terça-feira, 7 de julho de 2009

Falun Gong - A seita que abalou o comunismo na China

Existe uma seita chamada Falun Gong na Chinade aproximadamente 100 mil seguidores, foi classificada pelo governo da China como uma organização ilegal e demoníaca.

Mas, afinal, o que é a Falun Gong? Quem é o seu líder?
O que ela ensina? Por que essa seita incomoda tanto o governo comunista chinês?

As perguntas podem até parecer simples, mas as respostas, não.

A Falun Gong – ou Falun Dafa - (fa significa lei ou princípio; lun, roda; e gong denota energia para cultivação) surgiu em 1992, na China. Seu fundador, Li Hongzhi, que vive nos EUA, ensina uma vida regrada e a prática de exercícios de meditação e respiração todas as manhãs, cujo objetivo é expandir a consciência.


Para aqueles que seguem seu regime de exercícios e seus padrões morais, a Falun Gong é meramente um meio de atingir a boa condição física e a melhoria pessoal.

Uma de suas seguidoras, Caroline Lam, declarou a um repórter: Não adoramos ninguém. Não temos nenhum ritual. Todos têm a liberdade de entrar e sair, e não temos uma organização propriamente dita1. Para Lam e os demais membros da seita que se reúnem periodicamente para a prática dos cinco exercícios receitados (nos quais estão incluídos os movimentos lentos e controlados e as técnicas de respiração), o motivo de seguirem o Falun Gong é o alívio da tensão e os benefícios à saúde que alcançam.

Li Hongzhi disse: Somos membros comuns da sociedade... Só que nos levantamos cedo para realizar os nossos exercícios. Somos um movimento em massa popular para a realização de exercícios2.

Não obstante, seria um engano definir a Falun Gong como um simples culto à saúde e à boa forma.

A filosofia por trás de seus exercícios e código moral tem um significado mais profundo. Supostamente arraigada nas doutrinas budistas e taoístas, a seita Falun Gong alega ser uma Lei Budista, mas não é propriamente budista. Segundo afirma, está mais estreitamente vinculada à antiga prática chinesa qigong (uma forma do taoísmo voltada à disciplina pessoal: moralidade, meditação e exercícios de respiração) para obter energia espiritual e/ou força vital.

De acordo com Li Hongzhi, os benefícios da Falun Gong são variados. Entre eles, inverter o processo de envelhecimento e receber a cura de enfermidades crônicas e capacidades supranormais, como, por exemplo, ver através da matéria com um terceiro olho3.

O líder do movimentoLi Hongzhi nasceu em 1951, em Changchun, na província de Jilin, nordeste da China. Consta que ele estudou qigong desde os quatro anos de idade, nas montanhas da China, sendo aluno dos mestres da antiga tradição chinesa até desenvolver seu próprio tipo de qigong. Li disse que foi escolhido por seus mentores para receber os princípios daquilo que veio a ser a ideologia da Falun Gong. Atualmente reside em Manhattan e vive dos direitos autorais de seus livros 4.


Por suas alegações, seus ensinos e modos de agir têm relevância incomparável. Ele diz, ainda, que sua autoridade espiritual é superior à de Maomé, Buda e Jesus que, segundo Li, também era um Buda. Li diz também que um ser supremo o comissionou para vir à terra e salvar a humanidade da corrupção moral e dos males tecnológicos da ciência.

Aproveitando-se de um renovado interesse pelo qigong durante este último quarto de século, especialmente entre os universitários e os desempregados, Li lançou o Falun Gong, que rapidamente cresceu para se tornar num movimento de grande porte.

Os seguidores de Li consideram seus escritos sagrados, sobretudo seu texto principal, o Zhuan Falun (Girando a Roda da Lei), publicado em 1994. É uma compilação dos ensinos de Li para orientar o cultivo dos indivíduos na verdade do cosmos 5.
Uma propaganda da prática Falun Dafa alega: O praticante genuíno receberá ganho natural sem por ele ansiar. Toda a energia para ser cultivada, e toda a Lei, estão no Livro, e a pessoa as obterá de modo natural ao ler toda a Grande Lei... Não importa quantos livros de escrituras forem publicados, todos servem de material para ajudar no Zhuan Falun. É somente Zhuan Falun que está orientando de modo geral esse cultivo.6

Posto que os ensinos de Li supostamente levam à melhoria da saúde e ao rejuvenescimento, os remédios são apenas para aqueles que não crêem de modo apropriado. O atendimento médico é proibido entre os seguidores de Li, que alega na “cara dura” que eles podem ter a saúde restaurada mediante a leitura de seus livros.

A prática do Falun Gong, segundo alegam seus adeptos, possui poder de alisar as rugas, devolver a cor original aos cabelos brancos, restaurar os ciclos menstruais às mulheres depois da menopausa e curar a tuberculose. Suas doenças serão eliminadas diretamente por mim, escreve Li 7.


Li afirma que possui o poder de implantar nos seus seguidores o falun, ou roda da lei. À medida que seguem seus exercícios e se submergem em seus ensinos e meditam neles, conseguem fazer uma ligação direta com o poder da força vital, purificar seu espírito do carma maligno que tanto prevalece no mundo e desencadear seu potencial para um novo tipo de energia.



Li, num tom autoritário e exclusivista, declara de si mesmo: No que diz respeito ao seu cultivo, você precisa de um mestre que o proteja e se importe com você 8.

O fundador da Falun Gong entende que o mundo moderno, com sua decadência moral – lado a lado com os males da ciência – está caminhando para a desgraça total, exceto aqueles que confiam nas doutrinas dessa seita para a salvação. Referindo-se à destruição vindoura, escreve: O universo em que agora vivemos é uma entidade reconstruída depois de nove explosões catastróficas. O planeta onde habitamos já passou muitas vezes por destruição 9.

Li alega ter sido enviado para salvar a humanidade da sua triste situação. Somente ele conhece a verdade do cosmos e o que o futuro nos reserva. Somente por meio da iluminação recebida por ele é que poderemos escapar da calamidade: O futuro parece sombrio, a não ser para aqueles que se purificam com o Falun Gong e se esforçam para alcançar um plano superior 10.

Segundo a opinião de Li, as raças não devem ser misturadas entre si. Crianças de raça mista, nota ele, são sintoma do declínio da sociedade. Cada raça tem sua própria biosfera específica, e sempre que nascem crianças de um relacionamento entre raças diferentes elas são pessoas defeituosas. E argumenta, ainda, que o próprio céu está segregado: Qualquer pessoa que não pertencer à sua respectiva raça não receberá cuidados. Não sou apenas eu quem diz isso. É a pura verdade. Estou revelando a vocês o segredo do céu11.

As práticas de LiA filosofia e doutrina de Li, e suas instruções para os exercícios, são gravadas e acompanhadas com música de fundo. E contêm referências, repetidas muitas vezes, a deidades budistas obscuras, e também um ritual prolongado, no qual os alunos movimentam uma “roda da lei” pelo seu corpo inteiro. O propósito... é conseguir que essa roda, com seus supostos poderes terapêuticos, passe a habitar no abdome da pessoa 12.

Uma vez que a pessoa começa a assimilar os ensinos e a ideologia dessa seita, são induzidas a apelos mais profundos e mais esotéricos ao melhoramento pessoal.
Os mais avançados no programa testificam que a Falun Gong permite à pessoa:

• Abrir todos os canais de energia no corpo;
• Conseguir a sabedoria e a aumentar o seu nível de energia;
• Misturar e trocar entre si as energias tanto do cosmos quanto do corpo humano, a fim de purificar-se rapidamente;• Circular energia, sem atritos, pelo corpo inteiro;
• Conseguir uma mente lúcida e pura, a fim de fortalecer os poderes sobrenaturais e aumentar a potência da energia 13.

A pessoa, ao se convencer da eficácia da Falun Gong no primeiro nível, se dispõe a passar para o nível seguinte e buscar as doutrinas que há por trás dos exercícios. Então, ela precisa dar o que parece ser um grande salto de fé.
Visto que os devotos verdadeiros dessa seita não podem, em nenhuma hipótese, procurar tratamento médico, mesmo quando muito doentes, sua única linha vital de sobrevivência é a fé que mantêm em Li. Infelizmente, para alguns, isso não foi suficiente.

Os seguidores são proibidos de consultar os médicos em casos de doença, diz uma reportagem na Inside China (Dentro da China), citando um pesquisador da Academia Chinesa de Ciências: Como resultado, alguns já morreram, ao passo que outros enlouqueceram com a prática de qigong 14.

A maioria dos seguidores da Falun Gong desconsidera semelhantes relatos, dizendo serem falsos ou exagerados. Existem, na realidade, dezenas de milhares de pessoas que concordariam com um dos líderes do movimento quando disse: Essa é a prática mais real que já descobri. É o que andava procurando durante a minha vida inteira15.

Por que essa seita incomoda tanto o governo comunista chinês?

De acordo com a opinião do governo chinês, vários fatores fazem da Falun Gong uma ameaça real:

1. O número de chineses que praticam os ensinos de Li Hongzhi possivelmente seja maior do que a afiliação total do Partido Comunista Chinês;

2. Alguns dos adeptos da Falun Gong são comunistas portadores de carteira, até mesmo generais dentro do exército chinês;

3. Os membros arrolados na Falun Gong incluem também milhares de
pessoas no Ocidente, e Li reside com sua família em Manhattan (o governo chinês considera suspeitos semelhantes contatos fora da China);


4. Os ensinos espirituais de Li são certamente incompatíveis com a doutrina atéia do comunismo chinês;


5. As demonstrações em massa, cada vez mais numerosas, realizadas pelos líderes da Falun Gong têm subvertido a ordem social e forçado confrontações com o governo;


6. O fato de a Falun Gong brotar da esperança do melhoramento pessoal e da felicidade do crescente número de seus adeptos, que saem do partido comunista chinês, demonstra que o comunismo foi um fracasso;

7. A ascensão da Falun Gong relembra os movimentos espirituais do passado, que pareciam inócuos, mas que, de repente, cresceram e se transformaram em forças políticas poderosas que acabaram derrubando as dinastias existentes.


Sabemos da tradicional intolerância do governo comunista chinês, porém, alguma coisa está terrivelmente errada na doutrina de Li.


Infelizmente, inúmeras pessoas têm flertado com várias disciplinas espirituais de diferentes tradições religiosas e, não demora muito, se cansam de uma delas e passam adiante para algo novo, mas sempre mantendo a crença de que todas as religiões ensinam, basicamente, as mesmas verdades. Para um número sempre crescente de pessoas, a Falun Gong é a moda passageira espiritual da atualidade.

