quinta-feira, 25 de março de 2010

DEVOTOS DO MUCO DA LESMA GIGANTE

Cada louco com sua mania!

Um líder religioso obrigou alguns seguidores de uma religião africana nos EUA a tomar o muco de uma lesma gigante!

A policia federal dos EUA foi a casa de Charles L. Stewart depois de denuncias desta selvageria com a “lesma” porque dependendo da quantidade de muco que ela deveria produzir, pra mim já é abuso sexual animal!

Não é possível que uma pessoa em sã consciência admita praticar tal ato!

Esta criatura (não a lesma) Stewart acredita que o muco da lesma cura! Ele disse a imprensa que não tinha má fé e que sua religião usa a lesma nas suas cerimônias e rituais de cura.

O problema é que lesma gigante come até lixo, as pessoas que participaram deste ritual passaram mal e perderam peso.

Se alguém indicar este tratamento para perder peso, já deixo bem claro: Prefiro ficar gordo!


QUE LOUCURA....

Fonte: Notícia no G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1527814-5602,00.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

Santo Daime - Práticas e rituais - Por Pr. Natanael Rinaldi - Matéria do CACP

Por Pr. Natanael Rinaldi
São bem oportunas as palavras bíblicas de Romanos 1.22: "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos", quando nos propomos a falar sobre o grupo religioso SANTO DAIME.

Dizemos isso porque, nesse grupo religioso, aparentemente desconhecido, existem celebridades da TV que já se pronunciaram publicamente como membros dele. E não é só isso. Até o famoso pastor Neemias Marien já fez parte de reuniões religiosas onde o chá foi bebido.

Conta ele: "Concentrado no culto, cantei, com o mais vivo entusiasmo, todas as canções de louvor, mas sempre muito atento às mínimas ocorrências envolvendo os circunstantes. Vi nocauteada a resistência de muitos que se entregavam relaxados nos colchonetes e poltronas espalhados pela sala. Vi outros se transfigurarem, em êxtase, os olhos vítreos esbugalhados. Um jovem tomou-me a mão, como um náufrago perdido no mar e, literalmente, urrava como leão. Muitos vomitavam, enquanto outros corriam ao banheiro. Um outro virou uma estátua vibrante, o tempo todo em obediência a seus chakras, segundo disse. Então, após o segundo cálice, comecei a sentir as mãos frouxas e uma ligeira cãibra nas pernas, dando-me a impressão de desmaio, embora em momento algum me sentisse tenso. Procurei cantar com mais entusiasmo, mas logo percebi ser melhor procurar o sofá, no qual o meu corpo caiu pesado. Foi nesse instante que, relaxado, rendi-me ao DAIME, sem alucinações, mas com a consciência da purificação espiritual centrada em Jesus."(...) "Creio que, também, pelo Santo Daime, pode-se contemplar a luz divina e alcançar a purificação do espírito e a cura interior."(JESUS, A Luz da Nova Era, pp.120/21).


Pode haver maior apostasia do que essa, de se ler um pastor afirmar que "contemplou a luz divina" e alcançou a "purificação do espírito e cura interior" depois que tomou o chá ???

A luz divina, como sabemos pela Bíblia, é Jesus Cristo: "Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo" (Jo 1.9).

Purificação do espírito se faz pelo sangue de Jesus e não por tomar-se um chá - "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (Jo 1.29). E cura interior alcançamos quando atendemos ao convite de Jesus, em Mt 11.28,29: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."

EFEITOS DO CHÁ

A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). É conhecida como ayahuasca ou, abreviadamente, OASCA. É ingerida para proporcionar vidências, comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc. É uma porta aberta para os estados alterados de consciência. Produz um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não há tempo de ir ao banheiro comum.

O NOME DAIME

Dizem que vem do verbo dar, no imperativo. "'Daime' paz, 'Daime' saúde, 'Daime' felicidade!" - é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de três culturas (a branca, a negra e a indígena).

O livro sagrado que adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime, encontrando-se neles suas crenças básicas.

A principal característica do Santo Daime é o canto. São conhecidos também como "Povo de Juramidam", expressão composta de Jura (pai) e Midam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas. Juramidam representa a segunda volta de Jesus à terra, sendo assim o povo de Juramidam o povo de Jesus Cristo.

Impossível para um leitor da Bíblia ler sobre um tipo de culto envolvido com práticas mediúnicas, idolatria e feitiçaria, admitir que seja "povo de Jesus".

O próprio Jesus declara ser a luz do mundo e que aquele que o segue não andará em trevas (Jo 8.12). Em nenhuma passagem bíblica se encontra qualquer ensino de Cristo que se assemelhe a um ensino que envolva espiritismo, feitiçaria e idolatria.


O FUNDADOR

O fundador, Raimundo Irineu Serra, nasceu em 1892, no Maranhão, e faleceu em 1971. Aos 20 anos de idade, integrou um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração de látex.


Na floresta amazônica Irineu e seus companheiros foram misturando a sua cultura com a dos índios e aprenderam a preparar a bebida, que lhe provocava "visões".

Numa dessas "visões" apareceu-lhe uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da floresta. Ela falou-lhe: "Quem é que tu acha que eu sou? Ele olhou e disse: Para mim a senhora é uma Deusa Universal. Tu tem coragem de me chamar de Satanás, isso ou aquilo outro? Não, a senhora é uma Deusa Universal. Tu achas que o que tu está vendo agora, alguém já viu? O mestre Irineu refletiu e achou que alguém já podia ter visto, tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o resto. A senhora então disse: O que você está vendo agora ninguém jamais viu, só tu. E eu vou te entregar esse mundo para tu governar. Agora tu vai se preparar, porque eu não vou te entregar agora. Vai ter uma preparação para ver se você tem merecer verdadeiramente: você vai passar oito dias comendo só macaxeira (mandioca) cozida, com água e mais nada."

Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a realização do ritual. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos.


Nas reuniões evocam Jesus Cristo e os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B. G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.


HISTÓRIA
Em 1945, Mestre Irineu fundou o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal, que chegou a congregar 500 membros efetivos. Um discípulo de Irineu, o seringueiro padrinho Sebastião, fundou outra comunidade, a Colônia Cinco Mil, também no Estado do Acre, que no foro civil foi registrada como entidade filantrópica, tendo o nome de CEFLURIS (Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra).

Depois da morte do fundador em 1971, o padrinho Sebastião o substituiu na direção da entidade, vindo a falecer em 1990. O filho de Sebastião, o padrinho Alfredo Gregório de Melo, está na liderança do movimento Santo Daime que, atualmente, conta por volta de 30 núcleos e para mais de cinco mil adeptos.


FESTIVIDADES
Quase na totalidade seguem as festividades dos dias santos do catolicismo, juntando mais uma festa extra na data do nascimento do fundador (15 de dezembro).

O ano religioso tem começo aos 6 de janeiro, em homenagem aos "Três Reis do Oriente", seguindo-se as datas de 20 de janeiro (São Sebastião), sexta-feira santa, 24 de junho (São João Batista), 2 de novembro (Finados), 8 de dezembro (Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos trabalhos).
DOUTRINAS E REFUTAÇÕES - RITUAL
Dentro do ritual encontramos práticas religiosas ligadas à idolatria, à feitiçaria e às cerimônias católicas.
Idolatria:O Estatuto da CEFLURIS declara, entre outros pormenores, os seguintes itens, esclarecendo que a entidade é "fundamentada no Ritual do Ecletismo Evolutivo, ou seja, de várias correntes religiosas que se interpenetram, tendo como ponto de partida o Cristianismo." (p. 41 da revista PERGUNTE E RESPONDEMOS, setembro/90).
Comentário: O Santo Daime é formado por várias correntes religiosas como catolicismo, cultos afro-brasileiros e indígenas. Ora, o ecletismo religioso é uma abominação aos olhos de Deus. Apontamos como exemplo o povo israelita no deserto, acampado junto ao Monte Sinai. Enquanto Moisés estava no Monte Sinai, o povo embaixo resolveu prestar um culto a Deus, criando um ídolo na forma de um bezerro de ouro.
Depois de pronto instituíram uma festividade e a justificaram com os seguintes dizeres: "Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e Arão apregoou, e disse: Amanhã será festa ao Senhor." (Êx 32.4,5).

Como Deus encarou uma festividade eclética entre ele e o bezerro de ouro? Disse Deus a Moisés, lá no Monte Sinai: "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido. E depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito." (v. 7,8).

As práticas ligadas à idolatria foram mais tarde condenadas pelos profetas: "Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às ../imagens de escultura." (Is 42.8). "Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus." (Is 43.12).


Feitiçaria: Sabemos que os cultos afro-brasileiros tributam louvores a entidades também conhecidas como orixás, que pensam ser os intermediários entre o deus Olurum e os homens.

