a partir de hoje eu sou evangélico da Igreja Assembleia de Deus".

Os fiéis ficaram escandalizados sem acreditar nem mesmo entender o que ouviam, uns choravam, outros diziam que o padre estava louco/doido, outros choravam... os parentes, pais e irmãos e irmãs tomaram um choque muito grande e ficaram inconformados, tendo uma sobrinha do mesmo revelado que estava com raiva do mesmo, no que o ex-padre Lourival Luiz declarou que a perdoava, pois "Deus é amor e nele havia agora o verdadeiro amor de Deus em seu coração".

Demonstrando segurança, o ex-padre Lourival Luiz de Sousa disse que nem de longe passou pela cabeça de titubear, embora estivesse vendo muita gente chorando na igreja e muitos escandalizados, mas eles estava convicto da decisão de aceitar a Jesus como Salvador, citando que na Bíblia está escrito que "quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e o quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim"(Mateus 10.37).


Já na sexta-feira(30Abril2010), o agora irmão protestante Lourival Luiz participou de um grande culto na AD-Sousa, onde foi bem acolhido, com a presença do Pastor Alexandre Duarte da Costa, com a igreja superlotada, onde o mesmo adorou a Deus e testemunhou sobre a decisão de aceitar a Jesus, pedindo aos irmãos que orassem por ele, pois tem sido alvo de rejeição e de perseguição na sociedade sousense, sofrendo inclusive forte pressão da Igreja Católica para desistir da decisão de ser crente.

O Pastor Alexandre Duarte da Costa, juntamente com a Assembleia de Deus em Sousa/PB, acolheu muito bem o irmão Lourival e está prestando toda a assistência necessária ao novo irmão na fé, fornecendo apoio espiritual, social e material necessários ao fortalecimento da fé do novo irmão.

A Carta de Renúncia ao Sacerdócio Católico, preparada de próprio punho pelo ex-padre Lourival Luiz de Sousa, foi entregue, na manhã do sábado(01Maio2010), pessoalmente ao Bispo Diocesano D. José González na Diocese da Igreja Católica em Cajazeiras(PB), diocese a qual o ex-padre era subordinado.

Sem retorno
Em entrevista ao jornalista Petson Santos, da Rádio Oeste de Cajazeiras(PB), proprietário do portal Diario do Sertão, o agora ex-Padre Lourival Luiz de Sousa que exercia o sacerdócio católico desde o dia 18 de Junho de 2000, confirmou a saída dos quadros da Igreja Católica Apóstólica Romana, pontuando que sua mudança de religião aconteceu por, principalmente, não aceitar a idolatria de imagens sacras. “Eu deixe a igreja católica, tirei a batina como se diz, e fui ao vivo entregar a carta de renúncia ao bispo Diocesano", pontuou em entrevista, o agora ex-padre.

Questionado pelo repórter sobre a possibilidade de rever a decisão adotada, o ex-padre foi taxativo “Não tem condição de eu voltar porque eu conheço a palavra. Deixe eu dizer uma coisa a você, 90% das pessoas que estão na igreja, porque gostam deste negócio de imagem, gosta de procissão, a gente prega sobre a idolatria e aí as pessoas não aceitam que está na palavra, então este foi um dos grandes motivos da minha saída”.


Fonte: Obeábá do Sertão / Via: Notícias Cristãs/ Blog Buscas Contantes - Pr.Ivan Nunes