Tais pessoas estão conscientes de que Li insiste no fato de que somente a obediência fiel aos seus ensinamentos trará a verdadeira iluminação e salvação a quem procura a verdade ulterior. Li enfatiza o caráter distintivo da sua doutrina quando declara: Falun Dafa é totalmente um dos modos tradicionais da cultivação [religião] na teoria, e da teoria de alquimia interna em vários sistemas e escolas16. Os praticantes da seita Falun Dafa são obrigados a obedecer à primeira regra de Li Hongzhi: Ninguém pode propagar outras religiões em nome da prática do Falun Dafa.17

Para os ecléticos que seguem elementos selecionados de várias tradições religiosas, os ensinos dogmáticos de Li devem ser desconcertantes. Mesmo assim, a publicidade da Falun Gong não é realmente diferente das bandeiras agitadas em público ao longo do desfile dos movimentos religiosos que têm aparecido em nossa sociedade nos últimos anos prometendo boa saúde e enriquecimento mental.

Todavia, as promessas dessas religiões servem apenas para mascarar sua asseveração esotérica de que elas são o único caminho para a verdade ulterior. Isso fica mais aparente na religião de Li Hongzhi.

Embora os adeptos da Falun Gong digam às pessoas que as doutrinas de seu fundador são exatamente o que o médico receitou, na realidade a receita de Li consiste de pílulas amargas que a maioria das pessoas tem de engolir.


Aversão à medicina moderna e falta de amor

A última das treze exigências básicas e assuntos de atenção para a prática da Falun Gong contém algumas palavras sinistras da parte de Li: Se algumas cenas aterrorizadoras interferirem com você, ou se você se sentir ameaçado, é só dizer, de si para si: estou protegido por meu mestre. Não tenho medo de nada. Você pode entoar o nome do mestre Li, e continuar com a sua prática 18.

Embora a intenção dessa declaração seja garantir aos praticantes da Falun Gong que eles receberão a proteção do mestre Li enquanto praticarem os exercícios por ele receitados, ela revela duas realidades a respeito de Li e de sua disciplina espiritual. Primeiro: o contato com os espíritos é uma possibilidade quando alguém pratica tais exercícios.

Em segundo lugar, do ponto de vista cristão fica claro que o próprio Li tem alguma conexão com o âmbito das trevas. Se as pessoas em geral devem ficar aflitas com os ensinos de Li, os cristãos, por sua vez, devem ficar ainda mais atentos com a natureza ocultista relacionada a esses exercícios (1Tm 4.1-2).

Conforme vimos, muitos críticos da Falun Gong ressaltam a aversão que Li tem à medicina moderna, aversão esta que, segundo declaram, tem levado à morte ou à loucura muitos adeptos dessa seita.

Os cristãos devem se preocupar não somente com essa crença alarmante, mas também com a doutrina de Li a respeito do poder sobrenatural que supostamente dissipa todas as enfermidades físicas. A pessoa recebe esse poder quando Li abre o Olho Celestial do praticante, ou seja: o canal principal... localizado entre o ponto de encontro das sobrancelhas e o corpo pineal. Usualmente, vemos com nossos olhos físicos. São esses mesmos dois olhos que servem como anteparo e bloqueiam a nossa passagem para outros espaços e, com isso, conseguimos ver apenas o que existe no nosso mundo físico.

Abrir o ‘Olho Celestial’ nos capacita ver sem empregarmos os dois olhos. Depois de alcançarmos um nível muito alto de cultivação, obtemos um ‘Olho Verdadeiro’... eu lhe abrirei os seus ‘Olhos Celestiais’ diretamente para a dimensão da ‘Visão do Olho da Sabedoria’. Realmente, estou aqui para abrir o ‘Olho Celestial’ em grande escala 19.

Aqueles que estão familiarizados com o ocultismo da Nova Era notarão a semelhança entre o ‘Olho Celestial’ e o ‘Terceiro Olho’. Os dois movimentos prometem aos fiéis genuínos que eles receberão conhecimentos esotéricos e poderes ocultos.

O apóstolo Paulo, no entanto, afirma que somente Cristo fornece poder e sabedoria verdadeira: Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus (1Co 1.24).

Diz Li: Eu, de modo especial, transmito o ‘Grande Caminho da Cultivação Budista’, para o qual fui despertado durante eras inumeráveis do passado20. A respeito dos falsos mestres nos seus dias, declarou Paulo: Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados (2 Tm 3.13).

Enquanto Li Hongzhi desdenha o nosso mundo, considerando-o lixo do universo, onde toda a corrupção é depositada, Jesus Cristo, em sua compaixão, foi compelido a abraçar os sofrimentos deste mundo caído. E não só isso.

O Filho de Deus morreu miseravelmente numa cruz para nos reconciliar com o Criador. Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus (1Pe 3.18).

Deus amou as pessoas que habitam na lixeira do universo, e por elas morreu: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

É o tipo de amor que, indiscutivelmente, está ausente nos ensinos de Li Hongzhi.


Notas:
1. Stephen Hutchson: The Man China Fears Most, Sydney Morning Herald, 7 de maio de 1999.
2. Ibid.
3. O Poder da ‘Força´, Newsweek: Edição Internacional, 10 de maio de 1999.
4. Seita Chinesa Atrai Muitos Seguidores, USA Today, 26 de abril de 1999.
5. Kai Strittmatter: Como o Mestre Li Canaliza a Energia Cósmica,German Scientology News (tradução), 27 de abril de 1999.
6. Comece a Aprender Falun Dafa, Web-site de Falun Dafa
7. Faison.
8. Andreas Landwehr: Serviço de Informações da China Surpreendido por Protesto Grosseiro de Seita, 26 de abril de 1999.
9. Don Lattin: Reavivamento Espiritual: Falun Gong Cresce em Popularidade nos EUA e na China, San Francisco Chronicle,
10 de maio de 1999, sec. A.10. German Scientology News, reportagem sobre O Grande Caminho da Perfeição de Li, citada em Strittmatter.
11. Ibid.
12. Elisabeth Rosenthal: Enquanto o Movimento Místico se Reúne, o Governo da China se Preocupa, The New York Times, 29 de junho de 1999.
13. Lattin.
14. Autoridades Advertem Seita para não ser Ameaça à ‘Estabilidade Social,’ Inside China, 29 de abril de 1999.
15. Lattin.16. Li Honzhi: Características Distintivas do Sistema de Prática, Grande Caminho da Perfeição da Lei de Buda Falun, 1997.
17. Ibid., Apêndice IV.
18. Li Hongzhi, China Falun Gong, ed. rev. (1998, versão em inglês).
19. Li Hongzhi: Olho Celestial, China Falun Gong.20. Li Hongzhi: Características Distintivas do Sistema de Prática.Grande Caminho da Perfeição da Lei de Buda Falun.(Matéria publicada originalmente no Christian Research Journal do ICP dos Estados Unidos com o título: Falun Gong The World Is Wathing… & Joining. Escrita por Christine Dallman e Isamu Yamamoto e adaptada pelo ICP do Brasil, a tradução é de Gordon Chown).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Igreja britânica vai oferecer hóstia pelo correio

Bispo da Igreja Episcopal espera que demanda por website chegue a milhares. Uma igreja episcopal independente na Grã-Bretanha deve oferecer, a partir do próximo dia 14, hóstias pela internet.

O novo serviço, da Open Episcopal Church, chamado "Host in the Post", deve atender não apenas às pessoas que não podem comparecer à missa por idade avançada ou problemas de saúde, como também às que acabaram se distanciando da religião.

O bispo Jonathan Blake disse: "A ideia de que elas (as pessoas) têm que ir a lugares para orar é algo que os pais tinham (...) Estamos levando a igreja a lugares onde ela não esteve antes."

Embora a hóstia pré-consagrada seja oferecida de graça, quem fizer o pedido tem que pagar embalagem e tarifa do correio. O serviço custa em torno de duas libras esterlinas (o equivalente a cerca de R$ 6). Quem quiser 500 hóstias de uma vez terá de desembolsar cerca de dez libras (o equivalente a cerca de R$ 30).
Blake disse que alguns críticos da iniciativa alegaram que a hóstia pode acabar nas mãos de ateus e satanistas, que podem usá-las para rituais impróprios, mas ele destacou que não está preocupado com isso.
"Jesus não fez essa distinção", afirmou. "Ele se doou a cada um e a todos. Não faz diferença, o corpo de Cristo é redentor."
O sacerdote disse que embora o serviço ainda não tenha começado, "milhares de pessoas manifestaram algum interesse" em usá-lo.
Fonte: BBC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Menina de 12 anos é sequestrada e forçada a se converter ao islamismo

Uma cristã, mãe de uma menina de 12 anos que foi sequestrada, coagida a se converter ao islamismo e obrigada a se casar com um muçulmano de 37 anos, espera recuperar sua filha em uma audiência. A reação das autoridades paquistanesas em relação às denúncias de Sajida Masih – de deboche, dizendo que não há nada que ela possa fazer porque sua filha é uma muçulmana agora – mina a esperança dela recuperar sua filha, Huma. Sajida conta que Muhammad Imran sequestrou Huma a mão armada no dia 23 de fevereiro, e a forçou a se converter ao islamismo e a se casar com ele. Desde então, Imran desapareceu com sua primeira esposa, seus três filhos e com sua nova esposa de apenas 12 anos.

Sajida, que trabalhava na mesma fazenda de Imran, conta que o sequestro aconteceu no dia do casamento de seu filho. A mulher disse que quando mandou a menina ir, com a tia, ver se o carro que as levaria para a cerimônia havia chegado, Imran – que havia ajudado nos preparativos do casamento – estava esperando pela menina e falou para ela subir na garupa de sua moto.Huma não entendeu o que estava acontecendo, segurou a mão de sua tia com força, e disse que não iria.O advogado de Sajida, que pediu anonimato por questões de segurança, disse que Imran sacou uma pistola e falou para Huma que atiraria nela e em seus pais se ela não o obedecesse; o homem também apontou a arma para a tia da menina e disse que a mataria também. Huma, então, subiu em sua garupa e nunca mais foi vista por sua família.

Sajida foi direto falar com Khan Buhadur, dono da fazenda onde ela e Imran trabalhavam, que disse para que ela terminasse o casamento de seu filho e fosse vê-lo à noite. O advogado da cristã disse que quando ela e os parentes procuraram Khan após a cerimônia, ele disse apenas que Imran havia fugido com sua família e a menina, e que não sabia dizer o paradeiro deles.Suspeitando que o dono da fazenda estivesse envolvido com o sequestro, Sajida foi até a delegacia de polícia em Gujranwala. Primeiro os policiais debocharam dela, conta o advogado, e depois disseram que era para ela voltar e falar com Khan porque “somente ele poderia fazer alguma coisa”. Por muitos dias, os policiais e Khan fizeram com que ela ficasse indo e vindo sem resolver nada.

Incapaz de fazer com que a polícia registrasse a queixa, Sajida procurou um advogado e levou uma petição para a delegacia. Os policiais jogaram a petição na lixeira.Três dias após o sequestro, a polícia finalmente registrou uma queixa no dia 26 de fevereiro – mas mudou a idade da menina sequestrada de 12 para 16 anos. Depois, o investigador Niaz Khan disse a Sajida que a queixa era inútil porque ela era muito pobre para contratar um advogado e que deveria tentar um acordo extrajudicial com Imran – e deu a entender que sabia do paradeiro da menina.