Ora, sabemos que tais entidades espirituais, embora sejam chamados "santos", na verdade são espíritos demoníacos que povoam os ares como afirma Paulo em Ef 6.12: "Porque não temos que lutar contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais."

Afirmamos: o que consta do estatuto nada tem a ver com o cristianismo. Quando há genuína conversão a Deus, há o abandono dos ídolos e de todo o ecletismo. Jesus foi enfático dizendo: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro." (Mt 6.24).

Ritual da bebida:O cipó é cortado em pedaços de 20 cm de comprimento.
A partir das 2 horas da madrugada, realiza-se a "bateção": turmas de 12 homens revezam-se de duas em duas horas no trabalho de esmagar os pedaços de jagube sobre troncos de árvores fixos no solo, utilizando marretas de cumaru, pau tirco ou bálsamo, sendo que o ritmo é acompanhado por hinos adequados. A bateção significa purificação em si e serve para o sujeito se disciplinar.


O cozimento do cipó macerado e das folhas, se dá na proporção de duas medidas de cipó para uma das folhas de chacrona e é uma das etapas mais delicadas do ritual.
Não se deve conversar com a pessoa encarregada, pois ela controla o ponto de fervura da bebida, que é indicado por uma entidade do Santo Daime presente no plano astral, a qual se manifesta no momento em que se completa o cozimento para que a panela seja retirada da fornalha. Todos são avisados desse procedimento através de uma campainha acionada pelo encarregado.


Essa entidade, que desce e se manifesta no momento em que é completado o cozimento, é uma das manifestações malignas, embora possa ser chamada por nomes indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Bvarum, Marum Papai Paxá, B. G. , Rei Titango, rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.


Cerimônias católicas:Durante o ritual rezam missa em favor dos falecidos e cantam-se dez hinos sem instrumentos musicais, sem bailados. Reza-se um terço, ficando o Salve Rainha para o término da sessão. Essa prática é ligada à Igreja Católica.

Não se deve celebrar missas aos mortos, porque elas são inúteis. Jesus afirmou que se alguém morrer sem crer nele como único e suficiente Salvador nunca poderá ir para onde ele foi. Jesus foi para o céu de onde virá para buscar o seu povo (Jo 8.21,24; Jo 14.2,3). O ritual do Santo Daime é ritual pagão, impróprio e condenado pela Bíblia em Dt 18.9-12.


APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Relata o Mestre Irineu que recebeu uma visão de uma senhora divina que ele pensou ser uma deusa Universal, identificando-a até como se fosse Satanás. Entretanto, posteriormente, na própria "visão", foi esclarecido de que se tratava de Nossa Senhora da Conceição.

Para os que têm a Bíblia e a consideram como autoridade maior no campo religioso, devem ter presente as palavras de Paulo - em Gl 1.8,9 - que afirmam: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vô-lo dissemos, agora de novo também vô-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."
Ora, se esse grupo religioso tem como "princípio básico e fundamental o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo" como reza o item 2 do Estatuto, deveria saber que o evangelho que Jesus pregou incluía o arrependimento e fé na sua pessoa (Mc 1.15), pois sem arrependimento ninguém poderia salvar-se (Lc 13.3); e que afirmava a necessidade da sua morte, sepultamento e ressurreição como meio de salvação.(Mt 16.21-23; 20.28).

Jesus nada ensinou sobre ecletismo, mas foi incisivo ao afirmar que existem "duas portas" e "dois caminhos" que levam a dois fins distintos. "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que o encontram" (Mt 7.13,14).


UM CULTO ABSURDO
É tão absurdo esse culto do Santo Daime que se declara: "Há quem vomite e quem seja cometido de desarranjos intestinais, ou as duas coisas juntas. E com que objetivo? Ocorrendo a ânsia de vômitos e a diarréia depois que se toma o chá é que a pessoa está passando por uma espécie de 'limpeza espiritual'. Ou seja, de alguma maneira está se livrando de tudo aquilo que a impede de estar em comunhão com Deus" É esse um culto racional?
Paulo recomenda que apresentemos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm 12.2).


Bibliografia das obras consultadas:
1. MELO, Fernando dos Reis de. Religião & Religiões - Perguntas que muita gente faz. Editora Santuário.
2. BETTENCOURT, Estevão Tavares. Crenças, Religiões, Igrejas & Seitas: quem são?
3. MARIEN, Pr. Nehemias. Jesus à Luz da Nova Era. Editora Record.
4. Revista "Pergunte & Respondemos", nº 340, setembro de 1990, pp.38/48.

O pastor Natanael Rinaldi, 80 anos, é sem dúvida um dos maiores apologistas cristãos brasileiros
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Suspeito de matar Glauco queria provar ser Jesus, dizem parentes


O universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito de assassinato contra o cartunista Glauco, queria ajuda para provar à mãe que é Jesus. A versão foi contada nesta sexta-feira pela enteada do cartunista, segundo o cunhado de Glauco, Douglas Pinheiro, que a acompanhou durante depoimento em Osasco.

Segundo Pinheiro o suspeito rendeu a família e queria levar todos para sua casa para que eles o ajudassem a convencer a mãe de que é Jesus. Glauco resistiu à ideia de levar todos e se prontificou a ir sozinho, mas ainda assim foi atingido por quatro tiros.

Primo de Glauco e um dos fundadores da Igreja Céu de Maria, Orlando Cardoso de Oliveira, disse que o suspeito rendeu a enteada do cartunista e a fez bater na porta da casa de Glauco.

Segundo ele, Glauco saiu da casa e teve uma arma apontada para a cabeça. Foi quando o suspeito pediu que ele o acompanhasse até a casa dele.
“Ele escolheu o Glauco talvez pelo fato de ele ser um líder e carismático”, disse Oliveira. Quando Glauco já estava entrando no carro, o filho Raoni chegou, de acordo com o parente. O suspeito, então, ameaçou se matar e chegou a apontar a arma para a própria cabeça.


“Ele [o suspeito] estava afastado há seis meses da igreja. E não usava nenhum remédio psiquiátrico. Quem toma medicamento, não pode ingerir o daime.” Segundo Oliveira, em 2009, 11 mil pessoas passaram pela igreja fundada por ele e por Glauco.

O delegado Archimedes Cassão Veras Junior, do Setor de Investigações Gerais de Osasco, afirmou que a polícia já conversou com familiares do suspeito do assassinato do cartunista Glauco e do filho dele, Raoni.
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De acordo com o delegado, a família afirmou não saber onde o jovem de 24 anos está. Archimedes disse que, pela descrição da família, o rapaz tem perfil "problemático", pois não arrumava emprego e já teve passagem por porte de drogas, possivelmente maconha.

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Archimedes disse que o autor do homicídio foi identificado pelas testemunhas como o jovem. "O autor do homicídio é esse indivíduo", disse o delegado. A polícia investiga ainda a possibilidade de envolvimento de outras pessoas, segundo o delegado. "Uma ou duas", disse. Os familiares do suspeito disseram que não sabiam que ele tinha ido à casa de Glauco. A polícia acredita que ele tenha ido conversar porque era frequentador da casa e costumava pedir conselhos ao cartunista.

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Os corpos do cartunista Glauco e do filho dele, o universitário Raoni, serão enterrados neste sábado (13), no Cemitério Gethsêmani Anhanguera, em Osasco, na Grande São Paulo.

Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Osasco por volta das 13h30 desta sexta-feira e seguiram para a Igreja Céu de Maria, do Santo Daime, que fica ao lado da casa do cartunista, próximo do local do crime, onde serão velados.

Segundo o Cemitério Gethsêmani Anhanguera, os corpos serão velados na igreja até as 9h de sábado. Ao chegarem no cemitério, haverá mais duas horas de velório. O sepultamento deverá ocorrer entre 11h e 12h de sábado.

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terça-feira, 2 de março de 2010

Pedro e o Poder Papal

Não vou estender o assunto por muito tempo, mas apenas fazer uma reflexão rápida se Pedro poderia ser o primeiro papa.

O Concílio Vaticano I, com a participação de 740 bispos de toda a igreja definiu o poder papal, esta definição deu a Igreja Católica apostólica Romana um poder sobre a sociedade no âmbito político e religioso por muito tempo. Até hoje a igreja romana participa de algumas decisões no poder político de alguns países.

O concílio da ao papa o que chamamos de infabilidade papal, o Papa possui a ajuda do Espírito Santo para nunca ensinar nada que contrarie os Evangelhos.

Mas para conseguir tal poder é necessário tentar achar nas escrituras bases sólidas para o papado, então, a ICAR (que vou chamar de Igreja Católica Apostólica Romana ) começa sua tradição papal da seguinte forma – Anunciando Pedro como o primeiro papa.