Um amigo de Imran identificado apenas como Javed contou para a família Masih que Huma havia se convertido ao islamismo e casado com o homem, que já era pai de três crianças. Javed ainda disse a polícia não faria nada porque Imran havia pagado 620 dólares à família da menina.O advogado conta que logo após receber notícias da menina, a família recebeu uma notificação do tribunal, comunicando que Imran havia entrado com um pedido de anulação da queixa pelo sequestro de Huma, argumentando que ela era uma adulta e havia se convertido ao islamismo e se casado com ele por vontade própria.

De acordo com a certidão de nascimento de Huma, arquivada na Igreja Católica de São José em Gujranwala, a menina nasceu no dia 22 de outubro de 1996. O advogado disse que Imran falsificou uma certidão dizendo que a ela nasceu em 23 de dezembro de 1990, o que a faria ter 18 anos. A idade legal para casamento no Paquistão é de 16 anos.Só depois de receber a notificação do tribunal foi que Sajida entrou em contato com o advogado que toma conta do caso e que é pago pelo Centro Americano de Lei e Justiça.

Uma audiência foi marcada no dia 6 de maio, mas por causa da mudança de um juiz, ela foi adiada para junho. A família e o advogado não quiseram esperar e foram com um oficial de justiça até a fábrica de Khan Buhadur em Gujranwala no dia 14 de maio, na esperança de reencontrar a menina, mas o homem não quis cooperar.Buhadur está cobrando de Sajida uma dívida de 1.240 dólares, que a mulher supostamente pedira emprestado, mas a cobrança só foi feita depois do sequestro de Huma – o advogado acredita que a cobrança é na verdade uma tentativa de extorquir dinheiro em troca de informações sobre o paradeiro da menina. Khan relaxou a cobrança depois da visita do oficial e dos esforços do advogado.

Em uma reunião de moradores no dia 16 de maio, Khan disse que Imran devia dinheiro a ele e que por isso informaria aos policiais o paradeiro da menina, se soubesse de alguma coisa.Outro proprietário de terra, Karamat Ali Saroyya, mandou chamar Sajida e disse que Huma estava em Muridke, próximo a Lahore, mas quando a mulher e seu advogado foram até a polícia de Muridke, não conseguiram achar a menina.Depois disso, Karamat exigiu que Sajida trabalhasse durante um ano em seu campo para conseguir sua filha de volta.

O advogado da família Masih e outros representantes legais disseram que a polícia e os funcionários da prefeitura que lidam com as certidões de nascimento e óbito, têm sido relutantes em ajudá-los, pois dizem que Huma se converteu ao islamismo e não há motivos para devolver a menina aos pais não-muçulmanos.

Fonte: Portas Abertas

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mordomias comprometem o caixa da Igreja do Rio

Gastança descoberta pela Arquidiocese afeta fonte de renda da instituição. A crise na Igreja do Rio ganhou novo capítulo: o novo ecônomo da Arquidiocese, monsenhor Abílio Ferreira da Nova, fez ontem, em entrevista a O DIA, série de críticas ao seu antecessor, o padre Edvino Steckel. Segundo o religioso, em abril Edvino gastou boa parte dos R$ 5,150 milhões que a prefeitura depositara, em 31 de março, na conta da Arquidiocese como pagamento de uma ação judicial.

Apenas R$ 2 milhões ficaram no caixa.


Responsável pela administração dos bens da Arquidiocese, monsenhor Abílio disse que o dinheiro foi mal-empregado na compra de bens desnecessários e no pagamento de dívidas que ele desconhecia. “O dinheiro sumiu”, afirmou.


A verba seria usada na reforma de um prédio no Centro cujo aluguel das salas é a principal fonte de renda da Igreja do Rio.


Semana passada, padre Edvino foi obrigado a renunciar ao cargo de ecônomo depois que um jornal carioca revelou a compra, pela Arquidiocese, de um apartamento de luxo que serviria de residência no Rio para Dom Eusébio Scheid, arcebispo emérito (aposentado). Dom Eusébio foi o responsável pela nomeação de Edvino para o cargo, no ano passado. O novo arcebispo, Dom Orani João Tempesta, desconhecia a compra do imóvel.


Monsenhor Abílio anunciou também a recontratação da maior parte dos 67 funcionários demitidos na gestão de D. Eusébio e a volta, para a sede da Arquidiocese, das comissões pastorais que foram despejadas — entre elas, a dos refugiados, a de favelas, a do trabalho e a do menor. Segundo ele, o apartamento comprado em dezembro para D. Eusébio por R$ 2,2 milhões deverá ser vendido. O problema é que o interior do imóvel foi destruído para uma reforma inacabada.
“Hoje, o apartamento vale muito menos”, lamentou.


As mudanças implementadas por monsenhor Abílio incluem o fim de algumas marcas da gestão de padre Edvino, um homem de 42 anos que não esconde hábitos sofisticados e apreço pelo luxo.

Ex-vigário episcopal para a administração dos bens da Arquidiocese, monsenhor Abílio levou um susto ao voltar à antiga sala, então ocupada por Edvino. O local tinha sido reformado e ganhou um revestimento à prova de som que inclui portas de madeira maciça com 5 cm de espessura.


A sala ganhou teto de gesso, nova iluminação e móveis arrojados e caros. Foram comprados dois sofás e duas poltronas da loja Forma, de Ipanema. O jornal apurou que os sofás, de couro, com enchimento de penas de ganso, custam R$ 21.300 e R$ 17.200. O preço de cada uma das poltronas é R$ 6.800. Monsenhor Abílio preferiu usar sua antiga mesa e dispensou uma nova, comprada por Edvino. Levou também para a sala imagens de santos e de Jesus Cristo. “Não havia imagens aqui”, disse.


O novo ecônomo também determinou a devolução, por Edvino, do carro importado que ele usava, um Jetta. Um modelo novo custa R$ 85.674. “A Igreja não é feita de anjos, mas de homens”, lamentou o monsenhor. Padre Edvino não foi encontrado pela reportagem.

Missas não terão mais anúncios de cartão

Monsenhor Abílio também decidiu que os roteiros de missas não vão mais publicar anúncios do cartão de crédito criado na gestão de Dom Eusébio. Segundo ele, o contrato de publicação vencerá em setembro e não será renovado.


Lançado em dezembro de 2006, o cartão foi anunciado como uma forma de arrecadar recursos para obras sociais da Igreja. O cartão, porém, não é vinculado à Arquidiocese, mas à Associação de Solidariedade Justiça e Paz (ASJP), entidade fundada em junho de 2006 por Dom Eusébio e padre Edvino.


Seu estatuto não previa o apoio específico a projetos da Arquidiocese. Mesmo assim, a sede da entidade ficava na própria Arquidiocese. A ASJP lançou também um fundo de investimento.


Em setembro de 2008, o jornal revelou que o estatuto da ASJP previa que Dom Eusébio e padre Edvino seriam, respectivamente, presidente e diretor-geral vitalícios da entidade.
Apreço pelo luxo, por vinhos e boas roupas Carioca, Padre Edvino Alexandre Steckel, 42 anos, teve uma carreira meteórica ao lado de Dom Eusébio.


Doutor em História Eclesiástica, passou a ser visto como o homem que modernizaria a administração da Igreja do Rio. Chegou a encomendar à Fundação Getúlio Vargas (FGV) uma proposta para melhorar a gestão da Arquidiocese. Edvino mora em um apartamento na Lagoa onde recebia muitos políticos: há quatro anos, organizou a ida de 19 vereadores a Roma.


Já foi homenageado pela Assembleia Legislativa e pela Câmara Municipal. Apreciador de vinhos, costumava encomendar camisas ao alfaiate que faz os fardões da Academia Brasileira de Letras.


Com as mudanças, auxiliares de Edvino foram afastados e ele também perdeu seu cargo de direção na Rádio Catedral.


POR DENTRO DO COFRE


ESTUDO DA FGV

Monsenhor Abílio disse que quer conhecer a proposta de modernização da administração da Arquidiocese encomendado à FGV, mas afirma discordar da ideia de se administrar a Igreja como uma empresa.


IGREJA NÃO É EMPRESA

“Isso aqui não é empresa, não produz nada. É uma entidade para divulgar o Evangelho e ajudar os pobres”, afirmou o ecônomo.


VOLTAR ATRÁS

De acordo com monsenhor Abílio, a intenção das reformas era boa. “Mas eles se perderam, temos que voltar atrás. Isso tudo enxovalha todo um trabalho que se faz em favor dos humildes, dos pobres.”

FONTES DE RECEITA

Ele diz que a Arquidiocese vive, principalmente, de aluguéis e dos dízimos, doações e esmolas de seus fiéis.


FUNCIONÁRIOS

Segundo o ecônomo, a Arquidiocese tem pouco mais de 200 funcionários e uma folha de pagamento de R$ 400 mil.

Font: Dia

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cientologia é julgada por fraude e pode ser banida na França

Começa em Paris o julgamento da Igreja da Cientologia, acusada de estelionato e formação de quadrilha. Sete de seus membros também serão julgados por exercício ilegal de atividades farmacêuticas.

No centro do caso estão acusações feitas por uma mulher que diz ter sido pressionada a pagar grandes somas de dinheiro por um teste de personalidade oferecido gratuitamente. A organização é vista pelas autoridades francesas como seita.

No caso de uma condenação, a cientologia corre o risco de ser banida do país.

Esta é a primeira vez que duas pessoas jurídicas, a associação espiritual da Igreja da Cientologia Celebrity Centre, a principal estrutura da organização, situada em Paris, e também a sociedade anônima SEL, livraria que pertence à cientologia, integram o banco dos réus. Até o momento, apenas alguns de seus membros haviam sido processados pela Justiça.


Eletrômetro

A seita é suspeita de obrigar seus adeptos a comprar apostilas, livros, vitaminas e equipamentos como o "eletrômetro", que custa 5 mil euros (cerca de R$ 14 mil), apresentado como "um instrumento importante para os cursos".

Segundo o juiz que instruiu o processo, o "electrômetro" só visa "dar uma aparência científica aos testes". Já as vitaminas, diz o juiz, têm efeitos nocivos e teriam o objetivo de "deixar as pessoas em um estado de cansaço profundo, que levam a uma exclusão progressiva do círculo social".

O advogado das vítimas que se dizem lesadas financeiramente pela organização, Olivier Morice, afirma que a Cientologia é "uma grande empresa destinada a fraudar as pessoas para dilapidar suas fortunas".

Ele estima que o julgamento que começa nesta segunda-feira em Paris "é o resultado de uma longa queda de braço entre a Justiça e a cientologia".

"Houve um julgamento importante em Lyon, em 1997, e pessoas foram condenadas. Os métodos da Cientologia que os juízes vão julgar são os mesmos praticados há 12 anos. Mas agora a Justiça poderá condenar a organização e não apenas subalternos do grupo", afirma o advogado.

Duas pessoas que entraram na Justiça contra a organização serão ouvidas pelo tribunal, ao lado da Ordem dos Farmacêuticos da França. A seita contesta as acusações contra a organização e seus discípulos, e diz que se trata de uma campanha para denegrir sua imagem.

Segundo o porta-voz da cientologia na França, as agências de vigilância de seitas Miviludes (governamental) e Unadfi "orquestraram uma campanha para pressionar os juízes".

"Não se trata de definir se a cientologia é uma religião ou não. Os debates devem se restringir às acusações de fraude, que eu contesto", diz o advogado da cientologia, Patrick Maisonneuve. As audiências para ouvir as vítimas e os acusados vão durar 11 dias. O julgamento deve terminar apenas em 17 de junho.

Fonte:BBC

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Homem que incorpora Dr. Fritz é condenado por cirurgia espiritual

O Tribunal de Justiça condenou Rubens de Faria Júnior, médium que diz incorporar o espírito do Doutor Fritz, médico alemão que teria ajudado inúmeras pessoas durante a 1ª Guerra Mundial, a pagar R$ 25 mil por danos morais ao serralheiro Guilherme Moreira. Segundo o processo, Guilherme foi vítima de uma cirurgia espiritual malsucedida ocorrida em novembro de 96.

Os desembargadores negaram recurso do médium e mantiveram a sentença.

Segundo o processo da 4ª Câmara Cível do TJ, Guilherme sofria fortes dores nas costas e por isso procurou atendimento no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Como as dores não cessaram, o serralheiro se dirigiu então ao local onde Rubens costumava atender a milhares de pessoas.


Lesão permanente na medula, indicou laudo

De acordo com o TJ, o engenheiro pediu que ele levantasse a camisa, passou um líquido gelado na área dolorida e em seguida introduziu um objeto cortante na coluna do serralheiro, que, segundo testemunhas, tratava-se de uma tesoura. Guilherme ficou instantaneamente dormente da cintura para baixo, precisando ser amparado por outros “pacientes”.

“A culpa do réu resta provada diante dos fatos, laudos, testemunhos e documentos acostados aos autos. Os danos morais experimentados pelo autor são evidentes, na medida em que a dor, a vergonha e a frustração o fizeram constatar os efeitos negativos da incisão feita pela parte ré. Tais sentimentos são caracterizadores de intenso sofrimento de índole psicológica, passíveis de compensação pelo réu”, afirmou o relator do processo, desembargador Sidney Hartung. Pela decisão, além da indenização, Guilherme receberá também 70% do salário mínimo a título de pensão.

Fonte:Site Melodia/ Glogo


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segunda-feira, 27 de abril de 2009

SERPENTES NO ALTAR

A busca de relacionamento com o sagrado sempre foi uma necessidade do ser humano. A história e a ciência da religião nos mostram que opções nunca faltaram e, em alguns casos, foram registrados invenções e inovações de cultos bastante estranhos.

Desde a antiguidade, algumas comunidades místicas vêm promovendo rituais sobremaneira exóticos (do nosso ponto de vista). As divindades egípcias, os deuses africanos e as práticas religiosas indígenas sempre associaram os animais aos seus deuses e rituais, cultuando um verdadeiro “zoológico sagrado”. E é justamente esse o enfoque deste artigo: chamar a atenção para o culto a um animal, mais especificamente um réptil, a serpente.

Sem dúvida, a serpente sempre foi um dos animais mais temidos pelo homem, mas isso não a impede de compor, de maneira emblemática, alguns cerimoniais religiosos. É detentora de importância e significados (pejorativos ou não) em diversas religiões, por isso convidamos o leitor a descobrir um pouco mais sobre esse fenômeno.


George Hensley e o culto da serpente


Extrair um versículo de seu contexto pode ser um pretexto para se criar uma heresia. O estudo das Escrituras Sagradas sem uma hermenêutica correta gerou diversos absurdos, e um deles é o culto à serpente, que teve início com George Hensley, no Estado do Tennessee (EUA), em 1908, ano estimado.

Segundo consta, Hensley se sentiu chamado por Deus depois de ler Marcos 16.18, que diz: “Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (V. tb. Lc 10.19).

Após a leitura, Hensley entendeu que não deveria temer as serpentes, pois a Bíblia lhe garantia o seguinte: se ele tivesse fé, poderia segurá-las que elas não lhe fariam dano algum, ainda que fosse picado.

Então, para dar início à seita, foi até as montanhas de White Oak e capturou uma cascavel, a fim de apresentá-la em seu primeiro culto, do qual participaram alguns conhecidos seus. Na ocasião, leu a passagem de Marcos para seus amigos e segurou a serpente, para exibir sua fé.


Como aquele gesto parecia um ato de coragem e confiança em Deus, a iniciativa de Hensley incitou os participantes a fazerem o mesmo. Assim teve início o culto às serpentes.

As reuniões eram realizadas nas casas dos seguidores do grupo, quando não, no meio das florestas ou em lugares desertos, previamente combinados. Os participantes freqüentavam os rituais com suas Bíblias e os mais corajosos já se antecipavam levando uma cobra em uma das mãos.

As orações tinham eram acompanhadas pelo suposto dom de línguas que os adeptos diziam possuir. Durante dez anos, não houve nenhuma ocorrência de mordida nas reuniões. Certo dia, porém, Garland Defriese, um dos adeptos, foi picado por uma cascavel durante um ritual e caiu com as presas do réptil cravadas no corpo.

O homem não morreu, mas esse fato assustou os fiéis e, por conta disso, houve um pequeno êxodo dos “fiéis”. Como já era de se esperar, Defriese foi acusado, pelos adeptos de Hensley, de ter pouca fé.

Após esse episódio, o fundador do grupo decidiu mudar de região, iniciando o culto às serpentes na montanha de Pine, no Kentucky. Ali, o templo tinha uma construção rústica e o grupo recebia, no máximo, cinqüenta pessoas em cada reunião.

Na década de 40, do século passado, a liderança do grupo ficou a cargo de Tom Harden, filho de um dos primeiros seguidores de Hensley. Como líder, Harden foi picado quatro vezes, mas se recuperou de todos os “acidentes”.



O beijo da serpente

Em um dos rituais do culto à serpente, os adeptos, em transe, são separados por uma corda. Aqueles que têm fé para segurar as serpentes ficam de um lado e os que não têm, do outro. Como percebemos, trata-se de um critério sem nenhuma lógica.




Em dado momento, as serpentes são apresentadas, reunidas em uma única caixa. Então, cada adepto é desafiado a colocar a mão dentro da caixa e retirar a “sua” serpente. O risco de ser picado é muito grande, pois, geralmente, as cobras são manipuladas sem nenhum cuidado e, por conta disso, ficam extremamente irritadas. Conta-se que uma fiel, conhecida como “irmã Minnie Parker”, costumava enrolar uma enorme cascavel no pescoço e dançar com o animal durante o culto.

Quando não, andava, descalça, por entre dezessete cascavéis sem ser picada por nenhuma delas. A explicação do líder é que esse ato nada mais é do que uma forma de dominar o mal. Todavia, esse procedimento não é, segundo a seita, a única maneira de demonstrar fé em Deus.

Uma demonstração mais contundente é levantar a serpente até a altura da cabeça e deixar o réptil passar a língua no rosto. É o beijo da serpente.Os relatos mais absurdos também encerram testemunhos de adeptos que tomavam venenos das próprias víboras sem quaisquer conseqüências malévolas.

Essa comunidade permaneceu desconhecida pelo povo americano até 1945, quando Lewis Ford morreu depois de ter sido picado. O caso foi divulgado por alguns jornais da região e a notícia causou a prisão dos líderes e de alguns adeptos. Mas, ao contrário do que se poderia pensar, as prisões renderam mais adeptos ao grupo.


As serpentes no mundo

No Egito antigo, a religião essencialmente politeísta deu abertura para que várias espécies de animais fossem consideradas sagradas. Comumente, estavam associadas à principal divindade da região em que eram cultuadas, mumificadas e enterradas.

Estudiosos assinalam, curiosamente, que o patrocínio do funeral do animal era reconhecido como uma boa ação. Crocodilos, peixes e serpentes participavam da diversificada lista dos deuses egípcios que mais recebiam honras funerárias. Nesse país, em tempos remotíssimos, a sabedoria das cobras era conhecida pelos médicos. O mesmo acontecia na Grécia.


Na África

Na África, a prática de adorar esse réptil é, ainda hoje, comum entre muitas tribos.

Na Nigéria, por exemplo, existe um provérbio que diz que “quem maltrata uma cobra, ofende um antepassado”.

Uma das lendas africanas conta que, certo dia, o deus Leza veio à terra e perguntou a todas as criaturas vivas quem desejaria viver para sempre. Como todas dormiam, somente a cobra respondeu: “eu”. Essa lenda deu origem ao mito africano animista de que as serpentes nunca morrem e se rejuvenescem todas as vezes que trocam de pele.

Nos Estados Unidos

Os índios cherokes, que habitavam o Leste dos EUA, acreditavam que todo aquele que matava uma serpente terminava com problemas mentais, pois estaria ofendendo os deuses, por isso precisaria sofrer castigo. Esses índios associavam os raios das tempestades às cobras.Acreditavam que os raios eram formados por sete cascavéis voadoras que gritavam umas as outras e sacudiam seus chocalhos enquanto apareciam nos céus.


No Brasil

As associações divinas entre o ser humano e os animais estão presentes também no xamanismo. No Brasil, o índio guarani compara a serpente com a regente da vida, a coluna vertebral humana, que sustenta o corpo material e espiritual.


Na Índia

É na Índia que a serpente é mais reverenciada. No hinduísmo, existe um grande respeito pelos animais, sobretudo a vaca, o macaco e a serpente. São considerados sagrados porque, preferencialmente, é neles que a divindade costuma se manifestar.Vishnu, a segunda deidade da trindade hindu, é o responsável pela proteção, manutenção e preservação da criação, além disso, possui relação intrínseca com a serpente.


É apresentado deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite. Neste caso, é chamado de Narayana, “aquele que mora nas águas cósmicas”. De seu umbigo sai um lótus onde está Brahma, o criador. A seus pés, está sua consorte Lakshmi, representando a beleza e a riqueza que devem se curvar diante do Absoluto.

Envolvendo o lótus está uma serpente, Shesha, ou Ananta, que simboliza a eternidade. Essa serpente possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, que representa o ego com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto.A serpente também está presente na ioga, por meio da meditação kundalini.

Os hindus crêem que a serpente e o homem se distinguem de todas as outras espécies animais. Para eles, se o homem se encontra no final de uma escala genética evolutiva, a serpente deve ser colocada no início dessa escala. Kundalini Sakti, a energia dormente e enroscada, é o potencial vasto da energia psíquica contida em todos nós, segundo os princípios hindus.