A tradição Católica afirma que Pedro foi papa durante 25 anos em Roma. O problema disso é não encontrar provas sólidas para esta afirmação.

Diante dos fatos registrados pelas escrituras sagradas, Pedro fez parte da história da igreja como todos os outros apóstolos.

Nós evangélicos temos a certeza de que Pedro teve a sua participação na história da igreja, mas ele não é, e nunca foi, a edificação da igreja.

A posição doutrinária da ICAR no catecismo da Igreja Católica, edição Típica Vaticana, n. 552, na página 156 – afirma que Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a Rocha Inabalável da Igreja.

Pedro após a Confissão foi “esta rocha inabalável?”.Na mesma passagem que a doutrina ICAR se baseia, Pedro demonstrou a sua fragilidade espiritual e é repreendido por Jesus:

Mateus 16 v. 22 – 23 - E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.
Pedro era um homem comum que carecia do amor e da Graça de Jesus, nós evangélicos reconhecemos sua importância, mas não o idolatramos. Ele foi passível de erro como outro ser humano.

Ele demonstrou as fraquezas humanas das quais todos nós temos:
A) Prometeu não escandalizar Jesus e não cumpriu negando-o 3 vezes (Mateus 26v. 33-35), a sua negação não foi em seguida, da 1° para a 3 demorou uma hora.

Lucas 22v. 59 – 60 - E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este verdadeiramente estava com ele, pois também é Galileu. E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo.
B) Quando foi chamado para orar com o mestre, ele foi pego dormindo vencido pelo cansaço. –
Mateus 26v. 40-44 - Pedro não foi à crucificação com medo de ser peso e crucificado, depois da morte do mestre voltou a seu emprego anterior a sua chamada apostólica.

Todos estes relatos demonstram a fragilidade humana e que nenhum homem pode ser a pedra da qual a igreja está edificada.


A igreja necessita estar edificada na rocha e não em um pedregulho.
Se a igreja estivesse fundamentada em qualquer ícone religioso humano, ela já estaria exterminada da face da Terra.


TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA...

Esta passagem deve ser analisada dentro do contexto, sem tirar nenhum pretexto para montar uma suposta doutrina.

Pedro no Grego quer dizer “Petros”, que quer dizer “pedrinha”. Isto demonstra que Jesus estava dizendo que Pedro era um fragmento.

Se Pedro fosse a Pedra, Jesus teria dito, “Tu és Pedra” ou “Pedro, a partir de agora você será Pedra...”. Ou “ Pedro tu és Pedra e sobre ti edificarei a minha igreja.”

Mas o mestre disse: Tu és Pedro!”. Jesus usou duas palavras das quais ficam claras – Pedro e Pedra, se fossem a mesma coisa, ele teria usado somente uma!

Olhando para o contexto geral sobre o fundamento da igreja, as Escrituras Sagradas nos dá diversas passagens que nos orienta que a Pedra é Jesus e não Pedro.

O Apóstolo Paulo declara que Cristo é o Fundamento da Igreja:

I Corintios 3v. 11 Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
O próprio Pedro reconhece e declara que Jesus é a Pedra principal, acompanhe as passagens bíblicas:

Atos 4v. 11-12 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
I Pedro 2v. 6-7 Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. E assim para vòs, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina...

Paulo declara com mais clareza quem é a Pedra de esquina:Efésios 2v. 20 – 22 – Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.


Jesus também afirmou que Ele mesmo era a Pedra
Mateus 21v. 42 – Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?
A passagem que Jesus usou está baseada na profecia messiânica:

Salmos 118v. 22-24 – A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. Da parte do Senhor se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos. Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.
Jesus é a Pedra na qual a igreja está alicerçada e não Pedro.

A indicação “sobre esta Pedra” está ligada na revelação que Pedro teve naquele momento, revelação que Cristo é o Filho do Deus vivo.

Jesus – Filho do Deus Vivo – é a pedra da qual a igreja está edificada!

PEDRO ERA O REPRESENTANTE DOS DEMAIS APÓSTOLOS?


O catecismo da ICAR. N. 553, pág 156, edição Típica Vaticana Loyola, reza que “Pedro é uma autoridade específica por Jesus ter dito “ Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligardes na terra será desligado no céu ( Mt 16v. 19), então a autoridade de ligar e desligar significa autoridade para absolver pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à igreja pelo ministério dos apóstolos e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino.”
Se Jesus o catecismo diz que Jesus confiou explicitamente a Pedro as chaves do Reino, ele afirma por tabela que não explicitamente Jesus deu as mesmas chaves para os outros apóstolos, então, ele não é o único.

As Escrituras Sagradas não afirma que Jesus dá poderes especiais a Pedro em relação aos outros apóstolos.

Pedro foi o pregador do dia dos Pentecostes, mas isto não é referência para ser considerado o superior, pois temos outras referências que desqualificam esta posição do catolicismo.

A mesma autoridade que Pedro recebe de ligar e desligar os outros apóstolos também receberam.
Mateus 18 v. 18-19 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
Paulo deixa claro que o seu ministério não era inferior a de nenhum dos apóstolos :

II Corintios 12v. 11 – Fui néscio em gloriar-me; vós me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós, visto que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos, ainda que nada sou. Outro detalhe é que o livro que relata os atos apostólicos tem mais referências ao Apóstolo Paulo do que de Pedro, (Livros de Atos separa para Paulo cap.13-28).

Se Pedro fosse o representante supremo dos apóstolos os seus atos seriam mais importantes e teriam sido relatados com mais freqüência.

No concílio de Jerusalém, a palavra que decidiu o problema não foi de Pedro e quem presidiu o concilio foi Tiago presidiu (Atos 15), se Pedro fosse o representante majoritário dos apóstolos, Pedro teria presidido e dado a última palavra no Concílio!

QUAL É A CHAVE QUE LIGA E DESLIGA?

A chave relatada por Jesus é a pregação do Evangelho que promove o agir do Espírito Santo na vida do ser humano, e este agir traz arrependimento pelos pecados.

João 16.7-8 – Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.
Todo o pregador do Evangelho tem as chaves nas mãos, não foi só Pedro que recebeu estas chaves.

Quando a Palavra de Deus é ministrada, ela se torna a chave que liga ou desliga o ouvinte do céu, pois após a cada mensagem existe um convite para aceitar Jesus e o ouvinte pode aceitar ou não.

O PAPA TEM O PODER DE PERDOAR OS PECADOS?

Nenhum homem pode perdoar pecados, só Jesus Cristo.

O papa, O PASTOR, O APÓSTOLO EVANGÉLICO, o bispo, o pai de santo e ninguém pode perdoar as iniqüidades do homem.

O pecado só pode ser perdoado pelo sangue de Jesus Cristo. Não existe nenhum tipo de penitência ou números de orações que perdoam pecados. As escrituras falam sobre isso da seguinte forma:


Atos 5v. 31 - Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
Romanos 4v. 24 -Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.
Apocalipse 1v. 5- E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,
O perdão dos pecados não é a missão humana, mas divina.

Não existem penitências que perdoam pecados. A ICAR tem ensinado que a repetição das orações, indulgências e confissões ao padre faz com que a pessoa tenha os pecados perdoados, isto não é verdade. Só Jesus Cristo pode perdoar os nossos pecados.
Mateus 9 v. 2 – 7 - E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados. E eis que alguns dos escribas diziam entre si: Ele blasfema. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? Pois, qual é mais fácil? Dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.E, levantando-se, foi para sua casa.


Como é que o homem pode ter os seus pecados perdoados?

A bíblia nunca ensinou que devemos confessar os nossos pecados para qualquer líder religioso para perdoar os seus pecados.
Romanos 10v.9 -10 A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação
PEDRO PASTOREOU A IGREJA DE ROMA?


A declaração católica é que o Papa é o sucessor de Pedro que foi fundador igreja de Roma, mas nós não encontramos nenhuma provas bíblicas que Pedro pastoreou esta igreja.

Os católicos dizem que o seu pontificado foi de 25 anos em Roma.Será que esta informação é verdade?

· 1- Pedro não pode ter sido Papa pelo período de 25 anos, pois ele foi morto no reinado de Nero, que se deu em 67 ou 68 d.C.
Se pegarmos a data do reinado de Nero e subtrairmos o suposto pontificado de Pedro (67– 25 = 42 ou 68 – 25 = 43) vamos chegar à conclusão de que nesta época de 42 ou 43 d.C. não tinha sido realizado o Concílio de Jerusalém (Atos 15) que Pedro participou.

O concílio foi realizado por volta de 48 a 49 d.C.