Normalmente, o símbolo dessa energia é uma serpente enroscada em três voltas e meia, com a calda na boca e espiralando em torno de um eixo central (“sacrum” ou “osso sagrado/’) na base de nossa coluna.

O despertar dessa serpente e a manifestação de seus poderes são o objetivo primário da prática kundalini yoga, cujo objetivo é despertar a serpente Sakti que, quando está pronta para se desdobrar, ascende pelos chakras espinhais para se unir com Shiva, a “consciência pura que permeia todo o Universo”.

No Haiti

Os adeptos do vodu acreditam que “o beijo da serpente”, como ocorre no culto promovido por Hensley, concede ao praticante uma visão especial e poderes mágicos.

Deriva-se disso a crença vodu de que os primeiros homens eram cegos e que coube à serpente dar visão à espécie humana.

O vodu também é praticado nos EUA, onde as serpentes faziam parte dos rituais, mas foram abolidas devido às picadas fatais que nas cerimônias. Hoje, os únicos a manipularem as víboras são os sacerdotes e as sacerdotisas, que as seguram firme nas mãos. Quanto à crença vodu, vale mencionar que, segundo a Bíblia, a serpente não trouxe a visão ao homem. Pelo contrário, tomada pelo diabo, a serpente instou o homem à morte espiritual.

A visão que Deus gostaria que o homem tivesse foi tirada pela serpente que, possuída por Satanás, fez que Eva, longe de Adão, seu marido, comesse o fruto que Deus ordenou que não fosse comido (Gn 2.17).

Serpentes na Bíblia

Logo no primeiro livro das Escrituras Sagradas, a serpente aparece sendo caracterizada como um dos animais mais sagazes entre todos os animais (Gn 3.1).

Por ter sido usada por Satanás na queda do homem, a serpente foi amaldiçoada por Deus e sentenciada a rastejar pelo resto de sua existência, comendo poeira (Gn 3.14).

Quanto a essa questão, é interessante a descoberta no campo arqueológico que trouxe uma nova perspectiva sobre essas criaturas. Um fóssil recém-descoberto na Patagônia revelou que a mais antiga serpente conhecida no meio científico tinha “pernas”.

Jack Conrad, pesquisador do Museu Americano de História Natural, em Nova York, dá o seu depoimento sobre a najash rionegrina, nome dado ao fóssil: “Vai mesmo ajudar a pôr um fim em parte da controvérsia sobre a evolução e a origem das serpentes”. Contudo, não vamos nos aprofundar neste assunto, porque a ciência não é a base final da nossa crença, e também porque, muitas vezes, tais descobertas foram manipuladas para que pudessem “provar” o evolucionismo darwiniano e, depois, revelaram-se conclusões fraudulentas.

O fato é que as víboras foram usadas por Deus para que o Senhor pudesse demonstrar sua ira contra a rebelião (ou apostasia) do homem em determinadas ocasiões (Nm 21.5,6; Jr 8.17).

João Batista qualificou os fariseus e os saduceus de “raça de víboras” (Mt 3.7). Jesus fez o mesmo: “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23.33).
Satanás é comparado a uma serpente.

No livro de Apocalipse é chamado de “antiga serpente” (12.9). O apóstolo Paulo se refere a Satanás como a “serpente do Jardim do Éden”. E faz isso quando fala da ocasião em que ela enganou o primeiro casal terreno (1Co 11.3).

Em Lucas 10.19, quando Jesus disse: “Eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo...”, estava relacionando as ações de Satanás com a serpente.

Falando ainda de Jesus, temos que um dos profetas do Antigo Testamento registrou uma profecia sobre a paz do reino messiânico. Em Isaías 11.8,9, a Bíblia diz o seguinte: “Brincará a criança de peito sobre a toca da áspide [espécie de cobra] e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco [serpente]. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”.

Ainda no livro de Isaías, o profeta relata: “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi, mas o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor” (65.25).

Como podemos ver, as serpentes são extremamente representadas na Bíblia, mas gostaríamos de ressaltar um relato de suma importância a respeito desse animal. Estamos nos referindo à passagem que fala da “serpente de metal”, com a qual pretendemos encerrar este artigo.


A serpente de metal

Talvez, o leitor esteja se perguntando sobre a serpente de metal que curou todos aqueles que foram picados pelas víboras venenosas durante a peregrinação dos hebreus à terra de Canaã.

Deus mandou Moisés fundir uma serpente de metal e colocá-la em um poste para que todas as vítimas mordidas fossem curadas (Nm 21.9).
A serpente de metal tipificava o poder do Salvador que está acima do poder da “antiga serpente”.
O apóstolo Paulo declarou o seguinte aos gálatas: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro (Gl 3.13).
O próprio Jesus comparou sua morte com aquela serpente levantada no deserto. E, para tanto, usou as seguintes palavras: “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3.14,15).
Da mesma forma que os israelitas eram curados das picadas das víboras ao fitarem a serpente de metal no deserto, todos que “olham” para o madeiro, onde Jesus foi levantado, e se fez maldito por nós, é curado da picada da “antiga serpente”, pela fé.
A morte e a ressurreição de Jesus nos trouxeram a paz que excede todo o entendimento. Ou seja, a morte e a ressurreição de Jesus nos trouxeram a promessa de um reino de paz, sem o perigo das picadas venenosas de Satanás.
O poder de Deus também foi superior ao dos magos do Egito. Da mesma forma que as varas dos magos egípcios se transformaram em serpentes, assim ocorreu com a vara de Moisés. Mas com uma diferença: a serpente de Moisés engoliu as serpentes dos magos. Deus sempre usou o seu poder para retirar o efeito das picadas de Satanás.
A passagem mais contundente quanto a esse assunto é também a primeira profecia messiânica registrada nas Escrituras. Vejamos: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). É somente por meio dessa chave interpretativa que a serpente tem lugar no culto cristão.
Pegar uma serpente e deixá-la lamber o rosto para fazer valer a promessa de proteção pregada pelos evangelhos nada mais é do que tentar Deus, o que nem Jesus ousou fazer (Mt 4.7).
Infelizmente, a sagacidade de Satanás e a ignorância bíblica de alguns homens deram origem a estranhos cultos chamados de “cristãos”, nos quais, na verdade, o objeto de adoração é a serpente.
Não nos causaria nenhuma admiração se essas pessoas, de repente, convidassem também os “escorpiões” para esse ritual peçonhento. Afinal, os escorpiões também são mencionados por Jesus (Lc 10.19).

Referências:
*Revista A magia do Egito, deuses e mitos. Edição Especial. São Paulo: Escala, s/ano.
*Sociedades secretas. Série “Culturas, história e mitos”, nº 12. Edição Especial. São Paulo: Escala, s/ano.
*Jornal O Estado de São Paulo. Caderno “Ciência e meio ambiente”, 19 de abril de 2006.
*Dicionário Ilustrado da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2004. MATHER, George A; NICHOLS, Larry A.
*Dicionário de religiões, crenças e ocultismo. São Paulo: Vida, 2000.
http://www.salves.com.br/kunsimbserp.htmhttp://www.tantrayoga.pro.br/mitologia.htmhttp://www.estadao.com.br/ciencia
Esta matéria saiu na revista Defesa da fé.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Apresentador de programa cristão é agredido por muçulmanos


Um pastor e apresentador de TV foi atacado por muçulmanos no que a polícia chama de “crime de ódio religioso”. O pastor Noble Samuel, 48, nascido no Paquistão, estava indo para o estúdio de gravação de seu programa quando um carro estacionou na frente dele. Um homem desceu do carro e pediu informações sobre como chegar em Urdu.

De acordo com o pastor Noble, o homem “colocou a mão em minha janela, que estava meio aberta, agarrou meu cabelo e abriu a porta. Ele começou a bater em meu rosto e pescoço. Ele tentava esmagar minha cabeça no volante, então agarrou minha cruz e a puxou. Os outros dois homens saíram do carro e levaram minha Bíblia e meu laptop”.

Depois do ataque, o pastor Samuel foi apresentar o programa normalmente. O dono da rede de televisão, muçulmano, entrou no ar para condenar o ataque. Durante as últimas semanas, o pastor Samuel percebeu que muitos muçulmanos ligaram para o programa opondo-se a suas opiniões. “Eles discutiram comigo; estavam muito agressivos por discordarem de minha visão cristã.”

A polícia alertou a família sobre a possibilidade de próximos ataques. O pastor disse temer pela segurança de sua mulher e filho.

Fonte: Portas Abertas

segunda-feira, 23 de março de 2009

Testemunha de Jeová - A QUESTÃO DO SANGUE E A BÍBLIA

O que devo fazer?

Meu filho está respirando com muita dificuldade. Sua contagem sangüínea está perigosamente baixa. Seu ritmo cardíaco já é de 200p/min, e está aumentando.

Os médicos nos disseram que se não houver uma transfusão, ele morrerá de insuficiência respiratória e parada cardíaca. Expansores de plasma não ajudarão a esta altura, ele precisa de mais glóbulos vermelhos. Horrivelmente pálido e com os olhos muito abertos, ele olha para mim e sussurra: “Ajude-me, papai”.

Devo deixar meu filho morrer, baseado na palavra de uma organização que tem freqüentemente mudado sua opinião sobre transplante de órgãos, vacinas, deveres civis?

Devo deixar meu filho, a minha criança, morrer?

É isto realmente que Jeová espera que eu faça? Como me sentirei se a proibição do sangue finalmente se tornar apenas mais uma velha doutrina da STV (Sociedade Torre de Vigia)? Serei capaz de me perdoar?

Esse deve ter sido o dilema na mente de algumas testemunhas-de-jeová quando teve de se deparar com a necessidade clínica da transfusão ou reposição sangüínea.

Quando a transfusão de sangue foi proibida pelo Corpo Governante, grupo de lideranças internacionais das testemunhas-de-jeová, a vacinação e a inoculação de soros já eram proibidas.

Com base em Atos 15.20,29, “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue...”, afirmaram que a transfusão de sangue também era antibíblica, pois era o mesmo que comer o sangue.

Como tudo que é definido arbitrariamente por esse grupo de “teólogos”, esse ensinamento absurdo também foi amplamente aceito e divulgado inquestionavelmente pelos membros dessa seita em todo o mundo, gerando forte reação por parte da classe médica e das autoridades governamentais. Mas nada disso fez que mudassem de opinião.

Basicamente, a STV (Sociedade Torre de Vigia), sede mundial das testemunhas-de-jeová no Brooklin (EUA), argumentou este ensinamento da seguinte maneira: “Um paciente no hospital pode ser alimentado pela boca, pelo nariz ou pelas veias. Quando soluções de açúcar são dadas por via intravenosa, isso é chamado alimentação intravenosa. Portanto, a própria terminologia do hospital reconhece como alimentação o processo de colocar nutrição em nosso sistema pelas veias. Conseqüentemente, o enfermeiro que administra a transfusão está alimentando o paciente com sangue por via intravenosa, e o paciente que recebe o sangue está comendo pelas veias”(The Watchtower (A Sentinela) – 1º de julho de 1951, p. 415 – em inglês).