2 – O apóstolo Paulo escreveu para a igreja de Roma, epístolas aos Romanos, e no final ele separou um capítulo inteiro para mandar as suas saudações para os diversos irmãos daquela cidade, mas não houve nenhuma saudação para Pedro!
Se Pedro fosse o pastor da igreja de Roma ou o fundador, Paulo deveria endereçar carta a Pedro ou pelo menos mandar alguma saudação para o apóstolo.
3- O apóstolo Paulo foi para Roma em 62 d.C. e muitos irmãos foram visitá-los, mas não existe nenhuma menção de Pedro.
4- O apóstolo Paulo escreveu 4 cartas de Roma – Filemom, Efésios, Filipenses e Colossenses no período de 62 a 68 d.C., em nenhum momento Paulo declara coisa alguma sobre Pedro.
5- Jesus disse a Paulo que ele deveria dar o seu testemunho em Roma
Atos 23v.10 - 11“E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza. E na noite seguinte, apresentando- lhe o Senhor, disse: Paulo tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma.”
Se Pedro estava em Roma em 60 d.C.(o mesmo período da aparição) e ele foi o contemplado com poderes especiais e um lugar de destaque entre os apóstolos, não seria dele esta incumbência?

Jesus não teria aparecido a Pedro ao invés de Paulo? As provas que temos afirmam que Pedro não foi o pastor da igreja de Roma e o papa não é o sucessor de Pedro. Muito menos que Pedro foi um papa.


CONCLUSÃO

Após ter os detalhes apurados e refutados através das Sagradas Escrituras, a nossa posição é que Pedro foi um homem importante que participou da história da igreja, mas ele não deve ser adorado ou colocado acima dos outros apóstolos.

O poder de purificar o pecador não está nas mãos do Papa e sim de Jesus Cristo e que Pedro nunca esteve pastoreando a igreja de Roma, assim sendo, o papa não é o sucessor de Pedro.

A igreja não está edificada em um homem, mas na pedra principal - Jesus Cristo, as chaves que foram dada aos apóstolos é o privilégio de pregar a Palavra de Deus abrindo assim o caminho do arrependimento.

Espero que você tenha sido abençoado com esta matéria e que o Espírito Santo possa ter trabalhado em seu coração.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ex-fiel será indenizado por doar carro à Universal - Fonte Rede bom dia



Agência BOM DIA

A Igreja Universal do Reino de Deus deve ser notificada na próxima semana para quitar uma indenização de R$ 9 mil. A determinação é do Juizado Especial Cível de Fernandópolis, que entendeu que a igreja lesou o ex-fiel A.M.P., ao descumprir uma promessa de sucesso financeiro.

Segundo o advogado da vítima, Anderson Godoy Sartoreto, o autor da ação doou um carro à Universal durante um culto religioso, em 2007, com a promessa de obter prosperidade, que nunca veio.


Pastor afirma que sentença é inédita


O pastor da Universal em Fernandópolis, Silvio Simeão Ribeiro, informou que ainda não foi notificado sobre a sentença, proferida pelo juiz Maurício Ferreira Fontes e que ela é inédita na cidade.Como a sentença é de primeira instância, ainda cabe recurso.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Prefeito de Moscou diz que orgulho gay é satânico

Yury Luzhkov, prefeito de Moscou, diz que as paradas do “orgulho gay” são “satânicas” e promete continuar proibindo-as, de acordo com informações das agências de notícias internacionais.

“Durante anos, Moscou vem se confrontando com pressões sem precedentes para ter uma parada gay, que só pode ser descrita como um ato satânico”, Luzhkov disse para a agência noticiosa Interfax nessa quinta-feira, 11. “Não estamos de forma alguma autorizando tal parada e não vamos autorizá-la no futuro. Não deveríamos desperdiçar tempo com todas essas bobagens de direitos humanos. O que temos de fazer é reprimi-la com a total força da lei”.

As marchas mundiais de “orgulho gay” são caracterizadas por exibições descaradas de nudez, gestos obscenos e até atos sexuais em público por parte dos participantes.

Os ativistas homossexuais tipicamente usam tais paradas para insensibilizar o público para sua conduta perigosa, que está ligada a muitos transtornos médicos e psicológicos.

No passado, a prefeitura de Moscou buscou combater os organizadores da “parada gay” prendendo e multando os participantes. Os ativistas homossexuais responderam apresentando queixas no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que até agora recusou dar sua decisão sobre os casos.

Luzhkov fez comentários semelhantes em 2007, depois da fracassada “parada gay” de 2006, em que ele também chamou a parada de “satânica”. Ele recebeu apoio do Patriarca Ortodoxo de Moscou e os líderes islâmicos e judeus russos têm também as mesmas opiniões dele.

Data: 5/4/2010Fonte: Júlio Severo

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Leitor diz que a igreja católica não tem ligação com o carnaval - Pastor Alexandre Farias refuta a colocação

Quero colocar a mensagem deixada pelo Jeferson. A minha intenção é apenas colocar os artigos para que a verdade venha ser conhecida. Tenho amigos católicos, nunca tive problema algum com eles, mas eu não nego as verdades bíblicas e também a história – seja ela da religião que for.

Reconheço o erro de muitas igrejas evangélicas, dos propósitos totalmente distorcidos por algumas e o que serve de regra para todas as coisas é a Bíblia.

Artigo O carnaval e a igreja católica romana

Link do artigo http://respondendoasseitaseheresias.blogspot.com/2009/02/o-carnaval-e-igreja-catolica-romana.html


Então, vamos ao e-mail do leitor Jeferson e a minha resposta:

E-mail do Jeferson:

jefesson smidti deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O carnaval e a igreja católica romana":

"A tentativa da Igreja Católica Romana na cristianização do carnaval e sua atual justificativa é totalmente inconseqüente, infeliz e irresponsável. Não existe uma referência bíblica sequer favorável ao seu argumento. Pelo contrário." (parte do seu texto).”

Desde quando pastor, o senhor viu ou ouviu dizer que a Igreja Católica tenta cristianizar o carnaval, na verdade ela sempre foi contra a essa permessividade, uma prova disso são os retiros espirituais realizados nas diversas partes do Brasil e do mundo na época do carnaval, exatamente para tirar o fiel desse meio pecaminoso, colocando-o em constante condição de oração.

O caro pastor deveria se informar mais, e deixar de ser tão tendencioso, pois também está escrito: "que o mentiroso irá arder no lago de fogo em exofre, que será a sua segunda morte" (Apocalipse 21,8) e nesse contexto também se enquadra quem sabe a verdade e a omite, buscando intersse próprio.

Que Deus lhe abençôe sempre que fizer aquilo que Ele prescreve na Sua Palavra, já que somente com a verdade é que estaremos libertos, como está escrito:i "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8, 32).



Resposta Pr. Alexandre Farias

Não fique bravo comigo, eu amo todos vocês.

Jeferson, basta você ver a história do carnaval e as festas que levam o carnaval para dentro da própria igreja católica. Basta ver os bailes “católicos” que vemos televisionados (canal 20 – no meu) pela canção nova e os bailes de outros padres. (veja os vídeos abaixo)

Estes retiros espirituais são mais bailes do que propagação da palavra de Deus, é a mesma coisa que santificar o pecado para se tornar sagrado. É a mesma coisa de jogar água benta no carnaval para que o demônio saia e entre a brincadeira santificada – mas a essência do baile é a mesma.

Eu também vejo que algumas igrejas evangélicas que querem fazer o mesmo, isso não faz dela a correta ou melhor que a católica, mas está no mesmo problema.

Não estou mentindo Jeferson , eu não omito a verdade, não preciso disto.
Não preciso ser tendencioso, nem mentiroso, nem buscar interesse próprio – Você citou corretamente o versículo bíblico de AP. 21v.8 – "que o mentiroso irá arder no lago de fogo em exofre, que será a sua segunda morte" (Apocalipse 21,8) e nesse contexto também se enquadra quem sabe a verdade e a omite, buscando interesse próprio.

A verdade é esta: que a igreja católica não conseguiu acabar com a festa e inseriu a festa no seu calendário – Da mesma forma fez com a festa do dia dos mortos que no calendário pagão é a festa de Samahaim.

Jeferson, talvez você não tenha entendido o que está escrito - leia novamente : “Outra corrente de pensamento entende que o carnaval teve sua origem em Roma. Enquanto alguns papas lutaram para acabar com esta festa (Clemente, séculos IX e XI, e Benedito, século XIII), outros, no entanto, a patrocinavam.

A ligação desta festa com o povo romano tornou-se tão sólida que a Igreja Romana preferiu, ao invés de suspendê-la, dar-lhe uma característica católica.

Devido à sua origem pagã, e pelo fato de ser uma festa um tanto obscena, a relação entre a Igreja Romana e o carnaval nunca foi amigável. No entanto, o que prevaleceu por parte da igreja foi uma atitude de tolerância quanto à essa manifestação, até porque a liderança da igreja não conseguiu eliminá-la do calendário.