Atualmente, a STV traz o mesmo ensinamento, estabelecendo entre seus membros (sócios) que toda a recepção interna de substância orgânica de outro ser vivo, inclusive o sangue, não difere em nada de qualquer refeição feita naturalmente por via oral.

Outra analogia que usam para estabelecer a idéia de que a transfusão intravenosa é o mesmo que a ingestão de sangue diz: “Algumas pessoas podem raciocinar que receber uma transfusão de sangue realmente não é comer. Mas não é verdade que quando um paciente está impossibilitado de comer pela boca, os médicos freqüentemente alimentam-no pelo mesmo método que uma transfusão de sangue é administrada? Examine as Escrituras cuidadosamente e note que elas nos dizem para nos mantermos livres de sangue e nos abstermos de sangue (At 15.20, 29).
O que significa isso? Se um médico lhe dissesse para se abster de álcool, será que isso significaria simplesmente que você não deveria tomar álcool pelo meio natural, ou seja, pela boca, mas que poderia transfundi-lo diretamente nas suas veias? É claro que não! Assim também se abster de sangue significa não introduzi-lo nos nossos corpos de modo nenhum” ( The Watchtower (A Sentinela) – 1º de junho de 1969, pp. 326-327 - em inglês).

Uma pessoa desavisada que for abordada com essas argumentações e exemplos, certamente ficará muito confusa e será facilmente seduzida, pois parecem muito racionais. Mas se submetermos esses argumentos a uma contra-refutação, logo perceberemos o quanto são frágeis e desprovidos de lógica e honestidade intelectual.

Vejamos: Vamos considerar dois pacientes em um hospital. Um deles com grave desnutrição e o outro, vítima de um terrível acidente no qual perdeu muito sangue. Se transfusão de sangue é o mesmo que alimentação via oral, ou vice-versa, conforme afirmam as testemunhas-de-jeová, poderia um médico salvar esses pacientes ministrando uma rica e equilibrada refeição ao acidentado e uma vigorosa transfusão de sangue ao pobre desnutrido? É obvio que não!

Qualquer médico de bom e são juízo, submeteria a vítima de acidente a uma imediata reposição sangüínea e ao paciente desnutrido seria ministrada uma alimentação rica em nutrientes necessários à sua reabilitação física.

Isso prova definitivamente que transfusão intravenosa não é o mesmo que ingestão via oral, como fazem parecer as testemunhas-de-jeová. O sangue, pelo sistema circulatório, leva a todos os órgãos do corpo humano oxigênio e nutrientes vitais, indispensáveis à vida, mas não pode substituir os alimentos digeridos pelo processo digestivo natural. (veja em nosso site-www.icp.com.br simulação da circulação sangüínea - esta matéria também é retirado deste site).
O Corpo Governante adotou ainda o argumento do médico Jean Baptiste Denys, do século XVII, um dos pioneiros na técnica de transfusões, que se pronunciou da seguinte forma:“Ao realizar uma transfusão, isso nada mais é do que nutrir por meio de um caminho mais curto do que o normal, ou seja, colocar nas veias sangue já feito em vez de tomar alimento, que só depois de várias mudanças se transforma em sangue” (The Watchtower (A Sentinela) – 15 de setembro de 1961, p 558 - em inglês0.

A citação de Denys, todavia, não encontra hoje sequer apoio entre os médicos ligados à STV, visto que o juramento que se faz quando se conclui um curso de medicina isenta o formando de quaisquer vínculos religiosos, restando-lhe apenas responder da forma mais responsável possível pelas vidas que lhe forem confiadas no transcurso de sua carreira que será fatalmente quebrada se obedecerem tal determinação da STV. Ou seja, em vez de salvarem uma vida, poriam a mesma a perder. Qualquer pessoa sabe que para o sangue se tornar alimento deve ser ingerido como tal, ingressando no organismo pela boca, descendo até o aparelho digestivo, onde será processado e transformado, em sua parte proveitosa, em nutrientes. Efeito que não se alcança na transfusão intravenosa.

Todos esses absurdos engendrados pelo Corpo Governante formaram um obstáculo quase que intransponível na história das Testemunhas de Jeová, uma vez considerada a hipótese de se extinguir tal doutrina, como ocorreu no passado com a proibição da vacina e do transplante de órgãos, agora liberados.

Obviamente, quando isso acontecer, a STV se defrontará com um colapso sem precedentes entre seus membros em todo o mundo. Dada tamanha problemática, não é de se estranhar a ânsia encontrada nas publicações das Testemunhas de Jeová sobre a possibilidade, hoje real, da confecção de sangue artificial.


O que foi permitido e o que foi proibidoPara que possamos entender melhor esse assunto, analisaremos, a seguir, detalhadamente, todo o processo no tocante a esta questão da transfusão e o quanto há de contradições no mandamento da STV.
Abaixo, a tabela composta pelas Testemunhas de Jeová sobre a composição do sangue:

Os principais componentes do sangue (Despertai, 22 de outubro de 1990. (falta pagina) ).
• Plasma: Cerca de 55% do sangue. É constituído por 92% de água, o resto é constituído por proteínas complexas, tais como globulina, fibrinogênio e albumina.
• Plaquetas: cerca de 0.17% do sangue.
• Glóbulos Brancos: cerca de 1%.• Glóbulos Vermelhos: cerca de 45%.


Assim, o Corpo Governante passa a classificar as substâncias contidas no sangue como maiores ou menores, o que, notadamente, revela a forma arbitrária e irresponsável com a qual a STV trata seus seguidores.

Fica claro, ainda, que este “escape” teve de ser providenciado para que se reduzisse o número de baixas entre seus seguidores. Tal “providência”, obviamente, foi tomada de forma sutil para não despertar a indignação dos inúmeros adeptos da seita que, por obediência aos dirigentes internacionais, sepultaram muitos entes queridos, os quais não teriam morrido se não houvesse tão equivocada interpretação.

1. A questão do plasma
A inconsistência da política doutrinária da STV quanto a componentes aceitáveis e não aceitáveis é bem ilustrada pela sua política quanto ao plasma. Como se pode ver nas informações extraídas da edição de 22 de outubro de 1990 da revista Despertai! (ver p. 49), o plasma constitui cerca de 55% do volume do sangue. Evidentemente, segundo o critério do volume, é colocado na lista de “componentes maiores”, assim proibidos pela Torre de Vigia.

No entanto, o plasma é formado por 92% de água simples, o que nos leva a perguntar: quais são os componentes dos aproximadamente 8% restantes? Os principais são albumina, globulina (da qual as imunoglobulinas são as partes mais importantes), fibrinogênio e fatores de coagulação (usados nas soluções hemofílicas). Estes são precisamente os componentes que a organização põe na lista dos que são permitidos aos seus membros!

Veja o leitor o absurdo! O plasma, como um todo, é proibido, apesar de seus componentes principais serem permitidos, desde que sejam introduzidos no corpo separadamente.

É como se alguém fosse proibido pelo médico de comer sanduíches de queijo e presunto, mas se separar os componentes do sanduíche, ou seja, o pão, o queijo e o presunto, então poderá comê-los. Uma lógica que apenas as vítimas da STV conseguem aceitar.

2. A questão dos leucócitos
Os leucócitos, muitas vezes chamados de “células brancas do sangue” (glóbulos brancos), também são proibidos. Na realidade, o termo “células brancas do sangue” é muito relativo, pois a maioria dos leucócitos existe de fato fora do sistema sangüíneo. O nosso corpo contém aproximadamente 2 a 3 quilos de leucócitos, e apenas cerca de 2 a 3% dos leucócitos estão no sistema sangüíneo. A porcentagem restante (cerca de 97% a 98%) está espalhada por todo o tecido do corpo, formando o sistema de defesa (ou imunológico).

Dado tal aspecto e considerando que a STV passou a autorizar o transplante de órgãos, há nessa mudança de opinião outra contradição, uma vez que, em um transplante, o paciente pode receber muito mais leucócitos do que em uma transfusão de sangue.

A ausência de quaisquer bases morais ou lógicas para essa proibição é também vista no fato de o leite humano conter leucócitos, e, de fato, há mais leucócitos em um litro de leite do que se pode encontrar em um litro de sangue. O sangue contém de 4 a 11 mil leucócitos por milímetro cúbico, enquanto o leite materno pode conter, durante os primeiros meses de aleitação, até 50 mil leucócitos por milímetro cúbico. Isto representa entre cinco a doze vezes mais do que a quantidade presente no sangue. E agora? Os bebês das testemunhas-de-jeová também mamam.


3. A proibição ao armazenamento de sangue
Outra contradição gritante é o fato de a STV utilizar a lei de Moisés como fundamento para proibir a reposição de sangue. Com base em Deuteronômio12.16, afirma que todo o sangue deve ser derramado no chão, e que é contrário à Bíblia o seu armazenamento, como acontece nos respectivos bancos de coletas.

Diante dessa questão, considere agora os fatos seguintes com respeito aos componentes do sangue aceitos pela STV, ela cai em sua própria armadilha:

• Componente Albumina – A albumina permitida pelas testemunhas-de-jeová é usada principalmente em tratamentos relacionados com queimaduras e hemorragias graves. Uma pessoa com queimadura de terceiro grau em 30% a 50% do corpo, necessita de 600 gramas de albumina. São necessários entre 10 e 15 litros de sangue para produzir essa quantidade.

• Componente Imunoglobina – A situação é semelhante no caso da imunoglobina (anticorpos). Para produzir anticorpos em quantidade suficiente para uma vacina que as pessoas (incluindo as testemunhas-de-jeová) que viajam para certos lugares devem tomar como proteção contra a cólera, são necessários perto de 3 litros de sangue como fonte do fornecimento. Isto é ainda mais sangue do que geralmente se emprega em uma transfusão. E, de novo, os anticorpos são extraídos de sangue armazenado.

• Componentes preparados hemofílicos – Por último, os preparados hemofílicos. Antes de essas substâncias começarem a ser usadas, o tempo médio de vida de um hemofílico, na década de 40, era 16 anos e meio. Hoje, graças a essas substâncias derivada do sangue, um hemofílico pode alcançar o tempo normal de vida. Para produzir essas substâncias, estima-se que são necessários 100 mil litros de sangue armazenado.

Perguntamos, então: porque a STV aceita que seus membros se beneficiem desses tratamentos, uma vez que, para isso, são utilizadas grandes quantidades de sangue armazenado, doado voluntariamente por milhares de pessoas movidas simplesmente por um ato de solidariedade, gesto este não repetido por nenhuma testemunha-de-jeová? Isso é justo?
Dando as costas para Deus?
A publicação das testemunhas-de-jeová intitulada Raciocínios à base das Escrituras, quando apresenta seus argumentos quanto à transfusão de sangue, descrevendo o tratamento que deve ser dado àqueles que os indagam dizendo: “O que fará se um médico disser: Morrerá se não tomar transfusão”, sugere como resposta: “Se a situação for realmente tão grave, poderá o médico garantir que ele não morrerá se tomar sangue? [...] Mas há alguém que pode restituir a vida à pessoa, e esse é Deus. Não acha que, quando a pessoa enfrenta a morte, seria uma péssima decisão dar as costas a Deus, violando a sua lei? Eu tenho realmente fé em Deus, e você?” ( Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).
O próprio Jesus Cristo deu exemplo de uma pessoa que, para não desfalecer faminto, transgrediu a Lei e ficou sem culpa. Trata-se de Davi. Ao chegar ao sacerdote Aimeleque, ele e seus companheiros tomaram dos pães da proposição (os quais, segundo Marcos 2.25-26, não era lícito que Davi e seus homens comessem - 1Sm 21.6) e rememoraram a Lei descrita em Levítico 24.5-9.


Ainda na referida obra, Raciocínios à base das Escrituras, sugerem o seguinte como resposta: “Isso talvez signifique que ele não saiba tratar do caso sem uso de sangue. Quando possível, procuramos pô-lo em contato com um médico que tenha a experiência necessária, ou então procuramos outro médico”. (Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).

Como é sabido, a inobservância das diretrizes ditadas pela STV implica em sérias punições para seus sócios, o que acaba levando muitos deles a tomarem atitudes que beiram à loucura, quando seguem rigorosamente essas normas.

Baseada na hipótese de o receptor correr o risco de contaminação pelo vírus HIV na transfusão e/ou reposição sanguínea, amedronta ainda mais seus membros. A exploração apelativa dessa remota possibilidade tem afetado, não somente entre seus seguidores, mas na sociedade como um todo, a boa vontade e caridade de muitos que sinceramente desejam ajudar seu semelhante, doando daquilo que possui como bem físico maior.
Alguns artigos destacados pela organização das testemunhas-de-jeová: “O sangue tornou-se um negócio de dois bilhões de dólares por ano. A busca de lucros relacionados com ele resultou numa gigantesca tragédia na França. Sangue contaminado com o vírus HIV causou a morte de 250 hemofílicos por doenças ligadas à AIDS, e centenas mais foram infectados”. (The Boston Globe, 28 de outubro de 1992, p. 4).

“Uma aliança maligna de negligência médica e ganância comercial levou à morte cerca de 400 hemofílicos alemães, e pelo menos mais 2000 foram infectados com sangue contaminado com o HIV”. (Guardian Weekly, 22 de agosto de 1993, p. 7)
“O Canadá teve também o seu escândalo do sangue. Estima-se que mais de 700 hemofílicos canadenses tenham sido tratados com sangue infectado com o HIV. O governo foi alertado em julho de 1984 de que a Cruz Vermelha estava distribuindo sangue contaminado com AIDS a hemofílicos canadenses, mas os produtos de sangue contaminado só foram retirados do mercado um ano depois, em agosto de 1985”. (The Globe and Mail, 22 de julho de 1993, p. A21, e The Medical Post, 30/03/1993, p. 26 em Despertai!, 22 de maio de 1994, p. 31)
Poderíamos, então, perguntar a uma testemunha-de-jeová: por que você teme tanto esse risco de contaminação? Não foi você mesma que afirmou, minutos atrás: “...Eu tenho realmente fé em Deus...”? (Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).

Para demonstrar o quanto é falso esse temor induzido pela STV em seus membros, apresentamos na página seguinte o quadro comparativo do grau de risco fatal que se encontra na transfusão e em outros procedimentos médicos:

Como se nota, uma dose de antibiótico à base de penicilina para tratar uma mera infecção de garganta pode, caso não haja a prudência do teste prévio, levar o organismo a uma reação fatal ou a seqüelas, um risco 22 vezes maior do que o ato de transfusão de sangue, o que demonstra mais uma incoerência das Testemunhas de Jeová.

O veredicto bíblico
Com a finalidade de proibir a transfusão e a reposição de sangue, a STV faz uso indevido de Gênesis 9.4: “Somente a carne com sua alma – seu sangue – não deveis comer”, e Atos 15.20: “Mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue”. Versículos que tratam da proibição do uso de sangue animal na alimentação, afirmando que aceitar sangue de qualquer modo é o mesmo que comê-lo. Todavia, o contexto desses versículos esclarece que jamais poderia ele ser usado isoladamente para a discutida finalidade. Aos cristãos ficou apenas estabelecido que se abstenham do uso de sangue como comida.

Esses versículos também sofreram uma interpretação errônea quando utilizados para proibir a vacinação, que permaneceu “fora do alcance” das testemunhas-de-jeová por muito tempo11. Mantiveram esse posicionamento por mais de 20 anos, quando então o aboliram em A Sentinela de janeiro de 1954, p.15.

Quanto ao transplante de órgãos, A Sentinela de 1 de junho de 1968, p. 349, considera esse procedimento médico tão repugnante quanto o canibalismo, uma prática comum entre os povos bárbaros.

Está suficientemente claro para qualquer leitor da Bíblia, por mais simples que seja, que as citações bíblicas de Atos 15.20, Gênesis 9.4 e Levítico 17.10-14 referem-se, em um primeiro momento, à proibição de comer sangue de animal. Jamais esteve em foco a idéia de comer sangue humano.

A Bíblia não permite o canibalismo, isto é, o ato de comer carne humana, muito menos o ato de comer sangue humano. E mesmo o conceito médico de alimentação endovenosa, utilizado pelas Testemunhas de Jeová, pode até ser “alimentar”, mas não é comer, o que escapa da proibição objetiva da Palavra de Deus.

Considere-se, ainda, que a técnica de transfusão ou reposição não se enquadra no ato de consumo intencional por parte daqueles que o fazem por meio dos gêneros alimentícios que levam sangue em sua receita, como no caso do chouriço (mistura de sangue suíno acrescido de açúcar). Um doador e um receptor jamais cogitam que o sangue doado será objeto de solução para famintos. Antes, terá o nobre propósito de salvar a vida daquele que se vê necessitado dele para fins estritamente medicinais.

Em uma consideração mais teológica, o motivo pelo qual Deus vetou aos homens o consumo de sangue está diretamente relacionado à santidade que este fluído possuía, em especial nos rituais sacrificais do tabernáculo, observando que a regra remonta aos tempos de Noé (Gn 9.4), quando se acha frisado que a vida do animal reside em seu sangue. Esta mesma santidade deriva do fato de que era o sangue que Deus exigia para si como forma de expiação de pecados. O sangue era apresentado no altar do Senhor.

Ainda neste âmbito, todo homem era obrigado a derramar o sangue de um animal que não prestasse para o sacrifício. Uma vez que todo o sangue fosse derramado no chão, deveria ser coberto com pó, conforme rege Levítico 17.13.

Em contestação aos conceitos da STV, encontramos nas palavras do Senhor Jesus, em João 15.13, uma contundente declaração de que, se assim for necessário, a própria vida de alguém deve, como prova de extremo amor, ser entregue por seus amigos, declaração que se acha anotada com semelhante teor na TNM, onde se lê: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma (vida) a favor de seus amigos”.

Essa expressão está em perfeita conformidade com toda a doutrina sacrifical descrita no Velho Testamento, quando, segundo a Lei, o transgressor, a cada pecado cometido, deveria apresentar ao sacerdote, de acordo com o seu erro, um animal que se encaixasse nas especificações da Lei Mosaica para que, por meio de sua morte, o derramamento do sangue pudesse atender ao propósito da expiação, pagando o animal pelo erro de seu ofertante, conforme ensina também o Novo Testamento: “Sim, quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão” (Hb 9.22). Ainda nos vv. 16-18, atesta-se que há necessidade de o testador morrer para que seu testamento tenha validade, constatando-se no v. 18 que mesmo a primeira aliança foi sancionada com sangue.

Nesse aspecto, contrariamente à visão das testemunhas- de-jeová, a doação de sangue recebe, em toda sociedade, o mais alto conceito de sentimento de humanidade e amor ao próximo, características que devem ser obrigatoriamente encontradas entre os que se dizem cristãos.

No que diz respeito ainda às ações humanitárias, vemos Tiago, em sua epístola universal, reprovando duramente aqueles que, tendo consciência de suas responsabilidades, deixam de beneficiar seu semelhante com seus favores. Segundo o autor, pecam os que têm consciência do benefício que devem executar em favor de seu semelhante e não o fazem (4.7). Posição esta que se equipara à citação de Cristo na parábola do servo vigilante (Lc 12.35-48). A vontade de Jesus é que “amemos o próximo como a nós mesmos” (Mt 22.39).

Entendemos, portanto: não há nenhuma passagem bíblica que regulamente a questão de transfusão e reposição de sangue. Além disso, a própria Bíblia diz que “onde não há lei não há transgressão” (Rm 4.15).

terça-feira, 10 de março de 2009

Como podemos identificar uma seita?




Para identificar uma seita é necessário conhecer quais são as suas doutrinas, o que ela ensina e quais os pontos dogmáticos. Depois, basta lembrar-se das quatro operações matemáticas. Pode parecer estranho, mas o modo mais fácil de identificar uma seita é usando a matemática.

Todos nós sabemos que na matemática existem quatro operações básicas, que são: adição, subtração, divisão e multiplicação. E são por estas operações que vamos identificar uma seita.
Neste Estudo, vamos estudar como as seitas usam a adição.

ADIÇÃO

A soma é uma operação simples que adiciona alguns números para se chegar a um resultado.

Ex: 1+1 = 2

Muitas seitas também fazem o mesmo: adicionam alguma coisa para chegar a um resultado. Elas adicionam um livro, uma ação, um ritual, etc...

Algumas seitas adicionam algo para que a pessoa consiga a salvação (geralmente, “Boas Obras”) e afirmam que, sem elas, ninguém pode ser salvo. Até reconhecem que temos que aceitar Jesus, mas isto não é suficiente.

EX: Boas Obras + Aceitar Jesus = Salvação.

Então, adiciona-se algo para chegar a um resultado. Sabemos que a salvação é pela Graça, e não pelas boas obras. Para ser salvo devemos apenas aceitar Jesus como o nosso Salvador (João 3:16 / Apoc. 1:5), crer no sacrifício vicário de Cristo e crer que o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.

Não nos purificamos pelas boas obras, mas pelo sangue de Cristo. Então não se podem adicionar as boas obras para conseguir a salvação. Por mais que ela seja um resultado do nosso relacionamento com Cristo, não podemos dizer que sem elas não podemos ser salvos.

Outro exemplo claro é que alguns cristãos adicionam o Batismo para alguém ser salvo. Se a pessoa não se batizar, para alguns cristãos, ela não é salva. Isto não é verdade (veremos alguns desses assuntos durante os nossos estudos).