A solução, então, foi: se não pode vencê-los, junte-se a eles. Daí, no século XV, a festa da carne, por assim dizer, foi incorporada ao calendário da igreja, sendo oficializado como a festa que antecede a abstinência de carne requerida pela quaresma: Por fim, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir a celebração oficial do carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas (em nossos tempos, alguns párocos bem intencionados promovem, dentro das normas cristãs, folguedos públicos nesse tríduo a fim de evitar que sejam os fiéis seduzidos por divertimentos pouco dignos).

O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explicita manifestação das obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes."

Mas podemos questionar algumas coisas...

Como alguns padres realizam bailes de carnavais nos supostos retiros espirituais?
Se o interesse é retirar o carnaval dos católicos, porque levam os bailes nos seus retiros?
Talvez você não conheça a verdade sobre o carnaval e a igreja católica. Que Deus lhe de sabedoria para ver a verdade, pois como você mesmo escreveu - "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8, 32).

Veja alguns vídeos dos carnavais católicos: “Você precisa admitir que não foi eu que postei estes vídeos, mas alguém que estava lá.”



Participacao do Pe. Jason no Carnaval Catolico em S. Miguel





Para não falar que eu coloquei um vídeo mentiroso, veja que até neste carnaval católico foi realizada a Eucaristia:




DURANTE O PERIODO EM QUE OCORRE A MAIOR FESTA POPULAR DO PAIS. A RENOVAÇÃO CARISMATICA CATÓLICA REALIZA O ARRARAI - CARNAVAL COM CRISTO.




O depoimento do rapaz diz tudo: Só aqui o CARNAVAL COM CRISTO TEMOS A VERDADEIRA ALEGRIA - SERIA POSSÍVEL TER O CARNAVAL COM CRISTO?

Veja - A Igreja católica até faz vinheta para chamar os seus fiés para o carnaval.



Jeferson, acho que você viu e é impossível dizer que a Igreja Católica não realiza o carnaval, seja ele da forma que for - todo e qualquer cristão deve ficar longe de qualquer tipo de festa que leva a carne em primeiro lugar.

Você pode postar até videos de igrejas evangélicas que podem fazer o mesmo - mas a minha opinião é que pela palavra de Deus - eles es´tão errados também.

Eu não sou levado por um movimento, uma igreja, uma denominação, um grupo de pessoas, mas pela verdade que existe nas escrituras sagradas.

Deus abençoe a sua vida e que você possa sempre estar firme nas escrituras sagradas.

Dues abençoe

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Espiritismo - Religião ou Filosofia?

É muito comum entre alguns kardecistas a ideia de que o espiritismo deve ser encarado somente como uma filosofia de vida e não como uma religião.

Na verdade, não estão corretas as declarações dos que assim pensam, especialmente quando alegam que o próprio Allan Kardec teria afirmado, sucessivamente, que o espiritismo sempre foi uma filosofia. O contrário é que é verdadeiro. Ou seja, Allan Kardec sempre afirmou que o espiritismo era uma religião, e fez isso de modo enfático, segundo consta em seus livros.


Naturalmente, se existe dúvida quanto à finalidade do espiritismo, não é porque Allan Kardec não foi claro ao expor seu posicionamento. O que ocorre é que é conveniente aos espíritas manter as duas posições, segundo seus interesses em ganhar novos adeptos nos diversos meios em que se estabelece.

Em certos lugares, de classe média ou alta da sociedade, o espiritismo procura se expressar com a ideia e conceitos de uma filosofia, isto é, filosoficamente. E, como filosofia, pode envolver, sem grandes obstáculos, o eventual adepto que já possui uma religião.

Na maioria das vezes, especialmente no Brasil, os católicos, quando interrogados, confessam ser tradicionais, porém, não muito familiarizados com os dogmas romanos, não tendo, portanto, muita compreensão das incompatibilidades doutrinárias entre sua religião e o espiritismo. Assim, com facilidade, o espiritismo se introduz na vida de muitos "católicos romanos" como se fosse apenas uma filosofia de vida.

Quando o espiritismo kardecista adquire a confiança do novo adepto já conquistado, então seus arautos apregoam abertamente que se trata de uma religião, e se ufanam de seguir a terceira revelação de Deus aos homens. Não é sem razão que Jaci Régis, um dos representantes do grupo, afirma que o Brasil, atualmente, é o país que concentra o maior número de espíritas no mundo.

Pelo censo do IBGE de 2000, os espíritas brasileiros somam três milhões. E, segundo Jaci Régis, noventa por cento deles adotam a doutrina como religião, não como filosofia.


Contradições de Allan Kardec
Como ocorre com outras organizações religiosas que não querem assumir seu caráter religioso, o espiritismo, a princípio, nega sua condição.

Falando por um lado da boca, Allan Kardec afirma: "O espiritismo é, antes de tudo, uma ciência, e não cuida de questões dogmáticas. Melhor observado, depois que se generalizou, o espiritismo vem derramar luz sobre um grande número de questões, até hoje insolúveis ou mal compreendidas. Seu verdadeiro caráter é, portanto, o de uma ciência e não de uma religião" (grifo do autor). 1


Contudo, falando pelo outro lado da boca, declara: "O espiritismo foi chamado a desempenhar um papel imenso na terra. Reformará a legislação tantas vezes contrária às leis divinas; retificará os erros da História; restaurará a religião do Cristo, que nas mãos dos clérigos se transformou em comércio e tráfico vil; instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai direto a Deus, sem se deter às abas de uma sotaina ou nos degraus de um altar" (grifo do autor). 2

Enfatizando a condição de religião do espiritismo, Kardec expressa: "Aproxima-se a hora em que terás de declarar abertamente o que é o espiritismo e mostrar a todos onde está a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. A hora em que, à face do céu e da terra, deverás proclamar o espiritismo como única tradição realmente cristã, a única instituição verdadeiramente divina e humana" (grifo do autor). 3
Portanto, Allan Kardec, inegavelmente, reivindicou ser o espiritismo uma religião. Afirmou ser a verdadeira religião, superior a todas as outras, ainda que alguns de seus adeptos insistam em alegar que o espiritismo seja somente uma filosofia ou ciência.


A terceira revelação de Deus
Na condição de religião, o espiritismo apela para uma suposta autenticidade de suas revelações, considerando-se a terceira e definitiva revelação de Deus aos homens. Allan Kardec diz que a primeira revelação de Deus aos homens se deu no Antigo Testamento; a segunda, no Novo
Testamento; e a terceira, por meio do Espiritismo.

"A Lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento a teve no Cristo. O espiritismo é a Terceira Revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, mas pelos espíritos, que são as vozes do céu, em todos os pontos da terra, com o concurso de uma legião inumerável de intermediários" (grifo do autor). 4

Outra assertiva semelhante diz: "A primeira revelação era personificada em Moisés; a segunda, no Cristo; a terceira não o é em indivíduo algum. As duas primeiras são individuais; a terceira, coletiva; aí está uma característica essencial e de grande importância" (grifo do autor). 5

Como um sistema de doutrinas reveladas por entidades espirituais e com a proposta de atualizar revelações de outras duas religiões precedentes (judaísmo, Antigo Testamento; cristianismo, Novo Testamento) pode não ser uma religião?

Cristianismo e espiritismo
O cristianismo tem seus fundamentos históricos e doutrinários baseados na Bíblia. Qualquer movimento religioso que se diz cristão deve ter seus ensinos confrontados com a Palavra de Deus para se verificar sua veracidade e, dessa forma, serem considerados verdadeiramente cristãos.

Mas a doutrina espírita, segundo seus próprios advogados, "nos ensina a praticar o cristianismo em sua forma mais pura e simples. Assim, o espírita kardecista procura ser um bom cristão. Ele sente que precisa combater seus próprios defeitos e praticar os ensinamentos de Jesus".6

Diante disso, para atingir seu objetivo, o espiritismo elogia Jesus Cristo com muitas palavras: "Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? [...] Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a humanidade na terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que Ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque Ele estava animado pelo Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na terra". 7

Qual é o cristão que não concordaria com essas declarações sobre Jesus e seus ensinos? Isso lemos na Bíblia, com frequência (Hb 4.15; 7.26). Mas, segundo os próprios espíritas, eles são os únicos que apregoam os verdadeiros ensinos dados por Jesus.

Allan Kardec perguntou aos espíritos o seguinte: "Se Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, que utilidade têm os ensinamentos dos espíritos? Poderão eles ensinar alguma coisa além do que ensinou Jesus?".

E a resposta foi: "Os ensinamentos de Jesus eram frequentemente alegóricos e na forma de parábolas, dado que Ele falava de acordo com a época e os lugares. Hoje, é preciso que a verdade seja inteligível a todos, razão pela qual é preciso explicar e desenvolver esses ensinamentos, porque tão poucos são os que os compreendem e ainda menos os que o praticam. Consiste nossa missão em abrir os olhos e os ouvidos a todos, para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas, esses que exteriormente se revestem das aparências da virtude e da religião para melhor ocultarem suas torpezas". 8

Com essa explicação dada pelos espíritos, Allan Kardec acha que tem o direito de remover da Bíblia tudo quanto ela afirma contra as práticas e os ensinos do espiritismo. A partir desse posicionamento, tudo o que for contra o espiritismo, pode-se alegar, com muita propriedade, que faz parte dos ensinos parabólicos ou alegóricos de Jesus e que não devem ser considerados para os nossos dias.

Embora haja um abismo entre o ensino espírita e o cristianismo, Allan Kardec procura misturar os fundamentos e chega a afirmar que "o cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa". 9

Mas se realmente o espiritismo ensinasse as mesmas doutrinas do cristianismo, seria de se esperar que os seus ensinamentos concordassem com as palavras de Jesus e dos apóstolos. E a melhor maneira de conferir essa afirmação é confrontando o que diz o espiritismo com o que ensina a Bíblia, que é o livro-base do cristianismo.

Uma religião que subtrai a autoridade bíblica
Allan Kardec declara que, na Bíblia, encontramos apenas comentários ou apreciações, reflexos de opiniões pessoais, muitas vezes contraditórias, que não poderiam, em caso algum, ter a autoridade de um relato dos que haviam recebido as instruções diretamente do Mestre.

"A Bíblia contém evidentemente fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não pode hoje aceitar, e outros que parecem singulares e que repugnam, por se ligarem a costumes que não são mais os nossos. A ciência, levando as suas investigações desde as entranhas da terra até as profundezas do céu, demonstrou, inquestionavelmente, os erros da gênese mosaica, tomada ao pé da letra, e a impossibilidade material de que as coisas se passassem conforme o modo pelo qual estão aí textualmente narradas, dando por essa forma profundo golpe nas crenças seculares". 10

O eminente espírita Carlos Embassahy assim se pronuncia sobre a Bíblia: "Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. [O espiritismo] não rodopia junto à Bíblia. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome". 11

Diante disso, fica evidente que o espiritismo, ao mesmo tempo em que alega ser cristão, nega a Palavra de Deus, a base do cristianismo. Além disso, prova que os expositores e defensores do espiritismo ora apelam para a Bíblia, em busca de apoio, ora negam firmemente que ela tenha
valor para sua fé.

Como lemos, o espiritismo, por meio de duas de suas maiores autoridades, nega a revelação divina das Escrituras, considerando-a uma mera compilação de fatos históricos e lendários. Os espíritas kardecistas, quando querem dizer que são cristãos, usam as Escrituras, citando-as seletivamente, como lhes convêm, para apoiar suas teorias.

A Bíblia passa a ser então apenas obra de consulta, não faz diferença se é ou não a Palavra de Deus, desde que possam usá-la como desejam. Mas e quanto a nós, cristãos? Temos a Bíblia como regra de fé e conduta para a vida e o caráter do cristão. É isso o que as próprias Escrituras afirmam: "Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes" (1Ts 2.13).

Considerações finais
Reiterando nossas conclusões, desqualificamos a apresentação estratégica do espiritismo como simples filosofia. Somente quem não conhece a produção literária espírita poderia insistir em negar a condição religiosa do espiritismo. É impossível ser, a um só tempo, cristão e espírita, pois entre ambos os caminhos há uma grande incompatibilidade doutrinária. Devemos ter cuidado para não tomarmos a religião espírita por mera filosofia de vida, porque esse ponto de vista abriria margem para um flerte interditado e condenado pelas Escrituras Sagradas.

Matéria publicada pela revista SABER E FÉ - sf n. 2___________________________________________________________________________________________________________________NOTAS1 KARDEC, Allan. O que é o espiritismo. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 294, 1985.

2 KARDEC, Allan. Obras póstumas. In: Obras Completas. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 1206, 1985.

3 Ibid., p. 1210.

4 KARDEC, Allan. Evangelho segundo o espiritismo. In: Obras Completas. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 534, 1985.

5 KARDEC, Allan. A gênese. In: Obras Completas. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 888, 1985.

6 BARROS, Homero Moraes. O espiritismo em linguagem fácil. São Paulo: Casa Editora O Clarim, p.61.

7 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. In: Obras Completas. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 171, 1985.

8 Ibid., p.172.

9 KARDEC, Allan. Evangelho segundo o espiritismo. In: Obras Completas. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 1178, 1985.

10 KARDEC, Allan. A gênese. In: Obras Completas. 2ª edição especial. São Paulo: Opus Editora, p. 911, 1985.

11 EMBASSAHY, Carlos. À margem do espiritismo. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, p. 214, 227. SF

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O FATOR DIGNIFICANTE DA APOLOGÉTICA

Por Elvis Brassaroto Aleixo

Grandes religiões para escolher, sedutores caminhos para trilhar, livros iluminados para ler, filosofias sacras para pensar, dogmas milenares para crer, comportamentos padronizados para seguir. Milhares e milhares de almas espalhadas por todos os continentes.

Pessoas regidas por suas religiões, maestrinas de suas vidas. Vidas que depositam suas esperanças no invisível pelo poder avassalador de alguma fé que lhes confere razões para viver e morrer.
Divindades. Paraísos. Verdades. Mentiras. Tudo permeando o misto labirinto das religiões. Como encontrar uma saída diante de tantos corredores? Aliás, existiria alguma saída? Eureca! A “saída” nos remete à idéia de direção, rumo, sentido, destino… Palavras interessantes para a nossa reflexão.

Se nos concentrarmos somente na razão, não parecerá tarefa fácil decidir-se por uma religião. Os “porquês” se avultam e as respostas nem sempre respondem (leia-se satisfazem). Às vezes, são cheias de palavras, mas vazias de sentido. Entretanto, exigir radicalmente respostas para tudo o que é transcendente obviamente gera um enfrentamento com o ato de crer.

Em algumas circunstâncias, soa como querer explicar o inexplicável. É o antigo impasse desenvolvido em torno da fé e da razão, conceitos que cremos caminhar de mãos dadas no cristianismo bíblico (1Pe 3.15).

As religiões foram concebidas ao longo da história e atravessaram os tempos. Hoje, no século XXI, crenças antiqüíssimas tentam conquistar a fé dos homens pós-modernos. Os deuses (e deusas) se candidatam à veneração exibindo supostos atributos e favores.

Uma boa estratégia tem sido pregar apenas o que é aprazível aos ouvidos da “clientela”. Com o receio de alguns movimentos religiosos de se extinguirem, muitos deles têm-se ajustado ao rigor do secularismo hodierno. É o que podemos chamar de utilitarismo religioso.

Todavia, nem todos se reconhecem no universo militante das religiões. Afinal, indagam: “Para que tomar partido por uma delas? Para que cultivar diferenças?”.

Temos a impressão de que a complexidade do objeto em questão pode ter corroborado para o surgimento e a proliferação de uma solução simplista e pragmática.

A pós-modernidade decidiu não decidir. Como assim? Explicamos.

O mundo que marcha e atropela obstáculos buscando intensificar a globalização censura as religiões exclusivistas, ou seja, aquelas que advogam seguir ou deter o único caminho para a salvação espiritual dos homens. Diante das múltiplas escolhas, a atitude mais política e simpática tem sido não decidir por nenhuma delas. Ou, melhor ainda: decidir por todas elas! Daí, surge no cenário o famigerado clichê: “Todos os caminhos levam a Deus”, uma espécie de moda ou tendência atual.

Enfim, encontraram uma saída. Repentinamente, como num “passe de mágica”, o denso labirinto das religiões abriu portas de salvação em todas as direções. Agora, as coisas foram facilitadas e o resultado da decisão tornou-se algo indiferente.

Dentro desta concepção, uma religião poderia mesmo ser escolhida lançando sortes, como se fosse uma singela brincadeira de criança ao som do “bem-me-quer, malmequer”.

A declaração de que todos os caminhos levam a Deus tornou-se um chavão constante nos lábios de muitas pessoas e em muitos idiomas, apresentando-se com o meigo sorriso da tolerância. Interessante notar é que, mesmo com todo o teor de racionalidade e lógica deste discurso, muitas pessoas não se dão conta de que a tolerância genuína deveria ser capaz de tolerar a própria intolerância. E essa insensibilidade faz que, sem perceberem, hasteiem a bandeira de uma tolerância maquiada e vacilante.

Neste ínterim, a apologética, injustamente, assume em nossa sociedade um caráter fortemente pejorativo e primitivo (bárbaro).