Vamos ver como esta adição acontece nas seitas: As seitas adicionam algo à Bíblia

Sabemos que a Bíblia é a palavra de Deus. Ela é suficiente para levar o homem ao conhecimento da verdade, para corrigi-lo dos seus erros e para ensiná-lo o caminho para a salvação.

II Timóteo 3:16-17 – “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.”

Jesus deu crédito às Escrituras Sagradas. Ele citava as Escrituras e venceu o diabo dizendo “Está Escrito...” e disse ainda que elas dão testemunhos dEle.

João 5:39-40 – “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida.”

Existem diversos textos que demonstram que a bíblia é suficiente para levar o ser humano à salvação – Jesus. Confira: O Salmista deixou registrado que ela é luz para os nossos caminhos:

Salmos 119:105 – “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”. Entretanto, muitas seitas adicionam algo à Bíblia para que ela venha a ter valor, mesmo dizendo que acreditam e crêem na Bíblia.

ADVENTISMO – Livros de Ellen White + Bíblia

O Adventismo do Sétimo Dia adiciona os livros de Ellen White para os seus adeptos. Eles acreditam e declaram que os seus livros são inspirados como os livros bíblicos e que têm mesma autoridade que os livros da Bíblia.


Veja - Revista Adventista, Fevereiro, 1984, p.37: “Cremos que Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspiração dos inscritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas”.

Adicionar os livros da profetisa à Bíblia é uma característica de uma seita.

TESTEMUNHA DE JEOVÁ (TJs) – Obras + Fé em Jeová + Corpo governante

Para os TJs, não basta crer em Jesus. Para eles, é necessário ter mais fé em Jeová, realizar as boas obras e estar dentro das testemunhas de Jeová, porque crêem que sem estar inserido neles, não existe salvação.

MÓRMONS – Salvação = Batismo + crença em Jesus + Observância das leis

Para os mórmons, a salvação é um conjunto de situações. Não basta só crer em Jesus, mas também ser batizado, observar as leis e receber o consentimento do líder – Joseph Smith (ninguém entrará no céu sem o consentimento dele).

Os mórmons ensinam também que existe possibilidade de salvar alguém que já morreu através do batismo substitutivo. Alguém pode ser batizado por outra pessoa, mesmo que esta pessoa já tenha falecido. O batismo se torna vicário e salva mesmo assim.

Sabemos que a salvação vem através do sacrifício vicário de Cristo, e não por batismo. O batismo é apenas um testemunho público e pessoal de que a pessoa aceitou Jesus Cristo como o seu Senhor e Salvador.

Como alguém que já morreu pode dar um testemunho de sua decisão pública?

A salvação é pessoal, ou seja, não existe nenhuma possibilidade de ser salvo se não for por decisão própria.
O batismo não salva ninguém, mas o sangue de Jesus, sim, purifica o homem do seu pecado.
João 3:16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Para a salvação é necessário crer – e crer - é um ato pessoal e deve ser feito em vida.

Jesus é o caminho para a salvação, e não o batismo. Para chegar a Deus é necessário ter Jesus como o seu Senhor.
João 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
Mateus 20:28 - “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.
Apocalipse 1: 5 – “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos
mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados.”
O sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.
ESPIRITISMO – Salvação = Boas obras + Reencarnação
O espiritismo ensina que a purificação dos pecados vem por meio de boas obras. A Bíblia nos ensina que é por meio da Graça que somos salvos. Graça é um favor imerecido, um ato que foi nos dado sem merecer pelos nossos próprios méritos. Isto também é adicionar algo a salvação.

Romanos 3:23 – “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”.

EVANGELHOS DA BÍBLIA + Evangelhos segundo Allan Kardec

Se a Palavra de Deus foi inspirada pelo Espírito Santo, os Evangelhos estão dentro desta inspiração e não precisamos de nenhum outro evangelho.

O espiritismo dá aos seus seguidores o evangelho segundo Allan Kardec. Mas sabemos que mesmo se um anjo descesse do céu e pregasse outro evangelho, ainda não seria o mesmo.

Gálatas, 1:8 - “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.”

Espero que você tenha entendido como as seitas usam a adição. No nosso próximo estudo, saberemos como as seitas usam a subtração.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Procurando Nemo - Uma Lição de Amor

De repente, o nome Disney pode induzir um pai a descartar um filme como este, devido a tantos ensinamentos que são contestáveis e muitos que são visíveis e corretos. Como pai, tenho a obrigação de saber o que é correto para o meu filho, pesquisar e até assistir com ele o seu desenho e programação. As nossas crianças necessitam de um pai presente que possa ensiná-las no caminho em que elas devem andar (Pv 22 v. 6).

Você já assistiu o desenho Procurando Nemo?

Se a resposta foi sim, você vai lembrar de alguns momentos que vou relatar, se a resposta foi não - eu te convido assistir este desenho maravilhoso.

CUIDADO DO PAI COM O FILHO
Eu observei o cuidado de um pai que perde a sua companheira e passa por uma situação difícil, a ponto de ser pai e mãe ao mesmo tempo. Mas, ele está decidido em proteger o seu filho dos perigos que estão no mundo do mar, lá existem muitos perigos que Nemo! O pequeno peixe palhaço, não conhece e nem imagina que existam.

Podemos pensar que a nossa atitude deve ser a mesma com os nossos filhos, no mundo em que vivemos com tantas ciladas que podem tragá-los de uma maneira sutil e ao mesmo tempo aterrorizante aos olhares espirituais. Devo sim, ser um pai como Marlin.Há uma lição de vida neste desenho. Vamos analisar com olhos de um grande pai e de um grande filho.

Devo começar a relatar que o perigo começa quando o pequeno Nemo vê-se desafiado pelos seus colegas a nadar onde o seu pai disse para não ir, porém, ele não quis ficar para trás e acabou indo.
No caminho, seu pai chega e o livra do perigo, ele fica bravo porque passou a maior vergonha na frente de seus amiguinhos, desrespeita o pai e vai nadar além do "paredão" da bancada de corais para investigar um barco que ali estava.
Seu pai grita e ele vai ainda mais perto; então, acontece o pior, ele é capturado por mergulhadores e vai parar num aquário na sala de um dentista.Esta história pode ser comparada à nossa, quantos filhos não desobedecem a seus pais e vão além do que lhe é permitido?

Marlin tinha ensinado ao pequeno Nemo o que ele tinha que fazer, como andar para que nenhum inimigo pudesse pegá-lo, mas o pequeno preferiu mostrar que era valente e corajoso e se deu mal. Da mesma forma, o Senhor nos pede para ensinarmos aos nossos filhos os perigos da vida espiritual.

A preocupação de Deus está relatada em várias passagens da Bíblia, uma delas pode expressar a Sua grande preocupação em que eu pudesse aprender os mandamentos bíblicos e passá-los para o meu filho(s). "Estes, pois são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor vosso Deus para ensinar-vos para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; Para que temas ao Senhor teu Deus e guarde todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados" (Dt 6 v. 1-2).

No mesmo capítulo, temos uma passagem que demonstra que o amor de um pai ultrapassa todos os obstáculos do cansaço físico e mental.

"E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração, e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas" (Dt 6 v. 6-9).

Está mais que comprovado que o cansaço físico ou mental não é uma desculpa para não ensinar o filho no caminho em que ele deve andar. Marlin ensinou o pequeno Nemo, mas ele não deu ouvido ao seu pai pela valentia que desejava mostrar.

Neste momento, quando o filho quer fazer o que bem entende, não escutando os conselhos de seus pais, lembramos de Provérbios 13 v. 1 - "O Filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão".

Quantos filhos foram parar no 'aquário' do Mundo?

Quantos estão escravizados em um mundo confinado pelas drogas, vícios e outros cativeiros, para mostrar aos seus amigos que são homens e que não dão ouvidos aos conselhos dos pais? É apenas um desenho, mas tem muito a ver com a vida real.
Depois de ter perdido seu filho para o mergulhador, o pai deixa outra lição que nos leva a pensar: ele vai em busca de seu filho.

Pelo acontecimento parecia tudo perdido, mas ele, mesmo sendo um peixe- palhaço pequeno, frágil e medroso, arruma força e sai à procura de seu filho e encara, de frente, os perigos com a ajuda de uma peixinha que sofre de amnésia.

Isto nos faz lembrar nossa posição de pais, que mesmo nas circunstâncias inversas da vida, podemos achar forças, que podemos chamar de fé em Deus para resgatar os nossos filhos da mão do adversário. Marlin não encostou a sua barbatana em um coral, chorou, não se conformou e foi em busca de seu filho.

Se você já desistiu de seu filho pela situação que ele está vivendo, não desista, saiba que ainda há uma esperança, mesmo que você tenha medo e seja um 'peixinho', enfrente os tubarões, não na sua força, mas pela fé em Cristo.Eu sei que é apenas um desenho, mas ele me despertou a coragem de um verdadeiro pai. Marlin vai à busca de seu objetivo que é conseguir o seu filho de volta!
E você, o que tem feito para conseguir o seu filho de volta? Peça à Deus, clame ao Senhor e vá à luta. Deus nunca irá fazer o que você pode fazer, Ele fará o que você não pode, o impossível. Clame como o Salmista: "Clamei a Deus com minha voz, a Deus levantei a minha voz, e Ele inclinou para mim os ouvidos" (Sl 77 v.1). NÃO DESISTA!
Na viagem do peixinho-pai até resgatar seu filho, ele encontrou muitas situações que o assustaram, mas não desistiu. Peixes enormes, estranhos e de repente, várias águas vivas pelas quais precisou passar.
Em meio a tantas situações difíceis sempre há pessoas que podem ajudar muito. Marlin encontra em sua saga, várias tartarugas radicais que o ajudaram a sobreviver das águas vivas, elas pegam o peixinho palhaço e o levam em suas costas quando ele não tinha força.

Tenho certeza que na hora em que você necessitar, Deus sempre terá alguém para colocar ao seu lado, o próprio Jesus nos disse que estaria conosco até a consumação dos séculos. NÃO DESISTA!
Bem, para chegar ao fim desta história, o pai vence todas as barreiras e consegue o seu filho de volta, tudo volta ao normal, mas o que mais importa é que a promessa de cuidar bem do pequeno Nemo pode ser continuada pelo seu pai.

Acredito que você, como pai ou mãe, deve ter a mesma atitude com o seu filho (a), devemos entender que eles nos foram dados como herança e que temos que cuidar e lutar por eles, custe o que custar.
“Posso todas as coisas naquele que me fortalece...”, não deveria ser um jargão para buscar a prosperidade, mas sim a base para resgatar os nossos filhos das mãos do diabo.
Acredito ter passado uma mensagem de ânimo para você que quer o seu filho nos caminhos do Senhor, lute por ele e não se esqueça: NÃO DESISTA!
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Deusa bençoe