A questão em voga é que não há razões para se defender uma verdade relativa, ou, sendo mais sensato, uma verdade relativa é uma verdade indefensável. Neste contexto, certo educador cristão, citando palavras de Charles Colson, lembra-nos que mesmo uma discussão religiosa pode ter um ponto positivo, ao declarar: “… debater pode ser, algumas vezes, desagradável, mas pelo menos pressupõe que há verdades dignas de serem defendidas, idéias dignas de se lutar por elas.

Em nossa era pós-moderna, todavia, as suas ‘verdades’ são as suas ‘verdades’, as minhas ‘verdades’ são as minhas, e nenhuma é significativa o suficiente para alguém se apaixonar por ela. E se não há verdade, então não podemos persuadir um ao outro por meio de argumentos racionais”.1

O chavão, alvo de nosso comentário aqui, se encaixa, em certo sentido, com a declaração de Colson. Porquanto, se todos os caminhos conduzem ao céu, então, nenhum deles precisa ser defendido em detrimento de outro. Também podemos depreender que fazer apologia de uma fé implica considerá-la digna de tal ato e isso nos faz pensar. Será que cremos que a nossa fé é digna de ser defendida? Por quais idéias estamos lutando?

As verdades bíblicas são suficientemente significativas para que sejam defendidas por seus seguidores? Bem, se a resposta for positiva, então deve refletir-se em atitudes concretas.

Portanto, o ministério do apologista cristão é dignificar a ortodoxia bíblica e esse é o papel que mais este ano pretendemos cumprir, com a graça de Deus e auxílio de todos aqueles que estão ao nosso lado.

Nota:
1 COLSON, Charles. E agora como viveremos, CPAD: Rio de Janeiro, 2000 , citado pelo educador cristão Valmir Nascimento Santos no artigo A Defesa da fé cristã na era pós-moderna.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Nova Heresia - Igreja Universal oferece cornetas

A Igreja Universal do Reino de Deus ofereceu 30 mil cornetas às claques que vão apoiar a Selecção Nacional, durante o CAN Angola’2010.

O bispo João Bartolomeu ofereceu, ontem, sete mil cornetas ao Movimento Nacional Espontâneo, recebido pelo seu secretário provincial, Antenor Capapa, que considerou a entrega dos apitos como um acto singelo, que reflecte a vontade de todos os angolanos.

“Isto vai contribuir para a conquista do melhor resultado possível da nossa selecção e é um acto digno da Igreja Universal. Pedimos que ao longo destes dias os crentes rezem pelos Palancas Negras, porque o nosso objecto é levar Angola à vitória, por isso, vamos participar em todos os jogos. Neste momento a nossa única preocupação é a transportação das claques até ao campo, e a falta de água para os apoiantes durante os jogos”, disse Antenor Capapa.

A Igreja Universal do Reino de Deus vai oferecer, ainda hoje, ao COCAN, duas mil cornetas, e nos próximos dias faz a distribuição nas outras cidades do CAN, Benguela, Cabinda e Lubango.

O bispo e também presidente do conselho de direcção da Igreja Universal do Reino de Deus, João Bartolomeu, referiu que a intenção é dar apoio, aos que querem ir ao estádio dar força à Selecção Nacional.

“O mais importante é movimentar a juventude, demonstar espírito patriótico e despertar a consciência de todos, para que acreditem no melhor resultado de Angola neste campeonato”, salientou o bispo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Igreja Anglicana dos EUA elege sugundo bispo gay, gerando polêmica

A Igreja Anglicana na cidade americana de Los Angeles reacendeu neste domingo uma enorme polêmica ao eleger o que será o segundo bispo abertamente gay da igreja em todo o mundo.


A reverenda Mary Glasspool, de Baltimore, foi eleita bispa assistente, mas ainda precisa que a maioria da Igreja Episcopal nacional apóie a escolha.


Há seis anos, a eleição do primeiro bispo abertamente gay, Gene Robinson, de New Hampshire, causou enormes divisões entre os clérigos e fiéis. Glasspool, de 55 anos, atuou como cânone da Diocese de Maryland por oito anos.


Em um comunicado divulgado após a eleição, ela disse que “qualquer grupo de pessoas que tenha sido oprimido por causa de qualquer elemento isolado de sua personalidade clama por justiça e direitos iguais”.



Divisões


Os conservadores já expressaram sua oposição à escolha da bispa.


Eles insistem que a Bíblia rejeita o homossexualismo, enquanto os mais liberais dizem que o livro deve ser reinterpretado sob a luz do conhecimento contemporâneo.

Na época da escolha do primeiro bispo gay, a briga levou à formação de um movimento alternativo conservador nos Estados Unidos, a Igreja Anglicana da América do Norte.

O chefe da comunidade anglicana mundial, o Arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, está sob pressão para reconhecer o movimento.

O correspondente da BBC para assuntos religiosos, Chris Landau, disse que a eleição de Glasspool é mais uma evidência das divisões da Igreja em relação à questão da homossexualidade.

Segundo ele, para muitos fiéis nos Estados Unidos, a eleição de bispos abertamente gays é simplesmente um reflexo da diversidade que vem sendo defendida pela Igreja Anglicana há muito tempo.

A Igreja Anglicana possui 77 milhões de fiéis em todo o mundo.


Fonte: BBC

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

BUDISMO - A RELIGIÃO DE BUDA: O ILUMINADO

“Ali [em Jesus] estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1.9)

O budismo é uma das mais antigas religiões não-cristãs, e, séculos após séculos, continua fazendo discípulos muito além das terras orientais. A origem do budismo está no hinduísmo, religião na qual Buda é considerado a nona encarnação ou avatar de Vishnu.

Trata-se do sistema ético, religioso e filosófico criado na região da Índia pelo príncipe hindu Sidarta Gautama, o Buda, que viveu entre 563 e 483 a.C., aproximadamente. Buda, que é um título e não um nome próprio, significa “aquele que sabe” ou “aquele que despertou”, e deriva-se de Bodhati, que quer dizer “ele desperta-se” ou compreende”. Tal título é aplicado a alguém que atingiu um nível superior de entendimento e a plenitude da condição humana.

Quem foi Sidarta Gautama?

Sidarta nasceu em uma família nobre do Nepal e, desde a natividade, recebeu o título de príncipe. Foi criado em confinamento no palácio até os 29 anos, idade em que, ao desabrochar para o mundo e conhecer suas fragilidades, ficou extremamente chocado ao descobrir as doenças, a velhice e a morte.

A partir daí, esmerou-se por obter respostas que pudessem explicar as causas do sofrimento humano. Uniu-se a um grupo de ascetas, indivíduos que praticavam o exercício prático que levava à efetiva realização da virtude e à plenitude da vida moral e, então, iniciou um período monástico de seis anos, no qual apenas jejuou e meditou.

Esta autoflagelação, entretanto, não proporcionou a Sidarta a elucidação de seus questionamentos, frustração que o levou a separar-se do grupo originário. Nesse período, segundo ele, estava sentado, sozinho, sob uma figueira, quando teve a revelação das “quatro verdades nobres” do budismo, cujo conteúdo sintetiza sua doutrina.

Segundo consta, Sidarta morreu aos oitenta anos de idade, aproximadamente. E, de acordo com a tradição, o Buda teria sido cremado e suas cinzas distribuídas pelo território, para que fossem guardadas como relíquias sagradas. É a partir daí que a veneração budista tem o seu início.

O canôn budista

O Tripitaka é a principal obra canônica budista, conhecida como coleção budista e traduzida no sânscrito para “coleção tripla” ou “três cestos”. Esta obra encerra os escritos budistas mais antigos e consta da organização de 31 livros em três volumes, ou cestos. O primeiro é o cesto da disciplina (vinaia pitaca), que versa sobre normas que devem ser observadas pelos monges e monjas. O segundo é o cesto de discursos (suta pitaca), cujo conteúdo constitui-se dos sermões e parábolas de Sidarta e seus discípulos. E, finalmente, o terceiro, o cesto da última doutrina (abidama pitaca), que são comentários baseados nas doutrinas budistas em geral.

Pontos doutrinários básicos do budismo

Buda ensina que a verdade foi descoberta por ele e não inventada. Assim, qualquer pessoa poderá, também, descobri-la seguindo seus ensinamentos. Segundo os budistas, crer em Buda não significa crer em sua imagem e muito menos adorá-la, mas, sim, crer e adorar a “verdade” que ele descobriu e que constitui a Lei da Natureza.

A fé, na concepção budista, é uma predisposição interior que propicia ao homem abrir o coração para a chamada “tríplice pedra preciosa”: o Buda; o Dharma (a lei do budista) e o Sangha (sua comunidade). Esta fé, entretanto, permite ao budista acumular a prática de antigas religiões nas quais desenvolveu crenças, podendo, inclusive, definir, dentre quantas desejar, a divindade a qual deverá devotar sua adoração.

A concepção de Buda a respeito de Deus era semelhante à do ateísmo, divergindo apenas quanto à existência de Deus. Ou seja, para Sidarta tal existência era inútil, porque ele achava que a confiança em divindades ou em demônios não ajuda nem atrapalha.

O homem deveria sempre depositar sua confiança em si mesmo e vencer o sofrimento, essência da vida humana. Sidarta enfatizava que o sofrimento procedia do desejo e que, para se atingir a salvação, seria necessário eliminá-lo. Quando se consegue isso, entra-se em um estado de “bem-aventurança”, que seria o nirvana.

Quando se alcança o nirvana, a alma humana torna-se uma com o Absoluto, isto é, a realidade última. Os ensinos (Dharma) de Sidarta encontram-se resumidos nas “quatro verdades nobres”. São elas:

A realidade do sofrimento. Todo sofrimento humano é resultado do carma passado. As ações de uma pessoa determinarão o ciclo de reencarnações pela qual ela terá de passar até chegar ao nirvana.

A causa do sofrimento. A causa do sofrimento é o desejo: gratificação, o desejo da existência e também o desejo da não-existência.

O fim do sofrimento. O sofrimento pode e deve ser totalmente eliminado. O objetivo central do budismo é dar ao homem a eterna libertação do sofrimento por meio da libertação de todo o desejo, o que equivale a ser liberto do ciclo interminável de reencarnações e entrar no bem-aventurado estado do nirvana.

O caminho para a eliminação do sofrimento. Trata-se de oito passos básicos destinados a suprimir o desejo e, desta maneira, abrir o caminho para a iluminação, conhecido como “os oito caminhos nobres”. Os caminhos estão divididos em três categorias. Vejamos. Moralidade: palavras, ações e vida corretas. Concentração: sabedoria, esforço e pensamento corretos. Visão (ou compreensão) correta e aspirações corretas.

Estas doutrinas têm sido compreendidas e proclamadas principalmente por três grandes escolas de filosofia budista, a Hinayana, a Mahayana e a Vajrayana.

O pequeno veículo

O Hinayana é a forma mais remota dessa religião. Forma que também é conhecida como Theravada, cujo significado é “pequeno veículo”, uma expressão que explica o fato de só os monges terem acesso a esta corrente, possuindo maior expressividade nos países do sul da Ásia, como Sri Lanka, Mianmar, Camboja, Laos e Tailândia. Seus seguidores acreditam que a única forma de se alcançar o nirvana (estado de ausência total de sofrimento) é detendo a paz e a plenitude que a pessoa obtém por meio de uma evasão de si mesma na expansão da sabedoria, além de resignar-se a um estilo de vida dentro de uma ordem monástica.

A sociedade dos monges está dividida em duas partes, cada qual para o respectivo sexo. Seus componentes seguem uma rotina bastante sistemática: levantam-se cedo, buscam a esmola antes do meio-dia e, num ato contínuo, realizam a única refeição diária. À tarde, entregam-se à meditação e ao repouso até a hora estabelecida para a leitura das escrituras, durante a reunião pública.

A noite é reservada para o banho purificador, seguido por um longo período de diálogo que se desenrola entre grupos de dois ou mais irmãos da casta monástica. Além do costumeiro jejum praticado entre os monges e monjas, há uma reunião para a celebração do uposatha (observância), ritual que se constitui em um retiro de rigorosos jejuns realizado a cada quarto de Lua.

O grande veículo

Trata-se do budismo Mahayana. Esta vertente do budismo surgiu no século 2 a.C. e, no sânscrito, é traduzida por “grande veículo”, por permitir que um grande número de pessoas alcance a salvação.

O Mahayana define que (ainda que a aspiração final do ser humano seja o nirvana) o sábio (conhecido como bodhisattva ou futuro Buda) tem o poder e o dever de adiar sua morte e libertação do sâmsara para dedicar-se a ensinar aos seus semelhantes os meios para se chegar ao nirvana, e isso por meio de atitude prioritária de compaixão para com os demais seres humanos.

Duas correntes budistas se projetam com destaque dentro desta filosofia bastante conhecida no Ocidente: o budismo tibetano e o zen-budismo.

O budismo tibetano despontou no final do século 8, depois da fusão das tradições que derivavam do budismo e do hinduísmo, quando passou a ser reconhecido como a primitiva religião do Tibete. É nesta ramificação budista que se encontra o representante de uma famosa ordem monástica, o chefe espiritual dalai-lama, considerado um bodhisattva.

Já o zen-budismo nasceu no século 6, na China, onde foi introduzido pelo mestre indiano Bodhidarma. Difundiu-se, principalmente, no Japão, a partir do final século 12, e passou a influenciar a cultura e as artes marciais e, acima de tudo, o modo de pensar do povo japonês. Está alicerçado no exercício da meditação e na prática da postura e da respiração como meios de se atingir os ápices desejados e confere muito mais ênfase a esta nuança da seita do que aos exercícios teóricos e aos estudos das escrituras. Os praticantes desta modalidade do budismo acreditam que o corpo é dotado de sabedoria própria e que tal sabedoria deve ser empregada para fins de ordenamento da vida cotidiana.

O zen-budismo tem como base os chamados sutras que, na literatura da Índia, são tratados nos quais se reúnem, sob a forma de breves aforismos, as regras do rito, da moral e da vida cotidiana. Os sutras do rito Mahayana são quatro: o da sabedoria, o da flor de lótus, o do lótus sublime e o do Buda Amina.

O veículo do diamante

Trata-se do budismo Vajrayana, traduzido também por “veículo do diamante”. É a corrente menos difundida, porém, a que mais aponta diversidade com as origens do budismo, perseverando em aspectos que mereceram apenas a crítica de Buda, ou seja, o ritualismo, a mística e a magia. Reclamou espaço como corrente budista no século 6, propagando-se posteriormente pela Mongólia e Tibete, onde é conhecido como Lamanismo, uma vez que reconhece a autoridade tanto política quanto religiosa do dalai-lama, personalidade máxima no budismo tibetano.

O budismo hoje

Embora os preceitos budistas não tenham a pretensão de possuir uma validade absoluta, contempla-se entre seus adeptos um ardor missionário bastante expressivo. Esta filosofia propaga o próprio desejo de Buda, de que seu conhecimento seja transmitido ao mundo e não restrito a um grupo específico no meio budista. Após a morte de Buda, o grupo religioso passou a se alastrar em regiões muito além de suas origens. Apresentando um discurso que versa sobre a libertação de todos os homens, o budismo hoje possui um número de seguidores equiparável ao número de evangélicos, conquistando a simpatia de inúmeras pessoas no Ocidente.

A simbologia da flor de lótus

“As portas da iluminação se abrirão para todos, indiscriminadamente, com uma única condição: a fé e a compaixão”. Fé como sentimento que nos une por meio da essência; e compaixão como atividade que nos une por meio da prática e vivificação desta essência. Este é um fragmento do sutra de lótus, muito reverenciado entre os mais de oitenta mil ensinamentos atribuídos a Buda.

A flor de lótus é sagrada no budismo. É a responsável por conferir designação à posição mais tradicional para a prática de meditação budista. A planta desabrocha em mangues, mas sem que sua flor seja maculada com as impurezas do local. Os budistas entendem como local impuro o mundo em que vivemos e a flor de lótus, a prática transformadora na fé e na compaixão, em sintonia com Buda. Assim essa flor jamais se manchará. É importante salientar que esta flor possui a característica de desabrochar com a semente do próximo fruto. Logo, se perpetua, assim como deve se perpetuar e gerar frutos as práticas dos budistas.


O budinha

Quem nunca viu a imagem carismática do budinha japonês, barrigudo e baixinho, sentado na posição de lótus? Muito comum em nosso país, essa silhueta de Buda é completamente equivocada. Sidarta Gautama era hindu e nunca teve estas características, antes, diz-se que chegou a emagrecer até a ponto de ficar em “pele e osso” por se dedicar a práticas austeras.

A crendice popular prega que o ato de deixar a imagem do budinha de costas para a porta é capaz de impedir que os males entrem em casa. É muito freqüente também o depósito de moedas à sua volta, como uma espécie de oferenda.

Entretanto, essa imagem não surgiu do imaginário popular. O budinha realmente existiu. A verdadeira identidade do budinha é Hotei ou Hotei-san. Era um monge zen chinês peregrino que possuía exatamente os traços anatômicos aqui destacados.

Devido à sua aparência farta, artisticamente foi integrado em muitas obras artísticas e poesias. Não há dados precisos acerca de quando e porquê ele passou a figurar entre os santinhos da sorte. Hotei-san faleceu em 916 d.C.

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